Notícia do dia: Índios de tribo isolada são fotografados pela primeira vez no Acre

Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental da Funai fotografa tribo indígena que nunca manteve qualquer contato com o “mundo civilizado”. Clique aqui para ler a matéria publicada na Folha

Estereótipos e imigração: Poblanos em Nova Iorque

Post publicado no Terra Magazine relata o cotidiano e as peripécias laborais do crescente número de imigrantes mexicanos que vive em Nova Iorque. Clique aqui para ler a matéria do jornalista Naief Yehya.

Vereadora pede indenização para a comunidade negra

Contribuição: Rafael Oliveira

A SRA. CLAUDETE ALVES (PT) – (Sem revisão da oradora) – Sr. Presidente, Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, boa tarde a todos.
Apesar de o plenário estar bastante esvaziado, o meu interesse é me dirigir aos munícipes da Cidade para falar a respeito de uma campanha promovida pelo meu gabinete e várias entidades, iniciada no dia 13 de maio.
Podem achar a proposta ridícula, absurda, mas quero mencioná-la agora para, em outra oportunidade, discuti-la com maior profundidade, a fim de que os telespectadores possam melhor entendê-la. Já disse várias vezes que o Brasil é um país racista e que todas as instituições, sem nenhuma exceção, praticam esse racismo em maior ou menor grau.
Nunca se discutiu a dívida histórica com o povo afro-brasileiro nos tribunais. Mas, ao longo da história brasileira, uma série de grupos sociais que se sentiram afetados por uma política de Estado, recorreram aos tribunais e garantiram indenizações.
Tenho em minhas mãos uma relação que mostra que muitas pessoas que foram aos tribunais se queixando por terem sido vítimas da ditadura militar no ano passado receberam suas indenizações recalculadas na ordem de 2 milhões e 178 mil reais, 3 milhões de reais, 2 milhões e 541 mil reais. Isso sem contar o valor fixo mensal que varia de 18 a 20 mil reais.
Muito bem, a comunidade negra, através do nosso mandato, está lançando uma campanha. Entramos com uma representação no Ministério Público Federal, com o Promotor Sérgio Suyama. Acredito que existem pessoas boas e interessadas em corrigir distorções no Ministério Público. Entregamos uma peça com mais de 150 laudas e vários anexos propondo uma campanha a ser discutida nos tribunais onde os negros pedem uma indenização de 2 milhões de reais.
Peço à TV Câmara São Paulo que focalize a capa dessa cartilha. Na capa diz: “Negros, o Brasil deve a cada um de nós 2 milhões de reais. Cobrem essa dívida”. Esta Vereadora e seus assessores não vão poupar recursos, inclusive tirando do bolso, para incentivar cada cidadão negro desta cidade a ir aos tribunais cobrar essas dívidas.
Por que isso? O Estado brasileiro tem uma prática de ressarcimento. Isso ocorreu com as vítimas da ditadura militar, o que considero correto, mas não acho que foram apenas eles que sofreram. Dentre os indenizados, temos personalidades do mundo político, do mundo acadêmico e jurídico. Por exemplo, o Carlos Heitor Cony, uma figura da imprensa, recebeu uma indenização recalculada em mais de dois milhões de reais. Tenho indenizações aqui pagas pelos contribuintes às vitimas da ditadura militar de 2 milhões e 825 mil reais. Depois passarei uma lista detalhada aos Srs. Vereadores. Inclusive fui informada de que há um vereador nesta Casa, preciso comprovar, que também recebe essa pensão para vítimas da ditadura militar.
O que estou querendo dizer com isso? Sou uma defensora de que o Estado brasileiro indenize todos aqueles brasileiros que sofreram prejuízos por uma política de Estado. A escravidão no Brasil foi uma política de Estado, é um crime contra a humanidade imprescritível. Portanto, nós, da comunidade negra, vamos debater esse tema no Tribunal, exigindo o pagamento de dois milhões de reais, como foi feito a várias personalidades vítimas da ditadura militar. Sabemos que é verdadeiro, mas o Brasil é um estado laico, e a Justiça tem de ser igual para todos. Indenizaram os pracinhas de 1932, as vítimas do holocausto têm sido indenizadas. Por que não indenizar os negros que construíram a grandiosidade que é esta Nação?
No momento oportuno, trarei mais detalhes sobre esta campanha. Mas, a partir de hoje, esta Vereadora vai exigir nos tribunais que seja feita justiça ao povo negro. Como indenizaram as vítimas da ditadura militar, indenizem também as conseqüências irresponsáveis implementadas pelo Estado brasileiro.
Muito obrigada.

Pronunciamento feito em 18/05/2005

Fonte: http://www.claudetealves.com.br/discursos/view.asp?id=251

Resenha: as novas formas de expressão do preconceito e do racismo

Leiza Nazareth Torres

Lima & Vala (2004) iniciam o artigo destacando os diversos tipos de racismo que tem surgido na modernidade, formas menos diretas, entretanto que não deixam de ser prejudiciais. Nesta perspectiva, a psicologia social produziu diversas teorizações a respeito das novas expressões de racismo e preconceito, tais como racismo moderno, racismo simbólico, racismo aversivo, racismo ambivalente, preconceito sutil e o racismo cordial.
Dessa forma, o artigo recapitula historicamente o preconceito e o racismo desde a antiguidade greco-romana, em que este processo era baseado na cultura e não na condição racial, até os dias atuais em que este processo não é tão direto, principalmente após a Segunda Guerra Mundial e as mudanças provocadas pela mesma como os movimentos pelos direitos civis nos EUA, as conseqüências do nazismo e a declaração dos Direitos Humanos. Neste sentido, as formas de expressão do racismo modificaram drasticamente, o que levou o mundo a pensar que na verdade o racismo não existia mais.
Entretanto estes processos não se extinguiram, apenas mudaram a sua expressão, principalmente devido às pressões da legislação anti-racista. Assim, os autores distinguem as novas formas sutis e veladas de preconceito e racismo.
Racismo simbólico: presente nos EUA, representando uma forma resistência às mudanças no status quo das relações racializadas após a Declaração dos Direitos Humanos.
Racismo moderno: idéia de que os negros recebem mais do que merecem, violando os valores importantes para os brancos, como igualdade e liberdade. Este tipo de racismo também é mais atuante nos EUA.

Racismo aversivo: atitude racial, mais comum entre os americanos brancos que possuem fortes valores igualitários, mas que vivenciam uma ambivalência que resulta do conflito entre sentimentos e crenças associados a valores igualitários e sentimentos negativos em relação aos negros, geralmente desconforto, ansiedade, nervosismo e medo.
Preconceito sutil: Presente na Europa e caracterizado por preconceito contra grupos exógenos, tendo como alvo minorias culturais. Esta é uma forma mais velada e disfarçada de preconceito.

Racismo cordial: discriminação em relação às pessoas não brancas caracterizada por uma cortesia superficial que esconde atitudes discriminatórias que vão se expressar em piadas, ditos populares, brincadeiras, entre outros, sempre de cunho racial, presente no Brasil.
A partir desta premissa há uma constatação, através de uma pesquisa, de que 89% dos brasileiros consideram que exista racismo no Brasil, porém apenas 10% afirmam serem racistas. Mas então quem são os outros 79%? Allport (1954) ressalta que o racismo, apesar de ser uma problemática social, sempre é visto como um problema do outro, distante de cada um de nós, o que pode ser uma justificativa para este tipo de resultado nas pesquisas.
No presente artigo, Lima & Vala (2004) retratam uma realidade que todos nós brasileiros conhecemos muito bem, mas preferimos fingir que o racismo e o preconceito não existem e que vivemos num paraíso democrático. Mas então porque houve tanto protesto contra as cotas nas universidades? E porque ainda, segundo o jornal Correio da Bahia do dia 15 de maio de 2008, os brasileiros têm preferência em adotar crianças brancas, apesar de 80% falarem que não tem preferência de cor em relação à cor da criança a ser adotada? E porque assassinatos de crianças negras, nas periferias, em condições de extrema violência não causam tanto clamor público, como o assassinato de Isabella Nardoni? Sem contar a declaração do coordenador do curso de medicina da Ufba, Natalino Dantas, que culpou o “baixo QI” dos baianos pelo péssimo desempenho da faculdade de Medicina da Bahia na prova do ENAD.
Percebemos, portanto, que no Brasil, as pessoas têm consciência de que vivem em uma sociedade em que há discriminação racial, entretanto elas não se sentem responsáveis por esta situação, o que pode acarretar numa problemática, já que para combater o racismo é necessário que o mesmo seja reconhecido como um problema a ser solucionado.
Os autores finalizam o artigo enfatizando a necessidade de novas pesquisas investigativas das novas formas de expressões de preconceito e racismo no âmbito da psicologia social brasileira, com intuito de encontrar elementos comuns e particulares que diferenciam e assemelham o racismo e o preconceito no Brasil e em outros países.
Referência: Lima, M.E e Vala, J. As novas formas de expressão do preconceito e do racismo.Estudos em Psicologia, Natal, 9,3,2004.

Notícia do dia: 15 mulheres são queimadas vivas no Quênia acusadas de bruxaria

Contribuição: Leiza Torres

Desta vez foi no Quênia, mas o teor da notícia é sempre o mesmo: acusação de bruxaria + mulheres = carnificina. Clique aqui para ler a matéria.

Resenha – trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural?

chamada

Andréia da Cruz Oliveira

1. A Escola

“Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora, é lógico…
Numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”.
Paulo Freire

Para Gomes (2002), a escola é uma instituição formadora de saberes sociais, escolares e culturais. O processo de construção da identidade social é profundamente marcado pela cultura escolar, por este motivo, muitos estudiosos vêm se debruçando sobre este assunto no intuito de compreender como a escola se constitui num espaço importante na construção do complexo processo de humanização. O interesse de alguns educadores nas relações raciais articulados à cultura e educação é crescente. Muitos temas como: a representação do negro nos livros didáticos, o silêncio das questões raciais, etc. antes ignorados, começam a fazer parte da produção teórica educacional. Uma das formas de compreender as relações raciais e sua ligação com o universo simbólico, seria através de um olhar mais amplo sobre a educação no processo de humanização, sem esquecer dos processos educativos não escolares.
A autora propõe um caminho para poder captar as impressões e representações do negro sobre o próprio corpo articulados com as experiências escolares: através do desenvolvimento de uma escuta atenta pelos educadores à fala dos negros sobre suas vivências corpóreas dentro e fora da escola. Este enfoque corrobora com os achados da sua tese de Doutorado: Corpo e cabelo com ícones de construção da beleza e da identidade negra nos salões étnicos de Belo Horizonte. (Gomes, 2002), por meio de 28 entrevistas com mulheres e homens negros, verificou-se no discurso de todos os participantes a importância da trajetória escolar na construção da identidade negra, reforços dos estereótipos e representação negativa sobre este grupo étnico/racial e do seu padrão estético.

2. O Corpo
O corpo é um dos meios de comunicação do homem na sociedade. É constituído biologicamente e simbolicamente na história e na cultura. Ao corpo são aplicados os fundamentos da vida social, diferentes crenças e sentimentos. Ele seria uma junção da natureza (a fome, o sono, a fadiga, o sexo, etc.) e do mundo das representações (a cultura) coexistindo de maneira simultânea e separada. As motivações orgânicas que se fazem presente em todos os seres humanos são ressignificados, inibidos ou exaltados pela cultura.
Para a autora, o processo de escravização dos africanos no Brasil, remete a coisificação e materialização do corpo negro nas relações sociais. O negro era visto pelos brancos como mero objeto, inclusive existiam leis que regulamentavam os senhores como proprietários dos escravos que poderiam aplicar “medidas disciplinares”: abusos sexuais e castigos corporais naqueles que não aceitavam tal imposição. Trata-los como mercadorias: comprar, vender ou trocar. E a sua liberdade oficial estava atrelada à carta de alforria.
A relação histórica do escravo com o corpo expressava as formas de rebelião, resistência e luta pela liberdade. Através da dança, dos cultos, dos penteados, no uso de ervas medicinais na cura e na cicatrização das feridas provocada pelos castigos e açoites foram maneiras específicas e libertadoras de trabalhar o corpo, ao contrário da idéia difundida da nossa sociedade do escravo submisso. O regime escravista cristalizou a forma do corpo negro ser visto e tratado, as diferenças fenotipicas entre negros escravizados e os brancos colonizadores serviram de argumento para a formação de um padrão de beleza e fealdade que perdura até hoje.
Através dessas reflexões Gomes (2000) se questiona: “Será que as escolas têm dado uma outra leitura a essa relação? Ou as crianças negras e brancas, quando estudam a questão racial, ainda participam da representação do corpo negro apenas como um corpo açoitado e acorrentado?”. O olhar do corpo negro nas escolas é fundamental para entender como os professores e alunos lidam com a cor da pele e o cabelo, dois elementos construídos na sociedade brasileira como definidores do pertencimento étnico/racial. A trajetória escolar tem um importante papel na formação da identidade negra, muitas vezes o discurso pedagógico, ao privilegiar a questão racial, pode reproduzi-lo de forma estereotipada e preconceituosa.

3. O Cabelo Crespo


“Respeitem meus cabelos, branco
Se eu quero pixaim, deixa;
Se eu quero enrolar, deixa;
Se eu quero colorir, deixa;
Se eu quero assanhar, deixa;
Deixa, deixa a madeixa balançar”
Chico César

O negro vivência sua experiência com o cabelo a partir da infância. As meninas, por exemplo, desde muito cedo são submetidas a rituais de manipulação do cabelo e geralmente a primeira técnica utilizada é a trança, mas nem sempre estas meninas elegem as tranças como penteado preferido. Este pode ser um dos motivos de algumas mulheres negras adultas adotarem alisamentos com produtos químicos ou com pente e ferro quente, pois a sensação de ter os cabelos desembaraçados sem sofrer com as pressões do pente e puxões é visto com alívio.
Na África as tranças também são utilizadas, contudo seu significado foi alterado ao chegar ao Brasil. Algumas famílias utilizam as tranças com o intuito de quebrar o estereótipo do negro sujo e despenteado, porém outras famílias o fazem como uma prática cultural. É notável a variedade de tranças e adereços coloridos nas crianças negras, diferentemente das técnicas utilizadas nos cabelos de crianças brancas. Quando adultas muitas mulheres negras reconciliam-se com as tranças, mas dessa vez estilizadas. Isto expressa a existência do estilo negro de pentear-se e adorna-se, configurando-se em uma estreita relação entre o cabelo e a identidade negra.
O processo de manipulação dos cabelos para os negros brasileiros é bastante conflituoso, neste momento crítico não é rara a expressão de sentimentos de rejeição, aceitação, ressignificação ou negação do pertencimento étnico/racial. É possível imaginar como o negro ou a negra podem representar simbolicamente o seu cabelo crespo em uma sociedade predominantemente racista, influenciada pela ditadura da beleza euro-americana que atua diretamente no comportamento individual. Na escola, por ser um espaço público, estas representações podem reforçar estereótipos e intensificar as experiências do negro com seu cabelo e o corpo.

4. O Negro na Escola
A escola estabelece padrões curriculares, de conhecimento, comportamento e de estética. É preciso pertencer a um padrão uniforme. Mais uma vez é exigido do aluno o cuidado com a aparência, sendo que por trás de um teor higienista podemos encontrar discursos com conteúdos racistas implícitos. Uma dessas exigências é “arrumar o cabelo”, sendo que esta é passada de forma distorcida para as famílias negras. Mesmo penteando os cabelos de seus filhos, estas crianças são alvos de apelidos pejorativos e piadas no ambiente escolar. Esses apelidos marcam a trajetória escolar e geralmente são as primeiras experiências de rejeição pública do corpo, pois o cabelo crespo é símbolo de inferioridade. “Uma coisa é nascer negra, ter cabelo crespo e viver dentro da comunidade negra; outra coisa é ser criança negra, ter cabelo crespo e estar entre brancos” (Gomes, 2000 p. 45).
As estratégias de enfrentamento do negro contra o racismo é bastante particular e está intimamente ligada à construção da identidade, possibilidade de socialização e informação. Para compreender melhor o processo de construção da identidade negra no Brasil deve-se levar em consideração a história, a sociedade, a cultura e a subjetividade. A adolescência é um dos momentos chaves na construção dessa subjetividade, pois além da insatisfação com a imagem, comum entre muitos adolescentes, é acrescentado o aspecto racial. Durante a vida escolar, muitas experiências de rejeição ao cabelo ou a cor da pele podem levar a baixa auto-estima ou sensação de inferioridade, por isso a escola pode atuar como favorecedora na superação dos estereótipos negativos em relação aos negros ou na sua reprodução.
Embora homens e mulheres negras de diversas partes do mundo sejam culturalmente diferentes, existe algo que os une: a cor da pele, a mesma ancestralidade africana e a forma de manipular o cabelo é uma expressão cultural. Em muitas sociedades em que a questão racial é um dos aspectos estruturantes de poder, as significações negativas em relação ao corpo negro trazem grande impacto na vida social e subjetiva do negro. Neste ponto os movimentos negros de resistência lutam pela valorização da beleza negra, sem adotar aos padrões Europeus de estética, superando o preconceito e desocupando o lugar de inferioridade.

5. Conclusão
Através da leitura desse artigo, podemos identificar a importância da Escola na construção da identidade do negro. Para o negro a ida a escola pode significar um choque inter-étnico, pois muitas vezes é na escola que se têm o primeiro contato com pessoas de outras etnias e classes sociais. É neste momento que educadores precisam ter uma escuta mais atenta em relação à fala do negro (antes ignorada!), além disso, promover uma discussão mais ampla e adequada sobre a participação do negro na história. Os livros didáticos evidenciam a coisificação do corpo negro, apenas como mera mercadoria. A participação efetiva do negro na luta pelo fim da escravidão e o cuidado com o corpo, expressada através das danças, dos penteados, etc. não são citados, a escola precisa rever e alterar esse tipo de leitura o quanto antes.
A cor da pele e o cabelo são, no Brasil, as principais fontes de classificação étnica/racial. Mesmo vivendo em uma sociedade marcada pelas relações sociais de poder baseadas na cor da pele, a identidade negra através da utilização de técnicas de manipulação dos cabelos, por meio de tranças e adereços, podem levar a construção de uma identidade negra positiva. Fica evidente a estreita relação do corpo e do cabelo ao pertencimento racial. A escola possui a função de desconstruir a inferioridade simbólica do negro na sociedade, a criança e o adolescente passam o maior tempo da vida no ambiente escolar, saindo do núcleo familiar e passando a ocupar um papel social. Por isso não se deve mais silenciar as questões raciais na escola, é exatamente lá que precisa ser discutido, que precisa ser falado. Assim o estudo sobre a representação do corpo negro possibilitará a construção de estratégias pedagógicas que possam compreender o valor do corpo negro na construção da identidade negra e na formação dos futuros cidadãos da sociedade brasileira.

6. Referência
Gomes, N.L. Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural?.Revista Brasileira de Educação. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, São Paulo, 2000.

Notícia do dia: nova geração entre a modernidade e a tradição

Notícia publicada no website AME Info relata pesquisa conduzida entre jovens residentes na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait sobre diversas crenças estereotipadas que alude a temas como a liberdade de escolha, o nacionalismo, o sucesso, a identidade e a globalização. Clique aqui para ler a matéria.

Tipos e figuras: professor de pagode

Notícia do dia: perseguir a los políticos que alimentan el odio racial

Notícia publicada no El País relata a história de um acampamento cigano, localizado na cidade italiana de Nápoles,  atacado, incendiado e reduzido a cinzas pela Camorra. Clique aqui para ler a notícia.

Notícia do dia: ataques racistas no Canadá

Reportagem publicada no London Free Press, de Ontário, Canadá, admoesta sobre a aumento na quantidade de ataques racistas contra pescadores canadenses de origem asiática nas imediações de Toronto. Clique aqui para ler a matéria.