Estudo desenvolvido por Mathias Pessiglione, do Instituto Nacional de Pesquisa Médica, da França, afirma, em estudo publicado na revista Neuron, que foi capaz de provar a influência das mensagens subliminares. Clique aqui para ler a notícia.
Categoria: Crenças
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Estereótipos e categorias sociais
Quase toda a tradição de trabalho na psicologia social sobre os estereótipos se limita a um tipo específico de referente, as categorias sociais, desconsiderando quase que completamente os outros tipos de entes sociais identificados na literatura (Lickel, Hamilton, Wieczorcowska, Lewis, Sherman e Uhles, 2000). A importância das categorias sociais no estudo dos estereótipos provavelmente é uma conseqüência da enorme influência exercida pela obra A natureza do preconceito, de Gordon Allport, na qual se analisa de forma minuciosa o processo de categorização e se discute as diferentes formas pelas quais a categorização pode influenciar a expressão dos estereótipos e dos preconceitos (Allport, 1962). É importante assinalar, no entanto, que a relação entre os estereótipos e as categorias sociais não é de simples simetria. Ainda que os estereótipos quase sempre se refiram às categorias sociais, é perfeitamente concebível que um indivíduo possa ser categorizado, sem que um estereótipo venha a ser ativado ou aplicado. Afinal, nem toda categoria social é alvo de estereótipos
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Estereótipo ou estereótipos?
Dado que a vida social transcorre cotidianamente em ambientes sociais muito diversificados, é interessante notar que o conceito de estereótipo gramaticalmente é regido no plural. Pelo menos na nossa língua é mais usual a adoção do termo estereótipos, no plural, do que estereótipo, no singular. Um das principais contribuições do estudo de Katz e Braly (1933) foi a de circunscrever, de forma detalhada, os critérios requeridos para a delimitação e enumeração dos traços associados aos diversos grupos sociais. Mediante a aplicação estas estratégias foi possível caracterizar, à época, os americanos como trabalhadores, inteligentes, materialistas e ambiciosos, os alemães como cientificamente orientados, trabalhadores e estóicos, os irlandeses como brigões, explosivos e espirituosos, os italianos como artísticos, impulsivos e apaixonados, os judeus como astutos, mercenários e sovinas, os chineses como supersticiosos, sonsos e conservadores e os turcos como cruéis, muito religiosos e traiçoeiros. Esta enumeração deixa claro que os estereótipos se referem a uma constelação de atributos, usualmente traços de personalidade ou características psicológicas estáveis, diferencialmente aplicados pelos indivíduos que pertencem a um determinado meio social aos membros de uma ou várias categorias sociais.
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Fonte: Lá Fora
Universidade e comunidade
Carta Aberta a Comunidade Acadêmica da Universidade Federal da Bahia
Nos últimos dias toda comunidade acadêmica da UFBA vem intensamente discutindo as questões de segurança no Campus Universitário, tendo como foco o São Lázaro e o PAF de Ondina. Entendemos que é salutar tal discussão, mas que a mesma não está dissociada da realidade enfrentada por toda a cidade de Salvador.
Também nos últimos meses vários jovens dizimados em nossa cidade, todos negros, pobres e moradores de áreas periféricas, dentre elas a própria comunidade do Alto das Pombas, vizinha a FFCH.
Em junho choramos pela morte de quatro jovens, vítimas de disputas de tráfico de drogas que foram violentamente assassinados.
Tal ação nos leva a refletir sobre qual violência estamos discutindo? Se a da omissão da Universidade que ao mesmo tempo em que tão próxima é tão distante dos problemas sociais que a circundam ou da mídia de excessos que sempre aguarda uma tragédia para discutir algum problema que de certa é relevante para sua classe social, ou para angariar mais fundos para manutenção desse modelo de reprodução de injustiças sociais?
Sempre convivemos harmonicamente com a universidade, principalmente pelo fato da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas se confundirem com nosso espaço geográfico.
Mantivemos ao longo de vários anos a nossa autonomia, mas sempre com visão crítica sobre o papel social da mesma e principalmente questionando o formato laboratório que a mesma sempre adotou nos processos de diálogo com a comunidade.
Pensando assim pedimos que ao discutir o problema da violência na UFBA, não seja somente considerado o prisma de quem supostamente ela atinge de imediato, mas compreenda que cobrir de muros, gradearem as unidades educativas e principalmente colocar pessoas despreparadas para fazer a suposta segurança de nada adiantará para alcançar tal finalidade.
Conclamamos pelo bom senso de compreender que tal problema ultrapassa os espaços da UFBA e que se faz necessária uma discussão mais apurada com as Comunidades entorno dos Campi.
Esperamos que os professores, funcionários e estudantes que são protagonistas desta discussão, possam entender que tal problema social não se resolverá numa redoma, tão pouco num grupo seleto de pessoas que se reúnem para a busca de soluções de momentos-crise, mas tomando medidas que ultrapassem as formas tradicionais,ampliando a relação da UFBA com a comunidade, não limitando-se a ações pontuais no semestre, a pesquisa-laboratório com a comunidade ou a antiga compreensão de que não sabemos o que realmente queremos e que não somos capazes de construir como parceiros, um novo modelo de UFBA, que seja verdadeiramente inclusiva, de qualidade e pública para todos.
Salvador, 25 de agosto de 2008
Comunidade do Alto das Pombas
