Estereótipos e categorias sociais

Quase toda a tradição de trabalho na psicologia social sobre os estereótipos se limita a um tipo específico de referente, as categorias sociais, desconsiderando quase que completamente os outros tipos de entes sociais identificados na literatura (Lickel, Hamilton, Wieczorcowska, Lewis, Sherman e Uhles, 2000). A importância das categorias sociais no estudo dos estereótipos provavelmente é uma conseqüência da enorme influência exercida pela obra A natureza do preconceito, de Gordon Allport, na qual se analisa de forma minuciosa o processo de categorização e se discute as diferentes formas pelas quais a categorização pode influenciar a expressão dos estereótipos e dos preconceitos (Allport, 1962). É importante assinalar, no entanto, que a relação entre os estereótipos e as categorias sociais não é de simples simetria. Ainda que os estereótipos quase sempre se refiram às categorias sociais, é perfeitamente concebível que um indivíduo possa ser categorizado, sem que um estereótipo venha a ser ativado ou aplicado. Afinal, nem toda categoria social é alvo de estereótipos

 

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Estereótipo ou estereótipos?

chamada

Dado que a vida social transcorre cotidianamente em ambientes sociais muito diversificados, é interessante notar que o conceito de estereótipo gramaticalmente é regido no plural. Pelo menos na nossa língua é mais usual a adoção do termo estereótipos, no plural, do que estereótipo, no singular. Um das principais contribuições do estudo de Katz e Braly (1933) foi a de circunscrever, de forma detalhada, os critérios requeridos para a delimitação e enumeração dos traços associados aos diversos grupos sociais. Mediante a aplicação estas estratégias foi possível caracterizar, à época, os americanos como trabalhadores, inteligentes, materialistas e ambiciosos, os alemães como cientificamente orientados, trabalhadores e estóicos, os irlandeses como brigões, explosivos e espirituosos, os italianos como artísticos, impulsivos e apaixonados, os judeus como astutos, mercenários e sovinas, os chineses como supersticiosos, sonsos e conservadores e os turcos como cruéis, muito religiosos e traiçoeiros. Esta enumeração deixa claro que os estereótipos se referem a uma constelação de atributos, usualmente traços de personalidade ou características psicológicas estáveis, diferencialmente aplicados pelos indivíduos que pertencem a um determinado meio social aos membros de uma ou várias categorias sociais.

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Artigo publicado: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Título: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Autor: Phillip L. Hammack

Periódico: Personality and Social Psychology Review, 2008,12, 222-247

Resumo:
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Artigo publicado: Ethics of Bodily Integrity

Título: Intimate Violations: Intersex and the Ethics of Bodily Integrity

Autora: Iain Morland

Periódico: Feminism Psychology, 2008,18,425-430

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Estereótipos e gênero: as mulheres são demais

Contribuição: Andréia da C. Oliveira

NÓS MULHERES SOMOS D+++
Não broxamos
Não ficamos carecas
Não sofremos de fimose
Temos um dia Internacional
Sentar de pernas cruzadas não dói
Podemos usar tanto rosa como azul
Temos prioridade em boates ou em qualquer lugar
Não pagamos a conta, no máximo rachamos
A programação da TV é 90% voltada para nós
A idade não atrapalha o nosso desempenho sexual
Podemos ficar excitadas sem ninguém perceber
Podemos fazer sexo quantas vezes quisermos por dia
Se somos traídas somos vítimas, se traímos eles são cornos
Mulher de embaixador é embaixatriz, homem de embaixatriz não é nada
Se resolvemos exercer profissões predominantes masculinas, somos pioneiras
Mas se um homem exerce profissão tipicamente feminina é bicha
Apesar de termos bilhões de neurônios a menos que os homens,conseguimos usá-lo de maneira perfeita e sem igual
E por último: fazemos tudo que um homem faz, só que com um detalhe: De salto alto!!!

Artigo publicado: Effect of Solo Status on Performance

Título: Fail or Flourish? Cognitive Appraisal Moderates the Effect of Solo Status on Performance

Autores:Judith B. White

Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin 2008, 34, 1171-1184

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Artigo publicado: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Título: Narrative and the Cultural Psychology of Identity

Autor: Phillip L. Hammack

Periódico: Personality and Social Psychology Review, 2008,12, 222-247

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Artigo publicado: In Defense of National Character

Título: In Defense of National Character

Autor: Robert J. Smith

Periódico: Theory & Psychology 2008, 18, 443-464

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Artigo publicado: Personality and Prejudice

Título: Personality and Prejudice: A Meta-Analysis and Theoretical Review

Autores: Chris G. Sibley and John Duckitt

Periódico: Personality and Social Psychology Review, 2008,12, 248-279

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Artigo publicado: Notes on Becoming a Researcher

Título: `Speaking as a Mother’: Notes on Becoming a Researcher and Not Getting onto Supernanny

Autoras: Tracey Jensen

Periódico: Feminism Psychology, 2008,18,384-388

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