Estereótipo ou estereótipos?

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Dado que a vida social transcorre cotidianamente em ambientes sociais muito diversificados, é interessante notar que o conceito de estereótipo gramaticalmente é regido no plural. Pelo menos na nossa língua é mais usual a adoção do termo estereótipos, no plural, do que estereótipo, no singular. Um das principais contribuições do estudo de Katz e Braly (1933) foi a de circunscrever, de forma detalhada, os critérios requeridos para a delimitação e enumeração dos traços associados aos diversos grupos sociais. Mediante a aplicação estas estratégias foi possível caracterizar, à época, os americanos como trabalhadores, inteligentes, materialistas e ambiciosos, os alemães como cientificamente orientados, trabalhadores e estóicos, os irlandeses como brigões, explosivos e espirituosos, os italianos como artísticos, impulsivos e apaixonados, os judeus como astutos, mercenários e sovinas, os chineses como supersticiosos, sonsos e conservadores e os turcos como cruéis, muito religiosos e traiçoeiros. Esta enumeração deixa claro que os estereótipos se referem a uma constelação de atributos, usualmente traços de personalidade ou características psicológicas estáveis, diferencialmente aplicados pelos indivíduos que pertencem a um determinado meio social aos membros de uma ou várias categorias sociais.

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Estereótipos e publicidade: uma questão de prioridade

Artigo publicado: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Título: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Autor: Phillip L. Hammack

Periódico: Personality and Social Psychology Review, 2008,12, 222-247

Resumo:
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Placas e cartazes: sinta-se confortável na sua própria pele

Fonte: Lá Fora

Universidade e comunidade

Carta Aberta a Comunidade Acadêmica da Universidade Federal da Bahia

Nos últimos dias toda comunidade acadêmica da UFBA vem intensamente discutindo as questões de segurança no Campus Universitário, tendo como foco o São Lázaro e o PAF de Ondina. Entendemos que é salutar tal discussão, mas que a mesma não está dissociada da realidade enfrentada por toda a cidade de Salvador.

Também nos últimos meses vários jovens dizimados em nossa cidade, todos negros, pobres e moradores de áreas periféricas, dentre elas a própria comunidade do Alto das Pombas, vizinha a FFCH.

Em junho choramos pela morte de quatro jovens, vítimas de disputas de tráfico de drogas que foram violentamente assassinados.

Tal ação nos leva a refletir sobre qual violência estamos discutindo? Se a da omissão da Universidade que ao mesmo tempo em que tão próxima é tão distante dos problemas sociais que a circundam ou da mídia de excessos que sempre aguarda uma tragédia para discutir algum problema que de certa é relevante para sua classe social, ou para angariar mais fundos para manutenção desse modelo de reprodução de injustiças sociais?

Sempre convivemos harmonicamente com a universidade, principalmente pelo fato da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas se confundirem com nosso espaço geográfico.

Mantivemos ao longo de vários anos a nossa autonomia, mas sempre com visão crítica sobre o papel social da mesma e principalmente questionando o formato laboratório que a mesma sempre adotou nos processos de diálogo com a comunidade.

Pensando assim pedimos que ao discutir o problema da violência na UFBA, não seja somente considerado o prisma de quem supostamente ela atinge de imediato, mas compreenda que cobrir de muros, gradearem as unidades educativas e principalmente colocar pessoas despreparadas para fazer a suposta segurança de nada adiantará para alcançar tal finalidade.

Conclamamos pelo bom senso de compreender que tal problema ultrapassa os espaços da UFBA e que se faz necessária uma discussão mais apurada com as Comunidades entorno dos Campi.

Esperamos que os professores, funcionários e estudantes que são protagonistas desta discussão, possam entender que tal problema social não se resolverá numa redoma, tão pouco num grupo seleto de pessoas que se reúnem para a busca de soluções de momentos-crise, mas tomando medidas que ultrapassem as formas tradicionais,ampliando a relação da UFBA com a comunidade, não limitando-se a ações pontuais no semestre, a pesquisa-laboratório com a comunidade ou a antiga compreensão de que não sabemos o que realmente queremos e que não somos capazes de construir como parceiros, um novo modelo de UFBA, que seja verdadeiramente inclusiva, de qualidade e pública para todos.

Salvador, 25 de agosto de 2008
Comunidade do Alto das Pombas

Estereótipos, humor e religião: os dez mandamentos

Contribuição: Marcus Vinicius Alves

Estereótipos e música: para não dizer que nao falei de flores

Artigo publicado: Ethics of Bodily Integrity

Título: Intimate Violations: Intersex and the Ethics of Bodily Integrity

Autora: Iain Morland

Periódico: Feminism Psychology, 2008,18,425-430

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Publicidade e propaganda: aparelhagem quebrando preconceitos

Estereótipos e gênero: as mulheres são demais

Contribuição: Andréia da C. Oliveira

NÓS MULHERES SOMOS D+++
Não broxamos
Não ficamos carecas
Não sofremos de fimose
Temos um dia Internacional
Sentar de pernas cruzadas não dói
Podemos usar tanto rosa como azul
Temos prioridade em boates ou em qualquer lugar
Não pagamos a conta, no máximo rachamos
A programação da TV é 90% voltada para nós
A idade não atrapalha o nosso desempenho sexual
Podemos ficar excitadas sem ninguém perceber
Podemos fazer sexo quantas vezes quisermos por dia
Se somos traídas somos vítimas, se traímos eles são cornos
Mulher de embaixador é embaixatriz, homem de embaixatriz não é nada
Se resolvemos exercer profissões predominantes masculinas, somos pioneiras
Mas se um homem exerce profissão tipicamente feminina é bicha
Apesar de termos bilhões de neurônios a menos que os homens,conseguimos usá-lo de maneira perfeita e sem igual
E por último: fazemos tudo que um homem faz, só que com um detalhe: De salto alto!!!