Notícia do dia: reality show e estereótipos

Matéria publicada no UTSA Today divulga um seminário, patrocinado pelo Women’s Studies Institute, da Universidade do Texas, Santo Antonio, no qual se pretende discutir como os famigerados realities shows reforçam estereótipos sobre homens e mulheres e apresentam uma visão preconceituosa do casamento, da sexualidade e das classes sociais. Clique aqui para ler a matéria.

UTSA Today

Categorias sociais e rótulos: bacalhau de porta de loja

Origem: Alagoas
Bacalhau de porta de venda: camarada muito magro e meio desengonçado

Artigo publicado: The Relationship Between Gambling Cognitions, Psychological States, and Gambling

Título: The Relationship Between Gambling Cognitions, Psychological States, and Gambling: A Cross-Cultural Study of Chinese and Caucasians in Australia

Autores: Tian Po Oei, James Lin e Namrata Raylu

Periódico: Journal of Cross-Cultural Psychology, 39, 147-161, 2008

Resumo: clique aqui para obter

Notícia do dia: prêmio desafia estereótipos sobre arte indígena

Indígenas australianos estão sendo convocados para a participação em um prêmio lançado pelo The Museum and Art Gallery of the Northern Territory and Telstra, o 25th Telstra National Aboriginal & Torres Strait Islander Art Award. O principal objetivo do prêmio, segundo os organizadores, é romper com os estereótipos que os artistas indígenas são ingênuos e pouco criativos. Clique aqui para ler a matéria publicada no suplemento Bendigo, do Camberra Times

Notícia do dia: Novas lentes, novos olhares

Matéria publicado no website Middle East Online denuncia como os meios de comunicação de massa norte-americanos insistem em representar de forma estereotipada árabes e islamitas. Clique aqui para ler a matéria

Estereótipos sobre as mulheres nas séries de tv

O vídeo abaixo é uma compilação de uma série de estereótipos aplicados ao gênero feminino, tais como eles são apresentados nas séries produzidas para a televisão.

Conceitos fundamentais: metacognição

Em que pese a natureza incerta do julgamento humano, o impacto das heurísticas e as inúmeros limites impostos pelo sistema cognitivo, um elemento essencial das pesquisas sobre a cognição é o conhecimento que a pessoa julga possuir a respeito de si mesmo e das outras pessoas. Esta questão encontra-se fortemente ligada ao problema da metacognição e, como tal, se refere a quão uma pessoa considera dotado de credibilidade o julgamento que ela mesma faz a respeito de seus pensamentos, crenças e sentimentos sobre elas mesmas e sobre as outras pessoas.
De forma compatível com outros domínios de investigação cognitiva, e apesar dos inúmeros estudos sobre o julgamento em condições de incerteza, os estudos sobre a metacognição encontram-se subordinados ao entendimento de que as pessoas possuem alguma clareza a respeito das avaliações de base metacognitiva que fazem, embora não tenham consciências de que estão julgando de acordo com estes princípios e, em alguns casos, nem mesmo sejam capazes de discernir que estão a realizar algum tipo de julgamento.

Fonte: Marcos E. Pereira. Introdução à Cognição Social. Manuscrito não publicado

Conceitos fundamentais: heurísticas e vieses

chamada

Até meados dos anos 60 e início dos anos 80 os estudos sobre o julgamento e a tomada de decisões estavam inteiramente dominados por uma perspectiva que acentuava o uso extensivo de algoritmos para o julgamento e uma tomada de decisão racional. Uma série de trabalhos, publicados por Amos Tversky e Daniel Kahneman, permitiu o surgimento de um novo programa de investigação, denominado Heurísticas e Vieses, cujo impacto representou uma mudança substancial na maneira pela qual a questão do julgamento humano passou a ser tratado pelos psicólogos sociais. A principal façanha desta nova perspectiva foi a de evidenciar quão o erro, a incerteza e os paralogismos interferem no julgamento humano, sem que seja necessário fazer alusão a qualquer modelo explícito que se fundamente na noção de que a ação humana é motivada por fatores irracionais.
Gilovich e Griffin (2002) indicam que três grandes linhas de influências contribuíram para esta mudança de orientação nos estudos sobre o julgamento humano. Em primeiro lugar, as dificuldades enfrentadas pelos teóricos da teoria da ação racional para explicar os erros de julgamentos cometidos mesmo com o tratamento cuidadoso da informação, que ofereciam indicativos que a avaliação que as pessoas faziam da estimativa de plausibilidade e de risco não se conformavam com as leis da probabilidade. Em segundo lugar, não parecia existir compatibilidade entre as demonstrações teóricas desenvolvidas pelos estudiosos da idéia de tomada de decisão racional e aquilo que se observa nas demonstrações empíricas conduzidas pelos estudiosos do campo. Enfim, um terceiro grande fator que contribuiu para a mudança de orientação nos estudos foi o impacto exercido por três linhas de investigação, uma empírica, representada pelos estudos desenvolvidos por Paul Meehl em meados dos anos 50 e que demonstraram que comparativamente profissionais especializados não faziam necessariamente um melhor julgamento que aqueles conduzidos de forma heurística, uma metodológica, representada pela introdução por Ward Edwards de procedimentos de análise bayesianas no âmbito da psicologia do julgamento e, por fim, uma teórica, representada pelas contribuições de Herbert Simon com a introdução do conceito de racionalidade mitigada e pelo entendimento de que os limites da mente humana devem ser considerados, de forma que o pressuposto de uma racionalidade plena inerente ao modelo da ação racional não encontra suporte na realidade.

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Conceitos fundamentais: teorias implícitas da personalidade

chamada

O conceito de teorias implícitas da personalidade foi introduzido por Bruner e Taguiri no capítulo sobre a percepção das pessoas que escreveram para a edição de 1954 do Handbook of Social Psychology, organizada por Gardner Lindzey. A suposição central nestas teorias é a de que as pessoas ao se sentirem informadas a respeito dos traços centrais de um indivíduo elaboram uma representação geral a respeito desta pessoa como um todo. Se alguém é reconhecido como uma pessoa tranqüila e calma, possivelmente outras pessoas tenderão a acrescentar que ela também é cuidadosa, metódica e organizada. Isto ocorre porque os traços psicológicos não são vistos como independentes uns dos outros; o fato deles estarem associados de uma forma lógica permite que sejam desenvolvidas inferências a respeito da constelação total de traços que representa melhor aquela pessoa. Esta representação funciona como uma teoria, permitindo explicar as ações do indivíduo e fazer previsões sobre o seu comportamento futuro.
Mais ou menos na mesma época, um importante teórico da personalidade, George Kelly, desenvolveu uma outra modalidade de psicologia implícita, a psicologia dos constructos pessoais (Kelly, 1955), que compartilhava preocupações semelhantes aquelas com as apresentadas por Bruner e Taguiri. O princípio fundamental defendido por Kelly era o de que as pessoas usualmente agem como cientistas e tentam usar a intuição e o raciocínio para entender como as coisas podem ser interpretadas, assim como para elaborar predições sobre o curso futuro dos acontecimentos. Para tal, elas desenvolvem hipóteses e em seguida procuram obter os dados necessários para confirmar ou refutar tais hipóteses e, neste último caso, elas imediatamente alteram as suas teorias pessoais e procuram obter mais dados que podem ou não confirmar esta nova teoria. Para Kelly as pessoas agem como cientistas e procuram constantemente submeter a teste os seus constructos pessoais, entendidos como a estruturas interpretativas capazes de oferecer explicações razoáveis para os eventos que ocorrem com elas mesmas e com as outras pessoas.

Fonte: Marcos E. Pereira. Introdução à Cognição Social. Manuscrito não publicado
Teoria realista do conflito
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Notícia do dia: epilepsia e estigmas

Post do blog Thru the Booth reflete sobre a condição de pessoas que sofrem de epilepsia ou outras condições que podem levar a uma condição de estigmatização. Clique aqui para ler a matéria