Incluído na Biblioteca o artigo Análise psicossocial do preconceito contra homossexuais, de Fleury e Torres
Categoria: Crenças
Estereótipos e gênero: mulheres no volante, perigo constante?
Estereótipos (nada verdadeiros) sobre as mulheres no trânsito.
E, claro, a pura verdade sobre as peripécias femininas ao volante
Estereótipos e gorjetas
Gorjeta, em português; tip, em inglês; propina, em espanhol. Independente da língua, o sentido é o mesmo. Os garçons freqüentemente desenvolvem esquemas sobre quais categorias sociais oferecem boas gorjetas e sobre aquelas que não são muito chegadas a abrir a mão. Um post publicado no website Epicurious. For people who love to eat discute alguns destes estereótipos com propriedade e bom humor. Clique aqui para acessar o site.
Notícia do dia: e a sensação é a de que ainda vai ficar pior!
A notícia do dia, claro, se refere ao brasileiros barrados nos aeroportos europeus. Quantos por dia são devolvidos como não admitidos? Quantos deportados são entregues ao país diariamente? O relatório Tráfico internacional de pessoas e tráfico de migrantes entre deportados (as) e não admitidos (as) que regressam ao Brasil via Aeroporto Internacional de São Paulo, publicado em 2007 e elaborado conjuntamente pela ONG Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (ASBRAD) e vários órgãos públicos, descreve a situação à qual milhares de brasileiros se submetem e são submetidos diariamente em vários aeroportos ao redor do mundo. Clique aqui para ler o relatório.
A vingança dos caretas
– Pai, precisamos conversar.
– Espere um pouco meu filho. Deixa o papai terminar de apertar esse baseado.
– (Saco…)
– Quer um tapinha meu filho?
– Pai, você sabe que eu não fumo. Aliás, o assunto tem a ver com isso. Essa porcaria é ilegal, é o que alimenta o tráfico, que por sua vez sustenta a violência que você tanto reclama e…
– Besteira! Esse daqui nem é comprado! Ganhei do vizinho, ele planta em casa. Não sei o que aconteceu com meu fornecedor….
– Eu queria falar sobre isso também.
– Pode se abrir aqui com seu velho.
– Talvez você não tenha percebido, mas desde pequeno eu tenho essa coisa que me sufoca, não consigo mais esconder.
– Pode dizer, você é homossexual? Eu entendo perfeitamente.
– Não pai, gosto da Renata, namoro com ela há dois anos. E antes dela tive três namoradas.
– Que desperdício! O filho do vizinho já comeu todo mundo; homem, mulher, cachorro, nada escapou. Só falta você me dizer que é fiel. Quando eu tinha sua idade eu participava de surubas que duravam a noite inteira.
– Eu sei, pai. Não precisa me lembrar. Pensei muito em como falar isso com você, mas acho que o melhor é falar de uma vez: Pai, eu sou careta.
– O que você está me dizendo, Zabaluê?
– Zabaluê não, pai! Eu mudei meu nome para Carlos há três anos.
– Como assim?! O nome que eu e sua mãe escolhemos com tanto carinho.
– Tem mais, pai. Sabe aquele emprego na ONG de direitos humanos? Era mentira, trabalho como policial civil há cinco anos.
– Que vergonha! Um filho meu policial! Não aceito! Ponha-se daqui para fora, Zabaluê!
– Carlos, pai. E se acalme. Eu já vou sair, mas ainda não acabou.
– O que mais falta você me dizer? Sua mãe já sabe disso?
– Sabe sim, pai. Ela entendeu. Até me desejou sorte na minha opção.
– Traição! Como ela teve coragem de fazer isso comigo?
– Lembra da eleição do ano passado? Votei no Bolsonaro.
– O QUÊ?!?!?!?!
– Tem mais. Estudei um pouco e não acredito que o comunismo seja solução para coisa alguma. O livre mercado…
– Cale-se! Como ousa defender o capitalismo dentro dessa casa? Onde foi que eu errei, meu Deus?
– Pai, você não acredita em Deus…
– Não me enche o saco! Todo mundo sabe que a religião é o ópio do povo.
– E o marxismo o ópio dos intelectuais.
– Como você tem coragem de falar uma coisa dessas? Olhe os exemplares d’O Capital ali na estante. Você os leu? Pelo menos sabe do que está falando?
– Tem também um tal de Adam Smith…
– Traidor! Saia daqui! Não agüento mais! Que vergonha! Um filho careta! De direita! E eu que dei todas as liberdades possíveis. O que deu errado?
– Pronto, pai. Falei. Estou indo. Só mais uma coisa: o seu fornecedor a gente grampeou semana passada. Você só não dançou ainda porque é meu pai. Mas é melhor andar na linha….
Fonte: http://josegedankien.blogspot.com/
Biblioteca: inclusão de conteúdo
Incluído na Biblioteca o artigo Aparência física e amizade íntima na adolescência: Estudo num contexto pré-universitário, de Raul Cordeiro
Biblioteca: inclusão de conteúdo
Incluído na Biblioteca um link para o artigo de Normas, justiça, atribuição e poder: uma revisão e agenda de pesquisa sobre filas de espera, de Fabio Iglesias e Hartmut Günther
Fundamentos da Psicologia Social
O que é o que é?
Raio da cilibrina
Cachorro velho
Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço. O cachorro velho pensa:
-“Oh, oh! Estou mesmo enrascado !” Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador … Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto:
– Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
– Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia
comido leopardo algum…
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Entrementes, o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:
-Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -‘Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!’
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
– E agora, o que é que eu posso fazer?
Em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe…) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:
– Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! Ele disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!