Um dos aspectos mais estudados pelos investigadores da memória é a questão das falsas lembranças. Lenton, Blair e Hastie investigaram experimentalmente, utilizando o paradigma de Deese-Roedinger-McDermott, a maneira pela qual associações estereotipadas indiretas produzem lembranças falsas. Fundamentalmente, este procedimento experimental consiste na apresentação de várias listas de palavras, cada uma composta por termos associados a uma palavra crítica não apresentada, avaliando-se posteriormente as diferenças na evocação através da rememoração ou do reconhecimento das palavras críticas quando comparadas com outras palavras não críticas. Resultados obtidos em vários estudos evidenciaram que os participantes “lembram” com muita freqüência as palavras críticas, embora elas não tivessem sido apresentadas de fato. Na tentativa de ampliar estas descobertas, os autores desenvolveram dois experimentos. No primeiro deles, era mostrado aos participantes uma lista de palavras constituída por uma série de papéis estereotipados, alguns tipicamente masculinos (soldados, advogados etc), outros claramente femininos (secretária, enfermeira etc). Posteriormente, foi realizado um teste de reconhecimento, na qual foram apresentadas palavras ausentes na lista anterior, especialmente termos que eram centrais aos papéis estereotipados. Os resultados do primeiro experimento demonstraram que independente de serem submetidos a uma condição experimental em que eram apresentados termos tipicamente relacionados a papéis masculinos ou femininos, os participantes apresentaram falsas lembranças mais freqüentes relativas aos papéis estereotipadamente consistentes, o que parece favorecer à hipótese de falsas lembranças podem ser produzidas por associações estereotipadas indiretas.
Categoria: Textos
Artigo publicado: The Neural Underpinnings of Group Life
Título: Neural Underpinnings of Group Life
Autores: Deborah A. Prentice e Jennifer L. Eberhardt
Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 139-142, 2008
Resumo: clique aqui para obter
Conceitos fundamentais: estereótipos e racionalização
Jost e Banaji consideram duas possibilidades dos estereótipos servirem como instrumentos para a racionalização. Em um nível mais individual, os estereótipos servem como justificativas para o próprio eu, permitindo que o indivíduo lide melhor e de uma forma mais confortável com as suas próprias atitudes preconceituosas e excludentes. Em um nível mais contextual, os estereótipos também cumprem a função de justificar e racionalizar as ações grupais
Fonte: Marcos Emanoel Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002
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Artigo publicado: fMRI and ERP Investigations of Social Dominance Perception
Título: AKnowing Who’s Boss: fMRI and ERP Investigations of Social Dominance Perception
Autores: oan Y. Chiao, Reginald B. Adams, Jr, Peter U. Tse, William T. Lowenthal, Jennifer A. Richeson e Nalini Ambady
Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 201-214, 2008
Resumo: clique aqui para obter
Notícia do dia: web site desafia estereótipos sobre HIV/AIDS
Matéria da Agência Reuters indica um web site no qual os criadores desafiam os usuários a identificarem as pessoas infectadas com o vírus HIV. Clique aqui para ler a matéria e aqui para acessar o site e se submeter ao teste.
Estereótipos e música: Brigitte Bardot
Conceitos básicos: teoria realista do conflito
Desenvolvida inicialmente por Muzafer Sherif, defendia o argumento de que a competição por recursos escassos pode levar à discriminação e favorecer o desenvolvimento de relações de natureza antagônica entre os grupos. Acentuava, no entanto, que se fossem criadas condições capazes de propiciar a interdependência positiva entre os grupos, poder-se-ia esperar a formação de atitudes mais positivas, assim como comportamentos menos discriminatórios entre os membros dos vários grupos. Desde a sua origem, a teoria realista do conflito, apesar de ter obtido um amplo suporte empírico, parece falhar em um ponto essencial: não se pode admitir que o conflito de interesses entre os grupos deve ser uma condição absolutamente necessária e indispensável para o surgimento dos preconceitos e da discriminação intergrupal
Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002
Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Protótipos e exemplares
Correlação ilusória
Avaro cognitivo
Artigo publicado: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces
Título: A Foot in Both Worlds: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces
Autores: Eve C. Willadsen-Jensen e Tiffany A. Ito
Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 182-200, 2008
Resumo: clique aqui para obter
Artigo publicado: Neuroscience of Stigma and Stereotype Threat
Título: The Neuroscience of Stigma and Stereotype Threat
Autores: Belle Derks, Michael Inzlicht e Sonia Kang
Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 163-181, 2008
Resumo: clique aqui para obter
Estereótipos e desempenho acadêmico: novas evidências
Contribuição: Pamela Pitágoras
Matéria da BBC Brasil, publicada em O Globo, torna público um novo estudo que confirma o impacto da ameaça dos estereótipos no desempenho intelectual e acadêmico. Leia aqui.
