Artigo publicado: Attribution of Blame for Riots

Título: Ingroup Bias, Intergroup Contact and the Attribution of Blame for Riots

Autores: R. Barry Ruback e Purnima Singh

Periódico: Psychology & Developing Societies , 19, 249-265, 2007

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Notícia do dia: e quando acordei estava em uma banheira de gelo, sem os rins….

Matéria publicada por Cíntia Acayaba e Matheus Pichonelli, da Agência Folha, discute, usando como referência a tese de doutorado defendida cor Carlos Renato Lopes, na USP, como a internet favorece a expansão das lendas e dos mitos urbanos. Clique aqui para ler a matéria.

Carnaval, Bahia: instantâneos (3)

Mudança do Garcia

O romantismo naturalista e a origem dos estereótipos sobre os brasileiros

Artigo publicado no website Ciência Hoje, Portugal, por Edson Struminski, aponta a origem dos estereótipos sobre os brasileiros e chama a atenção para o papel desempenhado pelo movimento do romantismo naturalista, adotado como política de estado, no reinado de D. Pedro II. Clique aqui para ler a matéria.

Ciência Hoje, Portugal

Conceitos fundamentais: processos automáticos e controlados

chamada

Estudos desenvolvidos entre as décadas de 70 e 80 (Anderson, 1985; Bargh, 1984; Posner & Snyder, 1975; Shiffrin & Schneider, 1977) permitiram estabelecer as principais diferenças entre os processos automáticos e os controlados. Como o auto-monitoramento é um elemento definidor do processamento controlado, o agente cognitivo deve está sempre procurando ajustar o andamento do processo, comparando-o com o estado final almejado, algo que não ocorre no caso dos processos automáticos, pois estes, uma vez disparados, geralmente por um ato consciente, permanecem ativos mesmo sem qualquer tipo de interferência por parte do agente. Como envolve o monitoramento conscientemente, os processos controlados requerem muito mais tempo para serem completados que os processos mentais automáticos. Em relação ao manuseio do fluxo da informação, presume-se que os processos controlados estejam subordinados a um tratamento serial, em que os elementos são processados um a um, enquanto os processos automáticos podem processar várias unidades de informação em paralelo. Para serem capazes de tratar várias informações ao mesmo tempo, os processos automáticos devem se manifestar nas circunstâncias em que a tarefa a ser realizada não apresenta um grau de dificuldade muito grande ou que o agente possui um domínio tal da tarefa, que pode se desvencilhar dela de uma forma habitual e rotineira. Os processos controlados são mais apropriados para lidar com as coisas que exigem alguma dificuldade para serem realizadas ou quando se está a aprender uma determinada tarefa. De acordo com Posner e Snyder, a principal diferença entre os dois processos depende da aceitação da função geral cumprida pelos mesmos na adaptação do organismo humano ao ambiente: os processos automáticos se encarregam de realizar um mapeamento das regularidades de longo prazo encontradas no ambiente, sendo incapazes de se adaptar às flutuações que se manifestariam em curto espaço de tempo, enquanto os processos controlados seriam mais flexíveis, sendo capazes de se adaptar às mudanças mais sutis que se manifestam em curto espaço de tempo.

Fontes:
Anderson, J. (1985). The cognitive psychology and its implications. Chicago: Worth Publishing.
Bargh, J. (1984). Automatic and conscious processing of social information. Em R. S. Wyer, Jr & T. Srull (Eds.). Handbook of Social Cognition.(Vol. 3, p.1-44). Hillsdale, NJ: Erlbaum.
Pereira, Marcos E. Psicologia Social dos Estereótipos. São Paulo: EPU, 2002
Pereira, Marcos E. Introdução à Cognição Social. Manuscrito não publicado
Posner, M. & Snyder, C. (1975). Attention and cognitive control. Em R. L. Solso (Ed.), Information processing and cognition: The Loyola symposium (pp. 55-85). Hillsdale, NJ: Erlbaum
Shiffrin, R.M. & Schneider, W. (1977) “Controlled and automatic information processing: II. Perception, learning, automatic attending and a general theory. Psychological Review, 84, 125 190.

Artigo publicado: The Negative Consequences of Threat

Título: The Negative Consequences of Threat: A Functional Magnetic Resonance Imaging Investigation of the Neural Mechanisms Underlying Women’s Underperformance in Math

Autores: Anne C. Krendl, Jennifer A. Richeson, William M. Kelley e Todd F. Heatherton

Periódico: Psychological Science, 19, 2, 168-175, 2008

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Carnaval, Bahia: instantâneos (2)

Mudança do Garcia

Conceitos fundamentais: protótipos e exemplares

A teoria dos protótipos representa uma tentativa de superar as dificuldades apresentadas pela teoria clássica. Ela parte do entendimento que alguns exemplares se ajustam perfeitamente aos fatores definidores da categoria, sendo facilmente rotulados, enquanto outros só podem incorporados à categoria após um esforço considerável. Pode-se falar, portanto, em exemplares mais típicos de uma categoria. Um protótipo representa uma tendência central ou um conjunto de objetos relativamente variáveis representativos de uma categoria. Os membros são percebidos como mais prototípicos quando ostentam um grande número dos fatores característicos daquela categoria, de forma que um protótipo deve ser entendido como uma representação abstrata dos componentes típicos e não de todos os fatores de uma categoria.

A teoria dos exemplares, ao contrário, sugere que quando solicitadas a refletir sobre os membros de um grupo, as pessoas tendem a evocar membros específicos de uma categoria. A categoria instrumentista muito rapidamente faz com que, a depender do caso, sejam evocados nomes como os de Hermeto Paschoal, Frank Zappa ou o Mestre Vieira de Barcarena e não uma representação prototípica de um músico. Isto ocorre porque a representação dos exemplares é mais concreta e como tal, mais vívida e facilmente acessível. Como o número de exemplares está sujeito a uma maior variação, a teoria permite a inclusão com mais facilidade de objetos com os quais a pessoa possui menos familiaridade, pois os limites da categoria são bem mais fluídos que no caso da teoria dos protótipos.
A teoria dos exemplares, no entanto, enfrenta dificuldades distintas. A principal delas reside na incompatibilidade entre a crença de que os seres humanos sejam capazes de tratar com fluidez a enorme quantidade de exemplares armazenados na memória e que estão presentes no mundo social e ainda que sejam capazes de realizar todos os cálculos mentais necessários para a inclusão ou exclusão dos membros em uma ou várias categorias, sem que estas operações sejam exaustivas segundo a perspectiva da economia cognitiva. A teoria dos exemplares guarda, portanto, uma forte incompatibilidade com a metáfora do avaro cognitivo, assim como não se beneficia das exceções proporcionadas pelo modelo do ser humano taticamente motivado.

Fonte: Marcos Emanoel Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. São Paulo: EPU, 2002
Conceitos fundamentais: teorias implícitas
Teoria realista do conflito
Heurísticas e vieses
Heurística da acessibilidade
Heurística da representatividade
Heurística da ancoragem e ajustamento
Esquemas de grupo
Gerenciamento de impressões
Correlação ilusória
Avaro cognitivo

Artigo publicado: The Best Men Are (Not Always) Already Taken

Título: The Best Men Are (Not Always) Already Taken: Female Preference for Single Versus Attached Males Depends on Conception Risk

Autores: Paola Bressan e Debora Stranieri

Periódico: Psychological Science, 19, 2, 145-151, 2008

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Carnaval, Bahia: instantâneos (1)

Mudança do Garcia