Conceitos fundamentais: metacognição

Em que pese a natureza incerta do julgamento humano, o impacto das heurísticas e as inúmeros limites impostos pelo sistema cognitivo, um elemento essencial das pesquisas sobre a cognição é o conhecimento que a pessoa julga possuir a respeito de si mesmo e das outras pessoas. Esta questão encontra-se fortemente ligada ao problema da metacognição e, como tal, se refere a quão uma pessoa considera dotado de credibilidade o julgamento que ela mesma faz a respeito de seus pensamentos, crenças e sentimentos sobre elas mesmas e sobre as outras pessoas.
De forma compatível com outros domínios de investigação cognitiva, e apesar dos inúmeros estudos sobre o julgamento em condições de incerteza, os estudos sobre a metacognição encontram-se subordinados ao entendimento de que as pessoas possuem alguma clareza a respeito das avaliações de base metacognitiva que fazem, embora não tenham consciências de que estão julgando de acordo com estes princípios e, em alguns casos, nem mesmo sejam capazes de discernir que estão a realizar algum tipo de julgamento.

Fonte: Marcos E. Pereira. Introdução à Cognição Social. Manuscrito não publicado

Conceitos fundamentais: heurística do falso consenso

A heurística do falso consenso ocorre quando uma pessoa passa a acreditar que a posição que ela defende é majoritária ou compartilhada por um grande número de pessoas (Marks & Miller, 1987). Uma pessoa que decide se comportar de uma determinada maneira tende a acreditar que a sua forma de agir é mais usual que  aquela escolhida por uma pessoa que preferiu adotar um curso de ação distinto.

Conceitos fundamentais: heurística da ancoragem e ajustamento

chamada

A heurística da ancoragem e ajustamento pode ser definida como uma tendência que dificulta a pessoa de modificar o julgamento inicial de forma que este se ajuste às novas informações porventura recebidas.

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Conceitos fundamentais: heurística da acessibilidade

chamada

A acessibilidade é uma heurística que representa uma tendência a julgar a probabilidade, a freqüência ou eficácia causal de um evento com base na facilidade ou na extensão com que o conteúdo pode ser acessado na memória.

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurísticas e vieses
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

conceitos fundamentais: heurística da representatividade

chamada

A heurística da representatividade ocorre nas circunstâncias em que um objeto passa a ser incluído em uma categoria em virtude da extensão com que os seus principais fatores se assemelham ou representam mais uma categoria do que outra. Nesse caso, a pessoa leva em consideração as semelhanças entre dois objetos para inferir que um possui as características daquele ao qual ele se assemelha.

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Conceitos fundamentais: heurísticas e vieses

chamada

Até meados dos anos 60 e início dos anos 80 os estudos sobre o julgamento e a tomada de decisões estavam inteiramente dominados por uma perspectiva que acentuava o uso extensivo de algoritmos para o julgamento e uma tomada de decisão racional. Uma série de trabalhos, publicados por Amos Tversky e Daniel Kahneman, permitiu o surgimento de um novo programa de investigação, denominado Heurísticas e Vieses, cujo impacto representou uma mudança substancial na maneira pela qual a questão do julgamento humano passou a ser tratado pelos psicólogos sociais. A principal façanha desta nova perspectiva foi a de evidenciar quão o erro, a incerteza e os paralogismos interferem no julgamento humano, sem que seja necessário fazer alusão a qualquer modelo explícito que se fundamente na noção de que a ação humana é motivada por fatores irracionais.
Gilovich e Griffin (2002) indicam que três grandes linhas de influências contribuíram para esta mudança de orientação nos estudos sobre o julgamento humano. Em primeiro lugar, as dificuldades enfrentadas pelos teóricos da teoria da ação racional para explicar os erros de julgamentos cometidos mesmo com o tratamento cuidadoso da informação, que ofereciam indicativos que a avaliação que as pessoas faziam da estimativa de plausibilidade e de risco não se conformavam com as leis da probabilidade. Em segundo lugar, não parecia existir compatibilidade entre as demonstrações teóricas desenvolvidas pelos estudiosos da idéia de tomada de decisão racional e aquilo que se observa nas demonstrações empíricas conduzidas pelos estudiosos do campo. Enfim, um terceiro grande fator que contribuiu para a mudança de orientação nos estudos foi o impacto exercido por três linhas de investigação, uma empírica, representada pelos estudos desenvolvidos por Paul Meehl em meados dos anos 50 e que demonstraram que comparativamente profissionais especializados não faziam necessariamente um melhor julgamento que aqueles conduzidos de forma heurística, uma metodológica, representada pela introdução por Ward Edwards de procedimentos de análise bayesianas no âmbito da psicologia do julgamento e, por fim, uma teórica, representada pelas contribuições de Herbert Simon com a introdução do conceito de racionalidade mitigada e pelo entendimento de que os limites da mente humana devem ser considerados, de forma que o pressuposto de uma racionalidade plena inerente ao modelo da ação racional não encontra suporte na realidade.

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo