Estereótipos, humor e mídia: o poder feminino

Contribuição: Natália Canário, Patrícia Carvalho e Yasmin Oliveira

Fonte: Kibe Louco

Esta imagem foi retirada do blog de jornalismo-humorístico, Kibe Loco, criado pelo publicitário Antônio Pedro Tabet. A foto diz respeito à greve realizada por mulheres quenianas, a fim de protestar contra as disputas dentro do governo de coalizão do país, temendo que se repita a onda de violência ocorrida na eleição de 2007.
Após exibir a manchete, o site satiriza a notícia utilizando-se de um humor preconceituoso. O emprego de termos pejorativos, como “canhões”, reflete sua visão de que as mulheres do Quenia não são atraentes.
Além daquilo expresso pelo site, a própria iniciativa das ativistas quenianas mostra um dos estereótipos vinculados à mulher: de que ela tem o poder de manipular os acontecimentos através do sexo. Reforça também o de que o homem é o detentor, por direito, do poder  e que às mulheres cabe apenas tentar modificar a opinião masculina.

Estereótipos e anedotas: duas amigas cariocas

Contribuição: Aline Campos

Duas amigas se encontraram num ponto de ônibus:
– E aí, Creuza, porque tu num foi ao pagodi onti?
– Pagodi? Qui pagodi qui nada, Craudete! Eu ônti saí cum branco defechá o cumercio!
– Tu saiu cum branco? Branco mermo?
– Tô falando, mulé! O nome dele é Célio.O cara tá amarradão na minha figura!
– Me conta isso direito, Creuza! Cumo foi qui tu arranjô essa préula?
– Tudo muito simpres, Craudete. Eu ia passando pela rua, ele se agradou da
minha pessoa, puxô cunversa e marcamo pra saí dinoite.
– E onde foi que tu se incontrô com ele?
– Sincontrei? Tu tá doida? O Célio foi me buscá em casa, que ele é um homi muito do fino! Hora marcada! E veio me buscá de carro, minha nega! Eu não deixei por menos e me enfeitei toda, naquele justinho pretinho e dorado. Subi naquele tamanco vermeio e tasquei aqueles brinco pratiado que tu me deu!
– Creuza, tu divia tá um arrazo! Aí cês foram fazê um lanche?
– E tu acha qui o Célio é homi di fazê lanche? Fumo num belo dum restaurante na Zona Sul. Cumi inté camarão, Craudete!
– Tô toda arripiada! E depois, Creuza?
– Depois nós fumo dançá numa buati de crasse. Tiramo aquele sarro! Tomei até uísqui 12 ano! Se esbardei!
– Qui inveja qui eu tô, mulé! Minha Nossa Sora Parecida! Depois oceisforam pro motel, é craro!
– Craro qui não! Não fala bestera, Craudete! É craro qui nós fumo pruapartamento dele! Qui apê, mulé! Um luxo só! Sabe daqueles sofá que afunda quando agente senta? Pois é!
– Deus seja louvado! E aí, Creuza? Já tô ficando toda impipocada!
– Bom, aí nós cumeçamo a namorá. Beijo pra lá, beijo pra cá. Fumotirando a rôpa… E aí ele pediu preu pegá o pênis dele!
– Péra aí, Creuza! Pênis? Qui diabo é isso?
– Pôrra, Craudete, como tu é inguinorante! É o mesmo qui caraio, só que é mais branquinho, mais molinho e mais menor. Viu como tem diferença?