Publicada a atividade 06

Atividade 06

  • Nível: Extensão e atualização
  • Estimativa de tempo: 90 minutos
  • Tópicos: Movimentos sociais
  • Objetivo: Identificar e estabelecer contatos com um movimento social relacionado com a temática do preconceito e da discriminação. 
  • Atividades:
    •  1) identifique um movimento social que tenha por missão o combate ao preconceito e à discriminação;
    • 2) avalie as contribuições desse grupo para a categoria alvo;
    • 3) identifique como este grupo poderia se beneficiar com o domínio do instrumental oferecido elas abordagens científicas de estudo dos preconceitos e estereótipos.

Publicada a atividade 05

Atividade 05

  • Nível: Doutorado, mestrado, especialização e graduação.
  • Estimativa de tempo: 50 minutos
  • Tópicos: Epistemologia e teoria do conhecimento
  • Objetivo: Estabelecer as principais diferenças entre as formas empírica e emancipatória de justificação do conhecimento
  • Atividades:
    • 1) identifique um artigo ou livro que estabeleça a distinção entre as epistemologias empírica e emancipatória;
      2) relacione estas perspectivas com algumas teorias psicossociais que abordem os preconceitos e estereótipos;
      3) avalie como estas perspectivas se posicionam frente a questão da denúncia e do enfrentamento dos estereótipos e preconceitos.

Publicada a atividade 04

atividade 05

  • Nível: Especialização e graduação
  • Estimativa de tempo: 50 minutos
  • Tópicos: Atitudes e comportamentos
  • Objetivo: Avaliar as relações entre as congruências e discrepâncias entre as nossas  atitudes e os nossos comportamentos
  • Atividades:
    • 1) considere os resultados encontrados no quadro 1 da seção III da apresentação;
    • 2) leia a discussão apresentada na seção III Descompasso;
    • 3) reconheça situações comuns nas quais as pessoas se comportam de uma maneira incompatível com o que elas acreditam;
    • 4) identifique situações nas quais as elas agem em desacordo com o que não acreditam.
    • 5) identifique algum teoria psicossocial que se refira às relações entre atitudes e comportamentos.

Publicada a atividade 03

atividade 03

  • Nível: Graduação, extensão e atualização.
  • Estimativa de tempo: 50 minutos
  • Tópicos: crenças e sistemas de crenças
  • Objetivo: identificar e se posicionar  em relação às próprias crenças científicas e tradicionais.
  • Atividades:
    • 1)leia o texto da seção  Crenças do capítulo de apresentação e identifique as crenças de ordem zero, um e dois que fundamentam os estereótipos de que as mulheres não sabem manejar automóveis;
    • 2) selecione um estereótipo comum no meio em que você vive;
    • 3) faça a sua estimativa do número de alvos a que esta suposta crença se aplica;
    • 4) identifique algumas crenças de primeira ordem que fundamentam este estereótipo (que você pessoalmente entrou em contato);
    • 5) faça o mesmo para as crenças de segunda ordem (que algum conhecido já falou para você);
    • 6) finalmente, identifique as crenças de terceira ordem (que você já ouviu falar pela impressa ou por rumores).

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Publicada a Atividade 02

Atividade 02

  • Nível: doutorado e mestrado
  • Estimativa de tempo: 120 minutos
  • Tópicos: crenças
  • Objetivo: estabelecer a diferença entre os modelos espinosiano e cartesiano das crenças
  • Atividade:
    • 1) obtenha e leia o artigo How system believe, de Daniel Gilbert, publicado no American Psychologist, 46, 2, 1991.
    • 2) estabeleça as diferenças entre os modelos espinosiano e cartesiano das crenças
    • 3) identifique como estas teorias sobre o processo de crer podem se relacionar com a discussão dos preconceitos e estereótipos. 

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Capítulo 2, versão preliminar, publicado

Publicamos hoje a versão preliminar do capítulo 2 do e-book Enfrentando preconceitos e estereótipos. Na escola, no trabalho, nas ruas e os que sobrevivem em cada um de nós.

Clique na opção Enfrentando, no menu, para ganhar acesso a cada um dos capítulos ou aceda diretamente ao capítulo 2 clicando no link abaixo.

Capítulo 2: Agir, sentir, acreditar: uma antiga diferenciação ainda prevalente

Retornando ao blog

Após um longo tempo sem publicar qualquer post, retomamos ao nosso blog para apresentar as versões preliminares do livro eletrônico (e-bookEnfrentando preconceitos e estereótipos. Na escola, no trabalho, nas ruas e os que sobrevivem em cada um de nós.

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Resenha: Comunicação e cognição – os efeitos da propaganda contra-intuitiva no deslocamento de crenças e estereótipos

Alexandre Lino

O autor inicia o texto conceituando a propaganda contra-intuitiva como sendo aquela que rompe com o padrão socialmente estereotipado de figuras sociais, tais como negros, mulheres e homossexuais. Enquanto propagandas tradicionalistas alçam essas figuras como sendo submissas, relegadas a um papel de segundo plano ou ainda com aspectos e características aberrantes, uma propaganda contra-intuitiva apresentaria um negro em posição de destaque e sucesso, uma mulher enquanto bem sucedida profissionalmente ou um homossexual sem características afeminadas.
A partir daí, ele passa a discorrer sobre a importância e o papel da propaganda como canal de influência positiva e negativa, que perpetua estereótipos ou insere novas modalidades de interpretação da realidade. Assim, o autor postula que exposição a propagandas contra-intuitivas de caráter positivo poderiam causar uma reavaliação da configuração da realidade por parte do espectador, visando assim atualizar sua visão de mundo para moldes mais humanitariamente aceitos, diminuindo o poder dos estereótipos negativos e reforçando os positivos, através do embate entre os estímulos contra-intuitivos e os tradicionalistas.
O autor então discorre sobre o conceito de formação de memória, crenças, estereótipos e da interconexão destes através de nós na estrutura cognitiva, para formar as atitudes. Então ele prossegue discorrendo sobre a importância dos estereótipos como uma ferramenta de percepção da sociedade, de modo a garantir economia de energia psíquica no modo como nos relacionamos com o mundo. Ele então localiza a justificativa de seu trabalho na manutenção de estereótipos através não somente de contatos individuais, mas reforçados pelos meios de comunicação.
Para conectar com isto, ele passa a discorrer sobre o preconceito versus estereótipo. O preconceito é tido como um julgamento sem base de juízo de valor com base em sentimentos e afetos negativos, voltado para um grupo específico de pessoas de forma discriminatória. A combinação entre o preconceito e as crenças pessoais geram atitudes negativas perante os sujeitos destes grupos.
Sendo as atitudes um elo entre os fatores cognitivos, afetivos e comportamentais que um sujeito tem sobre um objeto social, e que a manutenção dos estereótipos pode ser garantida por meios de comunicação, temos aí a importância real das propagandas contra-intuitivas que visem combater o estabelecimento de racismo e discriminação contra grupos minoritários. Para haver uma real avaliação acerca do impacto dessa estratégia de diminuição de preconceito e discriminação, o autor passa a tratar da dicotomia entre processos automáticos versus controlados.
Os processos automáticos são definidos como processos cognitivos que ocorrem em uma fase anterior à tomada de consciência do indivíduo. Servem e atuam para identificar rapidamente a realidade e visam garantir que não despendamos muita energia focando-nos na tarefa em questão, e ocorrem simultaneamente a diversos outros processos, tanto automáticos quanto controlados. Já os processos controlados devem alcançar a tomada de consciência dos mesmos, pois eles exigem esforço e concentração, e demoram consideravelmente mais tempo de serem executados do que os automáticos. É possível que um procedimento que comece como controlado acabe por tornar-se automático, pois este garante a sustentação cognitiva a longo prazo. Por isso mesmo, os processos automáticos são mais rígidos com relação à mudança, visto que já estão tão arraigados no ser que sequer disparam uma reflexão consciente do sujeito.
Vemos aí a importância do trabalho em meios de comunicação de forma contra-intuitiva, pois as atitudes preconceituosas normalmente estão estabelecidas de forma automática para o sujeito, fazendo com que ele tome ações e juízos negativos sem sequer dar-se conta do mesmo. Ao garantirmos uma exposição de realidade contrária à que o sujeito está acostumado a ponderar, ele é capaz de evocar o processo automático e tomar consciência do mesmo, passando a poder tentar controlar e suprimir, ressignificando a sua atitude perante um indivíduo/grupo social. Exceção a essa regra pode ser o surgimento do efeito ricochete, mas que não é normal e surge majoritariamente em momentos em que o sujeito sequer tem foco ou tempo suficiente para executar um juízo de valor acerca da propaganda contra-intuitiva.
O autor então descreve duas peças publicitárias, onde é possível depreender mensagens de revisão de conceitos e do efeito ricochete. No caso da Fiat, ao exibir a mensagem de “reveja seus conceitos”, o sujeito pode tanto ressignificar o papel do negro na sociedade, como também a de que a realidade apresentada é impossível. Na peça da Credicard, vemos que o papel do negro tanto pode ser entendido enquanto bem sucedido, quanto a de manutenção do estereótipo negativo de “preguiçoso”. Para o efeito ser o desejado, é necessário que um indivíduo com alto nível de preconceito esteja em situação de descanso, com tempo, sem outras grandes pressões, para que ele tenha disposição para tentar confrontar as suas perspectivas sobre a sociedade, enquanto um sujeito com baixo índice de preconceito está mais propenso a controlar e suprimir os seus pensamentos estereotípicos.
Ainda que os efeitos e estudos finais não comprovem, o uso da propaganda contra-intuitiva enquanto potencial ferramenta de alteração de preconceitos e atitudes discriminatórias também não é reprovado. De toda sorte, é muito importante que seja uma estratégia desenvolvida, de maneira que possamos ponderar sobre nossas atitudes, se quisermos criar uma sociedade mais justa e equalitária.

LEITE, F. Comunicação e cognição: os efeitos da propaganda contra-intuitiva no deslocamento de crenças e estereótipos. Ciência & Cognição, 13,1, 131-141, 2008. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/pdf/v13/m318223.pdf, último acesso em 20 de Março de 2013.