Conceitos básicos: falsas memórias

Um dos aspectos mais estudados pelos investigadores da memória é a questão das falsas lembranças. Lenton, Blair e Hastie investigaram experimentalmente, utilizando o paradigma de Deese-Roedinger-McDermott, a maneira pela qual associações estereotipadas indiretas produzem lembranças falsas. Fundamentalmente, este procedimento experimental consiste na apresentação de várias listas de palavras, cada uma composta por termos associados a uma palavra crítica não apresentada, avaliando-se posteriormente as diferenças na evocação através da rememoração ou do reconhecimento das palavras críticas quando comparadas com outras palavras não críticas. Resultados obtidos em vários estudos evidenciaram que os participantes “lembram” com muita freqüência as palavras críticas, embora elas não tivessem sido apresentadas de fato. Na tentativa de ampliar estas descobertas, os autores desenvolveram dois experimentos. No primeiro deles, era mostrado aos participantes uma lista de palavras constituída por uma série de papéis estereotipados, alguns tipicamente masculinos (soldados, advogados etc), outros claramente femininos (secretária, enfermeira etc). Posteriormente, foi realizado um teste de reconhecimento, na qual foram apresentadas palavras ausentes na lista anterior, especialmente termos que eram centrais aos papéis estereotipados. Os resultados do primeiro experimento demonstraram que independente de serem submetidos a uma condição experimental em que eram apresentados termos tipicamente relacionados a papéis masculinos ou femininos, os participantes apresentaram falsas lembranças mais freqüentes relativas aos papéis estereotipadamente consistentes, o que parece favorecer à hipótese de falsas lembranças podem ser produzidas por associações estereotipadas indiretas.

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002

Artigo publicado: The Neural Underpinnings of Group Life

Título: Neural Underpinnings of Group Life

Autores: Deborah A. Prentice e Jennifer L. Eberhardt

Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 139-142, 2008

Resumo: clique aqui para obter

Conceitos fundamentais: estereótipos e racionalização

Jost e Banaji consideram duas possibilidades dos estereótipos servirem como instrumentos para a racionalização. Em um nível mais individual, os estereótipos servem como justificativas para o próprio eu, permitindo que o indivíduo lide melhor e de uma forma mais confortável com as suas próprias atitudes preconceituosas e excludentes. Em um nível mais contextual, os estereótipos também cumprem a função de justificar e racionalizar  as ações grupais

Fonte: Marcos Emanoel Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002

Leia também

Definição de estereótipos
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Crenças e estereótipos
Estereótipos e categorias sociais
Estereótipos: noções fundamentais
Estereótipos e estereotipização

Artigo publicado: fMRI and ERP Investigations of Social Dominance Perception

Título: AKnowing Who’s Boss: fMRI and ERP Investigations of Social Dominance Perception

Autores: oan Y. Chiao, Reginald B. Adams, Jr, Peter U. Tse, William T. Lowenthal, Jennifer A. Richeson e Nalini Ambady

Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 201-214, 2008

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Notícia do dia: web site desafia estereótipos sobre HIV/AIDS

Matéria da Agência Reuters indica um web site no qual os criadores desafiam os usuários a identificarem as pessoas infectadas com o vírus HIV. Clique aqui para ler a matéria e aqui para acessar o site e se submeter ao teste.

Estereótipos e música: Brigitte Bardot

Conceitos básicos: teoria realista do conflito

chamada

Desenvolvida inicialmente por Muzafer Sherif, defendia o argumento de que a competição por recursos escassos pode levar à discriminação e favorecer o desenvolvimento de relações de natureza antagônica entre os grupos. Acentuava, no entanto, que se fossem criadas condições capazes de propiciar a interdependência positiva entre os grupos, poder-se-ia esperar a formação de atitudes mais positivas, assim como comportamentos menos discriminatórios entre os membros dos vários grupos. Desde a sua origem, a teoria realista do conflito, apesar de ter obtido um amplo suporte empírico, parece falhar em um ponto essencial: não se pode admitir que o conflito de interesses entre os grupos deve ser uma condição absolutamente necessária e indispensável para o surgimento dos preconceitos e da discriminação intergrupal

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002

Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Artigo publicado: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces

Título: A Foot in Both Worlds: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces

Autores: Eve C. Willadsen-Jensen e Tiffany A. Ito

Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 182-200, 2008

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Artigo publicado: Neuroscience of Stigma and Stereotype Threat

Título: The Neuroscience of Stigma and Stereotype Threat

Autores: Belle Derks, Michael Inzlicht e Sonia Kang

Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 163-181, 2008

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Estereótipos e desempenho acadêmico: novas evidências

Contribuição: Pamela Pitágoras

Matéria da BBC Brasil, publicada em O Globo, torna público um novo estudo que confirma o impacto da ameaça dos estereótipos no desempenho intelectual e acadêmico. Leia aqui.