Estereótipos e animação: Smurfs

Contribuição: Elva Valle

A estréia do filme “Os Smurfs”, em 2011, provoca lembranças infantis. E hoje, mais “consciente” do que há pelo menos vinte anos, é fácil perceber que a diferença entre a Smurfete má (morena) e a Smurfete boazinha (loira) vai além de uma mera caracterização estética, e carrega significados mais profundos (e preconceituosos).

  • Smurfete morena: traiçoeira, mentirosa, fingida e má. Os outros Smurfs evitavam ficar perto dela, não aceitam o convite dela para um piquenique.
  • Smurfete loira: recebe presentes, todos os Smurfs ficam interessados nela, e adoram-a.

Quem tiver curiosidade, ou quiser re-lembrar, existem episódios do desenho no YouTube.

A origem da Smurfete

Estereótipos e gênero: lôraburra

Contribuição: Milena Magalhães & Aruanã Fontes

A música descreve um tipo de mulher que o cantor classifica como “lôrabúrra”. Atribui a estas uma série de características que envolve hipocrisia, futilidade, falsidade, tudo num tom pejorativo, chegando a dizer que elas não são mulheres de verdade. Ao final da música o cantor ressalta que a “lôrabúrra” não é necessariamente loira, mas toda mulher que se enquadra no perfil descrito.

Estereótipos e anedotas: a loira

Contribuição: Julia Lobo e Marinês Oliveira

A loira, mãe de família, resolveu aprender a dirigir depois dos trinta. O maridão prontamente pagou auto-escola, mas depois de um ano de treinamento, o avanço não foi dos maiores. Um belo dia ela entrou na sala e disse pro esposo:

– Querido, me dá a chave do carro!

– Você acha que está pronta, querida?

– Claro! Você sempre me trata como se eu fosse burra. Só vou ali no supermercado, que fica a três quadras.

O homem pensou bem e resolveu correr o risco. Afinal, naquela hora o trânsito era tranqüilo. Deu a chave pra mulher e se espantou quando a viu saindo de mãos dadas com a filhinha de sete anos.

– O que? Você vai levar nossa filha?

– Tá vendo como você nunca confia em mim? – disse a loira, já chorosa.

– Tudo bem, querida. Esquece o que eu falei…

Mãe e filha saem pela porta e o marido começa a rezar. Meia hora se passa e nada… Uma hora… Uma hora e meia. “O supermercado é logo ali, já era para elas terem voltado”, pensa o homem. Quando finalmente ele resolve ir atrás das duas, a porta se abre e entra a menininha:

– Papai! Papai! Corre pra ajudar a mamãe que ela não está conseguindo sair da garagem!

Estereótipos e publicidade: loira ao volante