Resenha: Flutuações e diferenças de gênero no desenvolvimento da orientação sexual: Perspectivas teóricas

Clara Vasconcelos

O trabalho busca fazer uma revisão teórica das principais investigações sobre as flutuações e transições na orientação sexual. De maneira geral, destaca a obra de Lisa Diamond, que apresenta investigações sobre transições na identidade, no comportamento e na atração.

O texto de Almeida e Carvalheira(2007) começa afirmando que muitas áreas têm feito investigações acerca do que representa e de como ocorre a escolha da orientação sexual. Dentre estes campos destacam-se a religião, as leis, as ciências sociais e biológicas e até mesmo algumas áreas da medicina. De acordo com as autoras, nossas identidades individuais e relacionais, bem como toda a diversidade de comportamento humano faz com que os indivíduos, se encontrem e se relacionem com conceitos e categorias, como homem/mulher; homossexual/bissexual/heterossexual, dentre diversas outras.

O texto traz também a diferenciação de Sexo e Gênero, de acordo com Diamond(2002). De acordo com ele, o sexo refere-se a estrutura anatômica, enquanto o gênero refere-se aos aspectos psicossociais do sexo. O texto traz também, que a identidade sexual tem três dimensões: A identidade de gênero, os papéis sexuais e a orientação sexual.

A identidade de gênero: É o primeiro comportamento, desenvolve-se entre o nascimento e o terceiro aniversário. De acordo com Green é “ a convicção básica acerca do seu sexo biológico”. Está identidade nem sempre é equivalente ao órgão reprodutor visível. Depois, desenvolvem-se os papéis sociais, que são características associadas ao ser homem e ser mulher através da cultura e da história. Estes papéis têm muita ligação com a aparência, com os comportamentos esperados daquela pessoa e da sua personalidade. Estes papéis não necessariamente são fixos, devido a fluidez propiciada pela cultura vigente. Só após esta segunda fase, que dura em média dos três aos sete anos, é que começaríamos a discutir a orientação sexual: A escolha pelo sexo oposto, pelo mesmo sexo ou pelos dois. A orientação sexual pode ser dividida em dois aspectos: A preferência física sexual e a afetiva.

Para Diamond, a orientação sexual engloba várias dimensões da identidade sexual, da de gênero e dos papéis sociais. Para ele as categorias bissexual, heterossexual, dentre outras, são mais adjetivos do que nomes propriamente ditos. Lisa Diamond tem tentado mudar a forma de estudar a orientação sexual, em especial a feminina.

O texto a partir deste ponto traz estudos que corroboram hipóteses opostas entre si. Algumas correntes que trazem que a orientação sexual é mais fluida e inconstante do que costuma-se estabelecer e outras que dizem justamente o oposto. Os estudos feitos, foram em sua maioria longitudinais. As investigações mais recentes demonstram a desvalorização das mudanças provenientes do passar do tempo. Diamond, traz que é como se ocorresse a descoberta de um self verdadeiro, ponto a partir do qual, as mudanças na orientação sexual não ocorreriam mais. Diamond porém não concorda com esta afirmação, dizendo que há evidências destas mudanças ao longo do tempo, em especial nas mulheres.É importante salientar que existe também opiniões controversas a esta no que tange a diferenciação dos gêneros e as diferenças na orientação sexual. Ao longo do texto, fica bastante claro que há uma grande necessidade de novos estudos, mais completos na área.

O texto além de trazer estudos que corroboram esta idéia de que as mulheres têm modificado sua orientação sexual ao longo do tempo, afirma também que os movimentos de defesa dos direitos gays podem influenciar na escolha dos indivíduos para serem lésbicas e gays, uma vez que há um preconceito, por parte de destes movimentos acerca da possibilidade do bissexualismo.

Os estudos de Diamond e Rust demonstram ainda que há uma diferença clara nos resultados das mulheres que se consideravam lésbicas ou bissexuais. As que se consideravam lésbicas responderam em sua maioria sentir mais atrações sexuais por mulheres, enquanto as bissexuais afirmaram justamente o contrário.

É importante salientar também, que estes estudos realizados e que têm corroborado tanto a hipótese de fluidez como a hipótese de permanência forma realizados em ambientes muito restritos, tendo como participantes apenas membros da LGBT americana, e estudantes universitários. Desta forma, não existem dados que se relacionem a pessoas desvinculadas destes espaços, em especial pessoas que residem em ambientes mais rurais, de etnias minoritárias e com condição sócio-econômica mais baixa.

Weinberg ET AL(1994) traz a hipótese de que talvez os bissexuais, sejam eles homens ou mulheres, tenham uma maior capacidade de experimentar atrações por ambos os sexos, o que permite que seus sentimentos estejam mais suscetíveis a mudanças externas, no ambiente.

Herdt e Boxer ( 1993) fizeram estudos que demonstraram que os homens têm experiências com pessoas do mesmo sexo antes do que as mulheres. Bem como as mulheres demonstraram ter uma maior probabilidade de se relacionar primeiro com o sexo oposto e só depois com pessoas do mesmo sexo. As mulheres também apareceram como tento uma certeza mais tardia das suas orientações sexuais do que os homens. Mais mulheres também se consideraram como bissexuais do que os homens. No que tange os contextos das orientações sexuais dividiu-se os sujeitos em dois grupos: Os que eram atraídos por pessoas do mesmo sexo a partir de questões emocionais e os que tinham pensamentos explícitos com o mesmo sexo, envolvendo atividades sexuais. Os resultados encontrados demonstram que mais mulheres se encontram no primeiro grupo e mais homens no segundo.
Para concluir, as autoras trazem que a diversidade sexual tem encontrado um ambiente muito mais favorável e que a flexibilização das atrações tem permitido uma maior liberdade de escolha para mulheres. No caso dos homens, há uma maior rigidez na escolha sexual, o que pode estar refletindo uma maior rigidez social com tal, ou de tal categoria. As autoras finalizam afirmando que a orientação sexual surge a parir de uma interação do ambiente com a biologia.

Referência: Almeida, J. e Carvalheira, A. A. Flutuações e diferenças de género no desenvolvimento da orientação sexual: Perspectivas teóricas. Análise Psicológica, 25, 3, 343-350, 2007

Artigo publicado: Death and the Dynamics of Group Life

Título: Death and the Dynamics of Group Life

Autores: Fiona McDermott, Christine Hill, and Anne Morgan

Periódico: Group Analysis 2009;42 143-155

Resumo: clique aqui para obter

Estereótipos e gênero: modelos paraguayas

Estereótipos étnicos: scalping



scalping, originally uploaded by dugandm.

Estereótipos regionais: o gaúcho

Contribuição: Milena Magalhães e Aruanã Fontes

O Gaúcho
Mamonas Assassinas

Como todo bom gaúcho,
Eu levanto de manhã,
Dou um soco na mamã,
Dou um cacete na irmã.

Tomo chimarrão fervendo,
Pois eu nunca sinto dor,
Dei um tiro num cachorro,
Porque não o gostei da cor.

Com meu berro eu estremeço,
Desde a terra até o sol,
Cai a noite e eu vou pra casa,
Para por meu baby-dol!!!

A música mostra a rotina de um “bom gaúcho” se comportando como homem “macho” durante o dia. Já em casa, longe do olhar dos outros, assume seu gosto pelo traje tipicamente feminino, o “baby-dol”. Com isto os autores da música passam a idéia de que o típico gaúcho seria um homossexual “encubado”- que esconde a sua identidade sexual.

Estereótipos e regionalismos

Contribuição: Natália Canário e Yasmin Oliveira

O Brasil, devido a sua grande dimensão territorial, não sofreu um processo homogêneo de povoamento , o que se refletiu nas diversas expressões culturais de cada região do país. Uma das formas mais explícitas desta diversidade dá-se na dimensão linguística.
Luíz Gonzaga, exemplar bastante representativo da categoria “nordestino”, foi um dos responsáveis por levar ao resto do país a não só a música, mas também a cultura de sua região a partir do conteúdo de suas letras.
Na música “ABC do Sertão”, ele registra as peculiaridades e diferenças entre a linguagem aprendida no sertão e a do restante do país.

ABC do Sertão
Luíz Gonzaga

Composição: Zé Dantas / Luiz Gonzaga
Lá no meu sertão pros caboclo lê
Têm que aprender um outro ABC
O jota é ji, o éle é lê
O ésse é si, mas o érre
Tem nome de rê
Até o ypsilon lá é pissilone
O eme é mê, O ene é nê
O efe é fê, o gê chama-se guê
Na escola é engraçado ouvir-se tanto “ê”
A, bê, cê, dê,
Fê, guê, lê, mê,
Nê, pê, quê, rê,
Tê, vê e zê.

Al inmigrante, paliza constante

Contribuição: Gilcimar Dantas

Na Europa, é frequente o ataque a imigrantes. Esta forma de prática, além de ser uma atitude altamente desumana, apresenta uma elevada falta de perspectiva histórica por parte dos que compartilham dessa visão, pois esses imigrantes, em sua maioria, são advindos de países que a Europa subdesenvolveu no período colonial e, principalmente, por isso muitos deles acabam deixando a sua terra natal em busca de uma vida melhor nos países que a subdesenvolveram. Entretanto, os grupos anti-imigração agem como se nada disso tivesse acontecido, como se esess indivíduos fossem meros invasores.

Estereótipos regionais: Bahia vs Recife

Contribuição: Ailton Araújo e Lucas Carneiro

Em situações de conflito ,os estereótipos negativos em contextos regionais , podem se agravar chegando ao aponto da depreciação do outro e criando disputas que atrapalham uma integração social saudável. Assim, podendo ser perpetuada ao longo tempo em outras gerações e propiciando comportamentos agressivos sem uma causa aparente.

Estereótipos regionais: os homens de Pelotas

Contribuição: Clara Vasconcelos e Daiana Nogueira

Como em todas as regiões do Brasil, os sulistas também sofrem com alguns estereótipos, que são muito disseminados. É comum ouvir piadas sobre a sexualidade dos homens desta região.
Clique aqui para assistir o trecho de um programa humorístico que ilustra tal situação.

Estereótipos e anedotas regionais: Como os brasileiros reagem às flutuações do clima

chamada

Contribuição: Marcus Vinicius Alves

30ºC ou mais

– Baianos vão a praia, dançam, cantam e comem acarajé.
– Cariocas vão a praia, caem na água e jogam futevolei.
– Mineiros comem um queijinho na sombra.
– Todos os paulistas vão para Praia e pra isso enfrentam quilômetros de congestionamento e 2 horas de fila nas padarias e supermercados da região.
– Gaúchos esgotam os estoques de protetor solar e isotônicos da cidade.

25ºC

– Baianos não deixam os filhos saírem ao vento após as 17 horas.
– Cariocas vão à praia, jogam futevolei, mas não entram na água.
– Mineiros comem um feijão tropeiro.
– Paulistas fazem churrasco nas suas casas do litoral.
– Gaúchos reclamam do calor e não fazem esforço devido esgotamento físico.

20ºC

– Baianos mudam os chuveiros para a posição “Inverno” e ligam o ar quente das casas e veículos.
– Cariocas vestem um moletom.
– Mineiros bebem pinga perto do fogão a lenha, tomando uma canja de galinha.
– Paulistas decidem deixar o litoral, começa o trânsito de volta para casa e mais horas de congestionamento.
– Gaúchos tomam sol no parque.

15ºC

– Baianos tremem incontrolavelmente de frio.
– Cariocas se reúnem para comer fondue de queijo.
– Mineiros continuam bebendo pinga perto do fogão a lenha.
– Paulistas ainda estão presos nos congestionamentos na volta do litoral.
– Gaúchos dirigem com os vidros abaixados para refrescar.

10ºC

– Decretado estado de calamidade na Bahia.
– Rio de Janeiro abre a candidatura para as olimpíadas de inverno.
– Mineiros continuam bebendo pinga e colocam mais lenha no fogão.
– Paulistas lotam hospitais e clínicas devido doenças causadas pela inversão térmica.
– Gaúchos fecham as janelas de casa.

0ºC

– Não existe mais vida na Bahia. Nem animal, nem vegetal, nem mineral.
– No Rio, o prefeito veste 7 casacos e lança o “Ixxnoubórdi in Rio”.
– Mineiros entram em coma alcoólico ao lado do fogão a lenha.
– Paulistas não saem de casa e dão altos índices de audiência a Gilberto Barros, Gugu Liberato, Luciana Gimenes e Silvio Santos.
– Gaúchos aproveitam o friozinho gostoso para fazer amor com seus parceiros (as Gaúchas provavelmente estão dormindo).