Estereótipos e humor: brasileiros

Contribuição: Ana Rita Fraga

Estereótipos e humor: da terrinha

Contribuição: Carolina Aguiar

Estereótipos e relações raciais: xadrez das cores

Contribuição: Ana Amélia Amorim

Estereótipos e música: escolha já o seu nerd

Contribuição: Manuela Brito

Estereótipos e aparência física: nem tudo é o que parece

Contribuição: Ana Amélia Amorim

Estereótipos e aparência física

Contribuição: Adriana Teixeira

O caso de Thais no Programa “Se vira nos trinta – do Faustão” é um exemplo do efeito do quanto a aparência física classifica ou desclassifica o ser – através da estereotipização. A reação do público mostra a satisfação da quebra de um padrão de pensamento.

Estereótipos e humor?

Contribuição: Carmem Barbosa

O ministro francês, Brice Hortefeux, quase foi demitido por uma piadinha de mal gosto que fez em setembro passado, referindo-se aos árabes.
Ele disse: “Um [árabe] está bem, quando são vários é que há problema”.
Na época não entendi bem o comportamento do ministro, mas agora analisando este caso fiquei a me perguntar, como uma pessoa pública de repente, com aparente naturalidade, fala algo que soa tão grave.
O estereótipo está relacionado ao preconceito, que muitas vezes é expresso de forma tão natural, como se a pessoa dissesse: “Foi sem querer…eu não queria dizer isto”.Mas internamente está lá ELE.
Esta tendência à padronização, que estreita a visão individual, traz a tona apenas a percepção coletiva, reduzindo as pessoas a um modelo já anteriormente rotulado.
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Estereótipos, publicidade e humor: slob evolution

Contribuição: Ana Cristina Passos Gomes

Estereótipos e poesia: mulata exportação

Contribuição: Ana Amélia Amorim

Mulata Exportação

Elisa Lucinda

“Mas que nega linda
E de olho verde ainda
Olho de veneno e açúcar!
Vem nega, vem ser minha desculpa
Vem que aqui dentro ainda te cabe
Vem ser meu álibi, minha bela conduta
Vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar!
(Monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?)
Minha tonteira minha história contundida
Minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol?
Rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê;
Vem nega, sem eu ter que fazer nada. Vem sem ter que me mexer
Em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer.
Sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore
Vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê.
Vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.”
Imaginem: Ouvi tudo isso sem calma e sem dor.
Já preso esse ex-feitor, eu disse: “Seu delegado…”
E o delegado piscou.
Falei com o juiz, o juiz se insinuou e decretou pequena pena
com cela especial por ser esse branco intelectual…
Eu disse: “Seu Juiz, não adianta! Opressão, Barbaridade, Genocídio
nada disso se cura trepando com uma escura!”
Ó minha máxima lei, deixai de asneira
Não vai ser um branco mal resolvido
que vai libertar uma negra:

Esse branco ardido está fadado
porque não é com lábia de pseudo-oprimido
que vai aliviar seu passado.
Olha aqui meu senhor:
Eu me lembro da senzala
e tu te lembras da Casa-Grande
e vamos juntos escrever sinceramente outra história
Digo, repito e não minto:
Vamos passar essa verdade a limpo
porque não é dançando samba
que eu te redimo ou te acredito:
Vê se te afasta, não invista, não insista!
Meu nojo!
Meu engodo cultural!
Minha lavagem de lata!

Porque deixar de ser racista, meu amor,
não é comer uma mulata!

(Da série “Brasil, meu espartilho”)

Fonte: Escola Lucinda

Estereótipos e preconceitos: mais um teste

Contribuição: Mariana Barreto

Este vídeo aborda sobre um experimento que inicialmente foi realizado por Clark and Clark na década de 40. É um experimento bem conhecido, mas importante de ser relembrado, pois demonstra como os estereótipos são transmitidos de geração em geração e como as crianças assimilam estas crenças ainda em tenra idade. É importante destacar que no caso deste documentário embora as crianças sejam negras elas demonstram atitudes que são contrárias ao seu próprio grupo social, o que demonstraria uma tendência oposta ao comportamento relato por Todd em seu livro, o qual afirma que existe uma tendência em valorizar os indivíduos que pertencem ao seu mesmo grupo e discriminar, ou desvalorizar, os indivíduos que não pertencem ao seu grupo. No experimento, a maioria das crianças entrevistadas categorizam as bonecas pretas como más e as bonecas brancas como boas, ainda que os entrevistados tenham sido de raça negra ou mulata. Tal conduta demonstra uma rejeição da própria identidade pelas crianças negras, rejeição que muitas vezes ocorre de modo inconsciente, em decorrência da assimialação de valores, crenças que são transmitidos pela mídia e por um processo histórico e sócio-cultural.