Estereótipos e quadrinhos: os baianos são mesmo assim?

Contribuição: Gilcimar Dantas

Maurício de souza cria família baiana pra Turma da Mônica. Os baianos são mesmo assim?

Fonte://http://g1.globo.com/bahia/noticia/2011/10/mauricio-de-souza-anuncia-familia-baiana-para-turma-da-monica.html

Os estereótipos regionais e o elogio à beleza feminina

Contribuição: Leandro Muniz

Atualizado para a aula do dia 30/04/2009 (FCH391)

Estereótipos e anedotas regionais: gaúcho no frio

Contribuição: Rafael Oliveira

Salvador: para aprender e se divertir

Contribuição: Andréia Oliveira

Divisão Física: A Bahia se divide entre Cidade Baixa e Cidade Alta.

Na Cidade Alta está Pituba/Itaigara/ Iguatemi: é o que importa. A única parte civilizada da cidade é o resultado de um prefeito que construiu uma avenida e ficou com preguiça de fazer o resto.

Centro Histórico: Consiste em Barra, Ondina, Pelourinho e adjacências. É habitado somente uma vez por ano, no carnaval. Durante o resto do ano, somente turistas têm a disposição de subir as ladeiras do Pelourinho para ver o Elevador Thiago Lacerda ligar o nada com lugar nenhum.

Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do ‘Jaía’, bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia), passando por Itapoã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto.

Brotas: É a Brooklin soteropolitana. Um núcleo de resistência independente. Tem dialeto, moeda e governo próprio. Precisa de passaporte pra cruzar a fronteira.

Cajazeiras: Não confundir com ‘cachaceiras’ . Começa em Cajazeiras 1 e vai até Cajazeiras 15785. Também tem vida própria e até hoje ninguém descobriu como chegar até lá.

Ribeira: Tem sorvete na sorveteria da Ribeira, indicada pelo Guia Veja em mil novecentos e bolinha.

Liberdade: É um dos bairros mais importantes de Salvador, por conter passagens secretas que desafiam as leis da física e confirmam a teoria da quarta dimensão.

Feira do Rolo: Local onde você compra o que quiser e quando quiser. É um supermercado, que sempre tem o que você procura. Lá existem coisas como fósseis de pterodáctilos, órgãos para transplantes, animais em extinção (qualquer um, de tigres dentes de sabre a mutantes), armas que nem a polícia tem e objetos que foram roubados da sua casa.

Divisão Química: Salvador é composta por átomos de Hidrogênio, Axé e Dendê.

História: Idade Antiga: Melhor perguntar a Dona Canô.

Idade Média: Em seus Feudos, os caciques Tupinambás exploravam os camponeses, num regime conhecido como vassalagem. Foi a época dos grandes torneios de miserês, piriguetes e tingalagatingas.

Idade Contemporânea:

1798 – Nasce ACM
1815 – É inventado o Trio Elétrico e o carnaval é descoberto
1830 – ACM vira imperador da Bahia(…)
1990 – Ivete Sangalo lança 1º CD.
1991 – Ivete Sangalo lança 2º CD.
1992 – Ivete Sangalo lança 3º CD.
1993 – Ivete Sangalo lança 4º CD.(…)
1996 – Começam as obras do metrô de Salvador, projeto para 2004. Surge em Salvador a primeira música que não é Axé, o Arrocha.
2005 – O arrocha é esquecido.

Previsões:

2090 – Ivete Sangalo lança 80º CD.
2090 – O metrô é inaugurado.
2093 – Morre em Salvador Ivete Sangalo.
3091 – Morre em Salvador ACM Neto.
3099 – ACM ressuscita
3666 – ACM assume ser o anti cristo: Anti Cristo Miserável..

Clima, Vegetação e Hidrografia: Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de trem.

A vegetação da cidade consiste em coqueiros. O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul.

Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.

Cultura: Não se pode esquecer que Salvador sedia a maior manifestação cultural popular do mundo: o Carnaval. É nessa época que o soteropolitano gasta a energia do ano todo, correndo atrás do trio, correndo atrás de mulher ou correndo da polícia. O carnaval é tão importante para o baiano que, para não ter que esperar um ano inteiro, já se inventou uma série de festas como Festival de Verão, BonfimLight, Babado Elétrico, Trivela, Ensaio Geral, Piu-Piu, 02 de julho, Lavagem de Ondina, Lavagem do Beco e muitas outras lavagens.

Língua: Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê H I Ji Lê Mê Nê O Pê Quê Rê Si T U V X Z.Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o ‘d’ é excluído no ‘ndo’, o que resulta em ‘falano’, ‘correno’, ao invés de falando e correndo. A letra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente – fala-se ‘Arrente.’Mas, em alguns casos, também a letra S pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase ‘As camisas das mulheres’ vira ‘Ar camisa dar mulé.’

Algumas frases cotidianas:

‘Colé, meu brodi!’ = Olá, amigo!

‘E aí, pai?’ = Olá, amigo!

‘Fala nigrinha!’ = Olá, amigo!

‘Diga aê, seu xibungo!’ = Olá, amigo!

‘Faaaaala minha puta!’ = Olá, amigo!

‘Colé miserê!!’ = Olá, amiigo!

‘Diga aê, disgraça!’ = Olá, amigo!

‘Diga aê negão!’ (não importa a cor do amigo) = Olá, amigo!

‘Ô véi!’ = ô, amigo!

‘Colé de mermo?’, ‘Oxe!’ = Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.

‘Lá ele!’ = Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)

Transportes: Os soteropolitanos contam com um sistema de trasnporte público extremamente pontual que nunca se atrasa para o dia seguinte. O metrô, por exemplo, até agora nunca teve nenhum caso de atraso, a não ser os 10 anos de obra, ainda não concluídos.Salvador também tem o único metrô que passa por cima da cidade ao invés de por baixo (alguns dizem que a Disney está querendo comprá-lo, pois é a maior montanha russa do mundo.)

Moda: Salvador é a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.

Economia: Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida

Notícia do dia: lá só não tem baiano

Clique aqui para ler a entrevista concedida pelo ex-líder dos garimpeiros, José Altino, ao Terra Magazine. Conhecido por liderar a invasão ao território dos Ianomânis, parece que agora o singelo fazendeiro se tornou um renomado especialista em direito, ciências políticas, questões indígenas e psicologia social.

Resenha – Estereótipos e destinos turísticos: o uso dos estereótipos nos folders de uma agência de fomento ao turismo

Camila Leão

O artigo “Estereótipos e destinos turísticos: o uso dos estereótipos nos folders de uma agência de fomento ao turismo” aborda um tema bastante interessante e presente no cotidiano de todos nós. Afinal, quem nunca escolheu o destino das viagens de férias tomando como referência as belas imagens postadas nos folhetos de turismo?As imagens atraentes e os dizeres encantadores presentes nesses folders das agências de turismo foram o foco do trabalho do professor Marcos Emanoel Pereira (Doutor em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Bahia. Coordenador do Programa de Pós- Graduação em Psicologia da Universidade Federal da Bahia.) e da pesquisadora Tula Ornelas (Bacharel em Turismo. Aluna especial do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Da Universidade Federal da Bahia. Coordenadora do Curso de Bacharel em Turismo da Faculdade Olga Mettig, Salvador, Bahia).Eles realizaram uma pesquisa analisando de forma descritiva trinta e cinco folders da agência de turismo Bahiatursa, a agência de fomento ao turismo do Estado da Bahia. Após essa análise, os pesquisadores encontraram algumas categorias de estereótipos que se repetiam em vários folders, com o intuito de atrair turistas para a Bahia. Os pesquisadores conseguiram encontrar cinco classes de poderosos estereótipos utilizados pela Bahiatursa referentes à Bahia e ao seu povo. São eles: “Terra da felicidade”; “Povo festeiro”; “Povo Hospitaleiro”; “Povo Mestiço”; “Povo religioso”.Pode-se notar, a partir da leitura desse artigo, o grande poder dos estereótipos para a economia turística. Uma concepção positiva sobre um povo que se torne amplamente compartilhada atrai lucros e investimentos. Por isso, cria-se todo um fetiche mercadológico que seja capaz de despertar a vontade de “estar lá” e de “ser como eles”. Os turistas buscam por experiências diferentes daquelas presentes no seu cotidiano (como o contato com belezas naturais, fugindo de um cotidiano urbano turbulento), e buscam o contato com pessoas agradáveis, receptivas, alegres. Assim como tudo presente no nosso habitat Capitalista, a Cultura e as características de um povo, juntamente com as belezas naturais de um local, passaram a ser um “acessório” que valoriza a venda de viagens.A teoria que alicerça a Psicologia Behaviorista, a qual afirma que um estímulo neutro, quando associado com um estímulo agradável e reforçador, imediatamente tornar-se-á um estímulo também reforçador, é bastante utilizada na construção desses folders de turismo. Um lugar como a Bahia, que pode ser visto como um estímulo neutro para muitas pessoas, quando associado às frases e às imagens positivas, torna-se um estímulo altamente reforçador. O emparelhamento de um lugar como a Bahia com sensações agradáveis, com pessoas receptivas e alegres, enfim, com estímulos positivos, valoriza a imagem do lugar.Um dos processos básicos do comportamento é a motivação, segundo Maslow e McGregor, teóricos da Psicologia. A motivação á um fator que impulsiona uma pessoa a consumir algo presente no mercado. Os donos de negócios juntamente com as empresas de marketing criam necessidades internas e externas e as incutem no psicológico das pessoas, que procurarão suprir tais “necessidades”. Eles criam também necessidades secundárias, que são aquelas que interferem na escolha de um produto, diferente das nossas necessidades primárias (como a sede, o sono, a fome, a proteção do corpo contra frio, calor e outros). Essas necessidades secundárias são aquelas que determinam qual marca de alimento, bebida ou roupa uma pessoa irá consumir. É a partir da criação dessas necessidades secundárias que uma pessoa atualmente escolhe um destino turístico.A imaginação do consumidor o faz acreditar que ele realmente necessita daquele produto, e ele vai agir de tal forma que consiga obter tal produto. O que leva uma pessoa a escolher o destino de sua viagem a partir do conteúdo dos folders de turismo, são também fatores motivacionais de cunho secundário, ou seja, não são essenciais para a sua sobrevivência, mas fazem parte de uma necessidade criada. Uma atitude positiva para um lugar, juntamente com estereótipos positivos para as pessoas nativas daquele lugar é essencial para a escolha de um destino turístico.O presente estudo do artigo foi importante na medida em que revela a força e o poder mercadológico dos estereótipos na valorização dos destinos turísticos. Vê-se a importância também do cuidado com o uso desses estereótipos, já que os mesmos influenciam no modo de ver tanto dos turistas quanto do povo nativo. Tanto os turistas como os nativos passam a compartilhar de tal maneira esses estereótipos, que acabam por assimilar as características atribuídas ao seu grupo social. E essas características acabam se cristalizando. Desse modo, a Psicologia deve não somente contribuir para ajudar a fomentar o turismo na Bahia, mas também aplicar-se mais intensamente no plano social e tentar levantar os possíveis impactos de todos esses estereótipos construídos que fazem parte do imaginário popular em relação à Bahia e ao seu povo.

Referência: Pereira, M. E. ; Ornelas, T. Estereótipos e destinos turísticos: o uso dos estereótipos nos folders de uma agência de fomento ao turismo. Caderno Virtual de Turismo, 17, 2005

Estereótipos e anedotas: dois baianos e uma nota de cem

Contribuição: Laís Marques

Três da tarde. Dois baianos estão encostados numa árvore na beira da estrada.
De repente passa um carro a toda velocidade e deixa cair uma nota de cem reais que sai voando e cai do outro lado da estrada.
Depois de cinco minutos, um baiano fala para o outro:
— Ô, meu rei… Se o vento mudá a gente ganha o dia, oxente!