Artigo publicado: Team Negotiation

Título: Team Negotiation: Social, Epistemic, Economic, and Psychological Consequences of Subgroup Conflict

Autor: Nir Halevy

Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin 2008;34 1687-1702

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Artigo publicado: When Outgroup Members Express Common Identity

Título: The Other Side of We: When Outgroup Members Express Common Identity

Autores: Ángel Gómez, John F. Dovidio, Carmen Huici, Samuel L. Gaertner, and Isabel Cuadrado

Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin 2008;34 1613-1626

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Artigo publicado: The ‘Feminisation of Poverty’

Título: The ‘Feminisation of Poverty’ in Costa Rica: To What Extent a Conundrum?

Autora: Sylvia Chant

Periódico: Bulletin of Latin American Research, 28, 1, 19-43, 2009

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Artigo publicado: Undocumented bodies, burned identities

Título: Undocumented bodies, burned identities: refugees, sans papiers, harraga — when things fall apart

Autor: Roberto Beneduce

Periódico: Social Science Information 2008;47 505-527

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Artigo publicado: How to Order a Beer

Título: How to Order a Beer: Cultural Differences in the Use of Conventional Gestures for Numbers

Autores: Simone Pika, Elena Nicoladis, and Paula Marentette

Periódico: Journal of Cross-Cultural Psychology 2009;40 70-80

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Artigo publicado: Clandestine migration

Título: Clandestine migration in Europe

Autor: Franck Düvell

Periódico: Social Science Information 2008;47 479-497

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Resenha: Effects of exposure to sex-stereotyped video game characters on tolerance of sexual harassment

Thiago Falcão

O artigo em questão se concentra em um ponto no qual, segundo os autores, a literatura que faz convergir o fenômeno dos videogames com os estudos em psicologia social se deparam com um vazio – com uma falta de pesquisas formais sobre a influência dessa nova mídia num “nicho” de violência em específico: a violência contra a mulher.
A pesquisa em questão, então, se concentra em encontrar uma relação entre as ações sexistas representadas nos jogos eletrônicos e dois tipos de atitude ligadas à violência contra as mulheres: julgamentos de assédio sexual e atitudes de tolerância à prática do estupro. De acordo com a revisão feita por Dill e seus colegas, os jogos eletrônicos configuram, hoje, a mídia de massa que mais sustenta os estereótipos relacionados a papéis sexuais: personagens hiper-masculinos e hostis e violência enaltecida fazem dupla com personagens femininos bonitos, de busto farto e tratados geralmente como objeto sexual.
“Adolescentes descreveram personagens femininos como sexualmente promíscuos, vestindo pouca roupa e como sendo magras, com seios fartos. Em contraste, eles viam tipicamente a figura masculina como fisicamente poderosa, com homens dominantes, violentos e cruéis” (DILL et al, 2008, p. 1, tradução livre).
Um ponto de argumentação bastante forte utilizado no artigo é o tratamento dado à figura feminina na série de jogos Grand Theft Auto (GTA). Segundo os autores, o jogo se utiliza de conteúdo depreciativo e lida com situações relacionadas ao sexo que envolvem violência e termos considerados inapropriados.
O escopo do artigo está relacionado à teoria dos Modelos Gerais de Agressão (ANDERSON et al, 2007), que descreve como estruturas de conhecimento relacionadas à agressão são formadas e como elas são ativadas em momentos posteriores. A proposta de Dill e de seus colegas é, então, a de que a exposição a estereótipos negativos de gênero em videogames vai contribuir para a formação de esquemas e scripts para as relações sociais entre homem e mulher.
Os autores se baseiam em algumas teorias que associam a imagem do homem moderno projetada pela mídia como ser dominador e agressivo (Teoria da Masculinidade Hegemônica, Connel 1987, Lull 2003; Teoria do Sexismo Ambivalente, Glick et al, 2004) para fazer assunções a cerca de certos comportamentos – como o caso de mitos relativos ao estupro, por exemplo – que seriam desencadeados – e inerentes – à essência de sociedades patriarcais.
Daí, fazendo uma ponte com outros estudos que relacionam a representação sexista em outras formas midiáticas à atitude violenta, Dill e seus colegas fazem uma ponte para com os videogames, adentrando um universo ainda, segundo os autores, não abordado na literatura em psicologia social.
Os autores então, se debruçaram sobre o seguinte problema: investigar o conteúdo sexista de títulos dos videogames (masculinidade agressiva, feminilidade transformada em objeto) em duas situações: (1) julgamento de assédio sexual e (2) atitudes de apoio a estupro. De posse de quatro hipóteses ([i] Exposição a imagens de conteúdo sexista em personagens de videogames vai resultar num maior grau de tolerância ao assédio sexual; [ii] Exposição a imagens de conteúdo sexista em personagens de videogames vai resultar em um aumento nas atitudes de tolerância ao estupro; [iii] A exposição percebida pelos participantes ao conteúdo dos jogos violentos vai se correlacionar negativamente com os julgamentos progressivos de assédio sexual; [iv] A exposição percebida pelos participantes ao conteúdo dos jogos violentos vai se correlacionar positivamente com as atitudes de tolerância ao estupro), Dill e seus colegas partiram para uma manipulação experimental na qual dois grupos viram duas seqüências independentes de imagens, uma contendo profissionais respeitáveis (grupo de controle) e outra contendo imagens estereotipadas provenientes de alguns jogos eletrônicos. Dill e seus colegas afirmam que, as imagens experimentais funcionam, além de como manipulação, como priming para todo o conteúdo sexista de videogames experimentado pela juventude americana.
Os resultados indicaram suporte para a primeira hipótese, ou seja, a exposição experimental ao conteúdo tendencioso alterou o julgamento sobre aspectos do assédio sexual, mas nenhuma confirmação foi encontrada para a segunda hipótese. Um ponto forte no estudo foi detectar que houve, numa exposição de curto tempo, uma tolerância alta para o assédio de homens velhos a mulheres mais novas (figura do professor e da aluna). Os autores alertam, contudo, para o fato de que modelos mais complexos não mostraram correlação entre videogames e violência num maior espaço de tempo (long term), mas que os estudos de short term associaram os fatos.
A leitura do artigo se faz muito positiva no que diz respeito a entender efeitos de longa exposição e curta exposição, e é um relato inédito de como se dá a relação entre representações estereotipadas no videogame e processos de cognição. O ponto mais positivo do artigo, contudo, está na legitimação do tratamento dos videogames enquanto mídia real, que pode provocar reações – tanto quanto qualquer outra mídia, mediante o tempo de exposição, ou outras variáveis, como envolvimento, temas, etc.

Fonte: Dill, K., Brown, B. e Collins, M. Effects of exposure to sex-stereotyped video game characters on tolerance of sexual harassment. Journal of Experimental Social Psychology 44 (2008). 1402-1408.

Artigo publicado: Beliefs about self-esteem

Título: American and Japanese beliefs about self-esteem

Autor: Robert A. Brown

Periódico: Asian Journal of Social Psychology,11, 45, 2008, 293-299

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Resenha: elementos de uma teoria leiga sobre os grupos: Tipos de grupo, estilos relacionais e a percepção de grupos entitativos

Rafael Oliveira

O artigo é uma descrição dos elementos de uma teoria implícta dos percebedores dos grupos. Essa descrição se estende além das pesquisas realizadas anteriormente. O conceito de teoria implícta baseia-se na noção de que as pessoas precisam dar sentido ao mundo naturalmente desorganizado e complexo. São usadas pelos psicólogos sociais num vasto escopo de domínios psicológicos. No artigo, é adotada a noção de que as pessoas invocam uma teoria implícita dos grupos que permite a elas montar informações a partir de uma cena e fazer inferências além daquelas observadas usando as teorias implícitas para fazer atribuições causais nos eventos. As teorias implícitas são entendidas então como invenções interpretativas que as pessoas usam para predizer, explicar e justificar eventos que ocorrem no mundo. Nesse sentido, a pesquisa relatada no artigo tem a pretensão de realçar critérios utilizados anteriormente em outras pesquisas e que parecem importantes para definir a teoria implícita dos grupos. Esses critérios são: as propriedades, as funções e os estilos de interação. As propriedades definem uma ontologia ou taxonomia na qual os grupos são percebidos como qualitativamente diferentes, são elas: tamanho do grupo; duração da existência do grupo; a extensão na qual os membros do grupo partilham metas e resultados; a importância do grupo para os membros; o grau de interação entre os membros; permeabilidade (facilidade na entrada e saída de membros do grupo); similaridade (Homogeneidade percebida).
Variedades de Grupos
Psicólogos sociais utilizam a palavra grupo para descrever um vasto escopo de entidades. Kurt Lewin (1948), sugeriu que alguns grupos são qualitativamente diferentes. No entanto poucas pesquisas examinaram como as pessoas pensam sobre, e que distinções fazem sobre os diversos grupos com que se deparam todos os dias. A pesquisa relatada vem justamente aprofundar-se nessa questão. A alegação para a pesquisa é que as pessoas podem ter teorias implícitas sobre como os grupos diferem em suas propriedades, funções e estilos de interação. Desta maneira, os autores, então, conduziram dois estudos para investigar as distinções que os percebedores fazem entre os grupos: as propriedades foram apresentadas para um grupo de 40 participantes e os grupos foram separados em clusters baseando-se nas propriedades similares; as classes de respostas dos participantes foram separadas em clusters. Os dois estudos conduziram a resultados similares indicando quatro tipos de clusters: grupos de intimidade; categorias sociais; grupos de tarefa; grupos fugazes. Neste sentido é postulada a existência de uma taxonomia implícita através da qual as pessoas organizam diferentemente a informação sobre uma pessoa dependendo do tipo de grupo que ela pertença. Os tipos de grupos tem certas propriedades a eles associadas.
Grupos de intimidade
São percebidos como tendo longa duração, pequenos em tamanho, impermeáveis, altos níveis de interação e de metas comuns, similaridade elevada entre os membros, importância elevada.
Categorias Sociais
São percebidos como tendo longa duração, baixa permeabilidade, grandes em tamanho, baixos níveis de interação e metas comuns, reduzida importância e similaridade entre os membros.
Grupos de Tarefa
São percebidos como tendo duração e permeabilidade moderada, pequenos em tamanho, interações e metas comuns moderadamente altas, similaridade e importância moderadamente altas.
Grupos fugazes
São percebidos como tendo alta permeabilidade e demais propriedades baixas.
Também foi examinada a relação das propriedades com a entitatividade: interação, metas comuns, importância e similaridade tiveram uma forte relação com a entitatividade enquanto as propriedades tamanho, duração e permeabilidade foram fracamente associadas com a entitatividade. Os grupos de intimidade foram os percebidos como tendo mais entitatividade seguidos pelos grupos de tarefa, categorias sociais e agregados. Outras variáveis como estilos relacionais são analisadas na pesquisa. No entanto, a principal contribuição da pesquisa para o estudo dos estereótipos é justamente a noção de uma variedade grupal, de um tipologia dos grupos, pois os estudos sobre estereótipos conduzidos até então se reportam exclusivamente as categorias sociais. Desta forma, novas pesquisas podem ser encaminhadas no sentido de questionar sobre a existência de estereótipos sobre grupos de intimidade, grupos de tarefas e os chamados agregados. Existe estereótipo sobre uma certa família ou um grupo de amigos? Existem estereótipos sobre trabalhadores numa linha de produção ou pessoas que estão esperando em um ponto de ônibus?
Hamilton, L.D. Lickel, B (2001). Elements of a lay theory of groups: types of groups, relational styles, and perception of groups entitativity. Personality and social psychology review. Vol 5, No 2, 129-140.

Artigo publicado: Political Protest, Ethnic Media, and Latino Naturalization

Título: Political Protest, Ethnic Media, and Latino Naturalization

Autores: Adrián Félix, Carmen González, and Ricardo Ramírez

Periódico: American Behavioral Scientist 2008;52 618-634

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