Estereótipos e animação: Smurfs

Contribuição: Elva Valle

A estréia do filme “Os Smurfs”, em 2011, provoca lembranças infantis. E hoje, mais “consciente” do que há pelo menos vinte anos, é fácil perceber que a diferença entre a Smurfete má (morena) e a Smurfete boazinha (loira) vai além de uma mera caracterização estética, e carrega significados mais profundos (e preconceituosos).

  • Smurfete morena: traiçoeira, mentirosa, fingida e má. Os outros Smurfs evitavam ficar perto dela, não aceitam o convite dela para um piquenique.
  • Smurfete loira: recebe presentes, todos os Smurfs ficam interessados nela, e adoram-a.

Quem tiver curiosidade, ou quiser re-lembrar, existem episódios do desenho no YouTube.

A origem da Smurfete

Estereótipos e animação

Contribuição: Elva Valle

Em 2010 foi relançado em dvd e bluray os filmes Fantasia e Fantasia 2000 da Disney.
Na versão original de Fantasia, lançada na década de 1940, existia uma personagem negra estereotipada, no trecho “Sinfonia Pastoral”.
Uma centauro negra (metade humana, metade cavalo) aparecia polindo os cascos de uma outra centauro (mais alta, loira e de feição delicada). Ela surge em poucas cenas de curta duração, mas sempre servindo, arrumando ou colocando um tapete vermelho, para as outras centauros brancas. Ela é representada de forma caricaturada, Sunflower surge como uma servente/empregada, baixinha, e tem traços menos delicados.

Na década de 1960 essas cenas foram excluídas devido ao seu teor estereotipado e preconceituoso. E nas novas versões, a cena existe, porém foi editada para que a Sunflower não aparecesse. Algumas dessas cenas podemos assistir na internet.

Artigo publicado: exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

Título: Exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

Autores: Brigitte Vittrup and George W. Holden

Periódico: Analyses of Social Issues and Public Policy, 9, 1

Abstract: clique aqui
The purpose of this study was to test the potential of educational television and parent–child discussions about race to change White children’s attitudes toward Blacks. Ninety-three White children ages 5–7 and their parents participated. Families were randomly assigned into three experimental groups and one control group. Those in the experimental groups were asked either to show their children five educational videos, with or without additional discussions, or to have race-related discussions with their children without the videos. Improvements were seen in children’s out-group attitudes in both the video and discussion groups, whereas in-group attitudes decreased for those who watched videos and had discussions with their parents. Results revealed lack of parental compliance. Even when instructed to do so, only 10% of parents reported having in-depth race-related discussions with their children. Children’s racial attitudes were not significantly correlated with those of their parents, but children’s perceptions of their parents’ attitudes were positively correlated with their own. Reasons for parents’ reticence about race discussions, their outcome implications, and directions for future research and intervention are discussed.