Resenha: estereótipos e mulheres na cultura marroquina

Victoria Dourado

O tema a ser tratado se refere ao artigo: “Estereótipos de mulheres na cultura marroquina”, escrito por Fatima Sadiqi e publicado em 2008. O texto se inicia com o tópico “introdução” e apresenta como ponto de partida a explicação de que, inicialmente, o termo “estereótipo” dizia respeito a um molde de impressão usado para reproduzir cópias de um único modelo. Ainda na introdução, o texto traz que no Marrocos os estereótipos são expressões de crenças e valores, mais tarde demonstradas pela autora como inconscientes visto que resultam de uma programação cultural, no caso, a marroquina. O texto se organiza em torno de três tópicos didaticamente elaborados para esclarecer as emblemáticas relações de gênero no contexto islâmico: a primeira aborda os principais componentes da cultura marroquina, a segunda se ocupa dos estereótipos e relações de gênero e, por último, discute às reações das mulheres frente aos estereótipos negativos.

O texto faz uso da explicação de que a cultura é um sistema de práticas, rituais e crenças de uma determinada comunidade que, em níveis diferentes, exerce controle sobre o comportamento de seus membros para afirmar que a cultura marroquina é extremamente reguladora no que diz respeito às percepções de gênero e delimitação de papéis e, faz isso porque possui instituições sociais influentes, as quais são elencadas pela autora: história, geografia, Islã, oralidade, multilinguismo, organização social, status econômico, e sistema político.
Dentre elas, se destaca a história nacional do Marrocos, tradicionalmente oral, que tem sido oficializada exclusivamente por homens e às mulheres, em sua maioria, são analfabetas, resta-lhes à subordinação consequência do viés masculino emprestado à história – amplamente valorizada pelo Estado e pelo sistema educacional – que, ao retratá-las como inferiores aos homens as mantêm marginalizadas. O fator geográfico também se sobressai tendo em vista que, pela localização próxima ao continente europeu, o Marrocos permitiu uma relativização da tradição patriarcal, na medida em que foram assimilados elementos tipicamente europeus que possibilitaram uma atitude mais favorável aos papéis de gênero.
Tendo em vista o aspecto cultural do Islã, evidencia-se a aproximação do discurso feminista das expressões típicas dessa tradição, a fim de inserir o gênero feminino no contexto que lhe é próprio: a sociedade islâmica.
Tal cultura difere da sociedade ocidental, pois a oralidade é um importante instrumento de transmissão de valores positivos e negativos, nesse sentido, essa oralidade se constitui como o modo mais corriqueiro de transmitir os estereótipos sobre as mulheres. Ao mesmo tempo, a oralidade possui também um caráter marginal, uma vez que, é repassada através das línguas maternas de pouco prestígio: berbere e árabe marroquino. A oralidade, em seu aspecto vulgar, está intimamente relacionada com a característica das mulheres marroquinas que analfabetas são mantidas alheias ao contexto sócio político cultural. Atrelado a isso, o multilinguismo é tido como característica formadora da identidade marroquina e está associado à classe social e nível de educação. Nesse cenário linguístico, as mulheres monolíngues – ou seja, que falam apenas berbere ou árabe pertencem a classes menos favorecidas, ressaltando, mais uma vez, a faceta marginal da oralidade. Em contrapartida, essas mulheres se apresentam como bem-sucedidas em suas atividades rotineiras.
Por fim, a organização social impõe na percepção e na construção de gênero uma grande influência. Os papéis sociais de homens e mulheres são rigidamente assegurados pela significação que a família, estruturalmente patriarcal assume nesse contexto. Inclui-se ao sistema patriarcal a exclusão das mulheres. E, para que a estrutura se mantenha, é necessário que sejam impostos tabus, sanções e rituais (expressos principalmente pelo uso da linguagem) que restrinjam a liberdade feminina uma vez que é considerada uma ameaça ao status quo masculino.
Tendo como base que a família é onde começa a socialização, apesar da diversidade social entre as mulheres marroquinas, os estereótipos de fracas, emocionais, más, trabalhadoras, pacientes e obedientes. O desenvolvimento dessa estereotipagem ocorre de modo inconsciente. Os estereótipos se propagam devido ao caráter de presumibilidade. Isso ocorre através dos processos de difusão e insistência. A validade e o alcance do estereótipo, portanto, estão relacionados a possibilidade de atingir a sabedoria social numa sociedade. Os estereótipos de gênero marroquinos são propagados através da linguagem oral, manifestada em verbetes e provérbios, tais como: “a mulher é fraca” e “a mulher é uma víbora”. Tais expressões são tentativas de transmitir, principalmente aos homens, os valores de depreciação da mulher.
Esses estereótipos podem ser explícitos ou implícitos. Os explícitos evidenciam uma atitude positiva em relação à atividade doméstica da mulher, mas desqualificam a sua atuação como líder feminina. São exemplos, os provérbios populares: consulte sua mulher, mas não leve sua opinião em consideração e a mente de uma mulher é pequena. Essas expressões demonstram a intenção de neutralizar o poder transgressor da opinião e da voz femininas.
Os estereótipos implícitos são reconhecidos nos comportamentos e nas falas, de modo inconsciente e espontâneo caracterizando as mulheres como: fracas líderes, conselheiras irrelevantes ou interlocutoras desinteressantes, nas temáticas religiosas ou sociais.
Outra classificação subdivide-se em estereótipos negativos ou positivos. Os positivos não geram problemas preocupantes às mulheres. Os negativos, contudo, criam preconceitos e compõe a imagem da mulher frente à coletividade. A maioria dos estereótipos marroquinos é negativa. Em comparação às ideias e conceitos acerca do homem, as características atribuídas às mulheres são, majoritariamente, negativas. É comum observar expressões populares orais que utilizam elementos alusivos à mulher, a fim de transmitir conteúdos pejorativos. São exemplos: “mercado de mulher”, para significar algo sem valor e “trabalho de mulher”, para indicar que algo foi mal-feito.
É importante destacar o estereótipo relacionado à “linguagem da mulheres”, difundido graças ao dualismo homem/líder e mulher/subordinada. Esse estereótipo define que a comunicação oral feminina é vazia de conteúdo e emitida em tons muito agudos e altos. Assim, as mulheres falariam em demasia e sobre assuntos doméstico e irrelevantes para a sociedade.
A fala da mulher marroquina também está ligada ao estereótipo do “mau-olhado”. Isso representa que quando algum evento com efeitos prejudiciais ocorre após conversar com uma mulher ou ter-lhe como companhia, atribui-se o dano ao poder de sua influência. Esse estereótipo atinge as mulheres velhas, divorciadas ou viúvas. Destaca-se que os homens com essas características são vistos como maridos em potencial, excluindo-se o caráter pejorativo. Esse estereótipo se refere à tentativa de neutralizar o papel social e a manifestação da opinião dessas mulheres, as quais apresentam maior liberdade para transmitir ideias e optar por comportamentos alternativos.
Há ainda a visão pejorativa de que as mulheres devem trabalhar arduamente para adquirir respeito e relevância sociais. A meninas são ensinadas a trabalhar, a fim de estarem aptas a encontrar um bom marido. Exige-se que a mulher, além de submissa, seja, também, uma exemplar chefe doméstica. Relação paradoxal de características, exigindo maiores sacrifícios.
As marroquinas reagem à estereotipagem a partir da afirmação um contratipo, isto é, um estereótipo positivo que substitua aquele pejorativo. Contratipos, contudo, são estereótipos e, portanto, são representações frágeis e superficiais de um grupo social. Opta-se, também, por reivindicar oportunidades de representações políticas femininas, a fim de opor à opinião de que as mulheres não são boas líderes ou que não possuem condições construir opiniões e posições relevantes. Deve-se, também, combater a simplificação das características femininas, expressão da ideologia da superioridade masculina, criando a necessidade de compreensão das peculiaridades. Demonstra-se que os estereótipos podem ser bastante prejudiciais à coletividade de homens e de mulheres e ao sucesso no contexto das organizações. Sendo assim, se faz evidente que a construção dos estereótipos relativiza a heterogeneidade e complexidade inerente às mulheres do Marrocos.

Referência: Sadiqi, F. Estereótipos e mulheres na cultura marroquina. Cadernos Pagu (30), 11-32, 2008.

Resenha: processos cognitivos, cultura e estereótipos sociais

Rafael Raposo

No correria da vida contemporânea o homem vive a fazer escolhas, e até juízos de valor, que muitas vezes passam despercebidas por ele. Por esta razão, Water Lippmann se preocupou em compreender como as representações da realidade social são construídas pelas pessoas. Como as pessoas se situam no mundo? Como organizam as inúmeras informações que dispõem? Porque se apegam a algumas informações e desprezam outras? Para entendermos estas questões é de suma importância conhecer o trabalho de Walter Lippmann: um dos primeiros teóricos a fazer uma reflexão sistemática sobre os estereótipos.
Este teórico afirma que as representações guiam o indivíduo e o auxiliam quando ele precisa lidar com informações complexas, entretanto, estas representações funcionam também como defesas que possibilitam ao mesmo proteger os seus valores, os seus interesses, as suas ideologias. Nesta ótica, as representações não possuem uma posição neutra, pois sofrem uma influência maior do observador do que do objeto propriamente dito.
Lippmann também tenta compreender de que modo à cultura influencia no recorte que o indivíduo faz da realidade, e de que forma estes recortes ganham consistência e estabilidade de significado. Devido a isso, o autor analisa o papel dos preconceitos para a utilização da informação a partir da interpretação da realidade, da memorização e recuperação das informações.
Paralelo a isso, Lippmann analisa a função dos estereótipos na representação da realidade do indivíduo. O teórico define os estereótipos como imagens mentais que auxiliam os indivíduos no processamento da informação que fica delimitado entre o indivíduo e a realidade. Assim, os estereótipos sofrem forte influência do sistema de valores do indivíduo, tendo como função a organização e estruturação da realidade.
Um exemplo para ilustrar como os estereótipos influenciam a representação da realidade do indivíduo (estereótipos individuais), e também pode ficar a mercê das influências culturais (estereótipos sociais), é o estudo de Katz e Braly (1933, citado por Cabecinhas, 2004) em que foi pedido a 100 estudantes universitários para apontarem cinco traços típicos de cada um dos dez grupos-alvo expostos. Aos americanos brancos foram apontadas características positivas (empreendedores, inteligentes, materialistas, ambiciosos e progressistas) totalmente interligadas ao sonho americano propagado na época do estudo, enquanto os americanos negros foram incluídos em categorias negativas (supersticiosos, preguiçosos, despreocupados, ignorantes e musicais) totalmente contrárias aos valores que o “sonho americano” reforçava. Através deste resultado o estudo pode apontar uma das inúmeras variáveis que apontam o motivo da exclusão social que os negros sofriam na época.
Nesse sentido Karlins (et al., 1969 citado por Cabecinhas, 2004) enfatizam a importância da distinção entre os estereótipos pessoais (psicológicos), e os estereótipos sociais (culturais). Os autores defendem que se por um lado os estereótipos culturais dos negros são negativos, as crenças pessoais (estereótipos pessoais) são positivas. Muitos participantes demonstraram uma opinião de apoio aos negros.
Entretanto, mesmo afirmando que os estereótipos funcionam de forma inevitável, Lippmann propôs uma educação crítica para que os indivíduos se conscientizarem do caráter subjetivo que a sua apreensão da realidade possui. Portanto, é de suma importância conhecer o trabalho inovador de Lippmann – seus êxitos e as lacunas deixadas pela sua teoria – para que os pesquisadores sobre estereótipos possam desenvolver novas pesquisas que possibilitem uma melhor compreensão sobre os estereótipos.

Referência Bibliográfica
CABECINHAS, R. (2004). Processos cognitivos, cultura e estereótipos sociais. Actas do II Congresso Ibérico de Ciências da Comunicação, Universidade da Beira Interior, Covilhã, 21-24 de Abril.

Estereótipos e anedotas: palavrão também é cultura

Você sabia que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?

Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase ‘Fornication Under Consent of the king’ (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K., daí a origem da palavra chula FUCK.

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações: ‘Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo’ = sigla F.O.D.A., daí a origem da palavra FODA.

Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: ‘Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida’, sigla P.U.N.H.E.T.A.

Vivendo e aprendendo…

A gente pode até dizer palavrão, mas com conhecimento e cultura é outra coisa…

Artigo publicado: Stigma, Culture, and HIV and AIDS

Título: Stigma, Culture, and HIV and AIDS in the Western Cape, South Africa: An Application of the PEN-3 Cultural Model for Community-Based Research

Autores: Collins Airhihenbuwa, Titilayo Okoror, Tammy Shefer, Darigg Brown, Juliet Iwelunmor, Ed Smith, Mohamed Adam, Leickness Simbayi, Nompumelelo Zungu, Regina Dlakulu, and Olive Shisana

Periódico: Journal of Black Psychology, 2009,35,407-432

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Resenha: Estereótipos e mulheres na cultura marroquina

Yasmin Oliveira

O artigo “Estereótipos e mulheres na cultura marroquina” de Fatima Sadiqi faz parte de um dossiê sobre a questão de gênero no Islã, da revista brasileira cadernos pagu. Tem como objetivo esclarecer o público de língua portuguesa e espanhola sobre a atual situação, no Marrocos, sobre o Islã a as relações de gênero.

Fatima Sadiqi, autora deste artigo é professora da Universidade de Fez, Marrocos. Ela apresenta os estereótipos sobre as mulheres e como estes são significativos na cultura local, que aplica representações poderosas para transmitir e sustentar tais estereótipos. No entanto, realça que as marroquinas não são receptoras e transmissoras passivas, elas utilizam estratégias para lutar contra tais estereótipos.

Segundo Sadiqi, os estereótipos, sobre as mulheres no Marrocos, podem ser definidos como crenças culturais incompletas e inexatas mantidas por algumas pessoas e que se encontram inscritos em expressões lingüísticas ou em discursos subliminares.

No país em questão, a importância peculiar destes estereótipos se dá porque a sociedade marroquina é extremamente reguladora e cria uma forte postura cultural que se manifesta nos modelos de pensamento e nas atitudes.

O artigo se encontra estruturado, didaticamente, em três sessões principais: os componentes principais da cultura marroquina; estereótipos e a relação de gênero na cultura; e reações das mulheres aos estereótipos negativos.

A apresentação inicial que ela faz sobre a cultura marroquina é essencial para o entendimento de como essas relações de gênero se dão e quais os estereótipos negativos ligados às mulheres marroquinas.

Ao delinear os componentes que constituem a cultura, Sadiqi, a partir de sua definição, explica que todas as culturas controlam seus membros diferindo apenas quanto ao grau de controle. O forte nível de controle exercido nesta cultura está, principalmente, ligado às instituições sociais descritas pela autora: história, geografia, Islã, oralidade, realidade multilíngüe, organização social, status econômico, e sistema político. Todas desempenham impacto direto na percepção de gênero e determinação de papéis.

Entre os componentes culturais mais importantes para a percepção de gênero dos marroquinos, está a geografia. O país encontra-se entre a África e a Europa. Essa aproximação com culturas diferentes tornou-o flexível: com uma tolerância religiosa, de uma heterogeneidade cultural e uma complexidade lingüística. Flexibilidade esta, que admite uma atitude mais positiva com relação às mudanças dos papéis relativos aos gêneros.

A política atual é um dos mais ilustrativos exemplos, de tolerância e até ambigüidade, trazidos por Sadiqi. O poder público, e conseqüentemente o ambiente político, são culturalmente de competência apenas dos homens. No entanto, a própria monarquia tem trabalhado insistentemente para a entrada das mulheres no ambiente político.

Fatores como a história nacional, que apresenta o ponto de vista patriarcal, de subordinação das mulheres, reforçam os estereótipos negativos. Assim como, a oralidade, típica da cultura marroquina, que devido à força e ao valor atribuído a fala e as expressões verbais locais, ajudam a perpetuar os papéis de gênero no país.

De acordo com o texto pode-se dizer que a linguagem é o fator essencial para o entendimento do processo de criação, estabelecimento e perpetuação dos estereótipos no Marrocos. Na cultura marroquina a fala possui um forte valor. Isso ocorre pois as línguas maternas, o berbere e o árabe marroquino, são tradições lingüísticas orais. Dessa forma o falado publicamente se iguala aos contratos escritos (valor da cultura ocidental). A oralidade é típica desta sociedade e é a forma mais comum de transmissão dos estereótipos sobre as mulheres.

As línguas faladas também estão associadas ao status social. As mulheres com baixo nível de educação e classe social falam, normalmente, apenas o berbere e/ou o árabe marroquino, dessa maneira são, na maioria dos casos, analfabetas e ainda mais alheias ao contexto político.

A relevância de estudar a cultura marroquina e seus conseqüentes estereótipos de gênero é poder traçar a evolução das relações de gênero no país. Apesar da heterogeneidade observável das mulheres marroquinas, elas fazem parte da mesma organização social, a que Sadiqi se propôs, exaustivamente, a explicar. E é na unidade primordial da sociedade – a família – que se inicia o processo de estereotipagem. Estes estereótipos construídos no nível familiar, vão sendo valorizados no contexto sócio-cultural, perpetuando-os.

Os estereótipos explícitos sobre as mulheres no Marrocos costumam reforçar os modelos de “boas mães” e “esposas”. Enquanto que os estereótipos implícitos são percebidos nos comportamentos e na fala e são extremamente danosos e permanentes. Ambos podem ser negativos ou positivos, ou ainda, ditos como “nocivos”, no sentido da pressão que fazem sobre as mulheres.

No entanto, as marroquinas reagem a estas crenças negativas. As estratégias de reação aos estereótipos variam de acordo com as variáveis sociais, como as de origem geográfica, de classe, nível de educação, estado civil, entre outras.

Segundo a autora, elas utilizam artifícios variados, como o uso de outros estereótipos, os chamados “contratipos”, que substituem os estereótipos negativos já existentes, assim com as, tentativas de grupos de defesa femininos que estão em processo de busca por modelos de mulheres bem sucedidas tanto na vida pública quanto na educação. O Marrocos é carregado de estereótipos negativos em relação às mulheres, a maioria deles difíceis de serem evitados devido à cultura local. E a primeira ação necessária para combatê-los, de acordo com Sadiqi, é torná-los conscientes.

Apesar de todas as dificuldades existentes, estratégias de reação aos estereótipos negativos estão sendo elaboradas. Assim como, o delineamento dos estereótipos que afetam as marroquinas. E como é possível observar pelo exemplo da própria autora do artigo – uma profissional renomada da Universidade de Fez – modelos estão aos poucos sendo erguidos.

Referências:
Sadiqi, F. Estereótipos e mulheres na cultura marroquina. Cadernos pagu (30), 11-32, 2008.
Harrak, F.;Aouad, O. Apresentação. Cad. Pagu, Campinas, ( 30), 2008 .