A garota vai à primeira festa de sua vida e, com medo dos avanços dos rapazes,pede conselho à mãe:
-O que faço, mamãe, se OS garotos insistirem…
– Se OS rapazes começarem a insistir muito, minha filha, pergunta que Nome else vão Dar à criança. Isso vai fazer com que else desistam.
Assim foi. No meio de uma dança um catarinense diz:
– Vamos para o jardim atrás DA piscina, Mina?
Ela vai, mas quando o moço quer avançar ela pergunta:
– Que Nome vamos Dar à criança?
O carinha olha-a com surpresa, diz que esqueceu a carteira no bar e sai de fininho.
Uma hora mais tarde repete-se a cena com um paraense.
Igualzinho, quando ela pergunta qual será o Nome do filho, ele FICA de pés frios e vai-se embora.
Em seguida chega um gaúcho como quem não quer nada e lhe DA um beijo, ela pergunta que Nome vamos Dar à criança, o gaúcho também sai de fininho…
Mais tarde chega um Mineiro, vai
Com ela para o jardim, começa com beijinho aqui, beijinho Ali, apalpa-lhe o peito e ela pergunta:
– Que Nome vamos Dar à criança?
Ele continua e abre o vestido dela.
– Que Nome vamos Dar à criança?
Ele pega nos seios.
– Que nooome vaaamos Dar à criança?
Ele tira o vestido dela e a sua calcinha.
– Que noooome… Ahhh… Vaaaaaaaamos daaar… Ahhhh… à
criança? Ahhhhhh… Ahhhhhhhhhhhh…
– Queeee noooooome vaaaaaaamos…..
não pára…….. Daaaaaaaar… Vai….vai…..
Vaiiiiii…… àaaaaaaaaaaah criaaaaaaaança????
Depois de acabarem, ela pergunta mais uma vez:
– E agora, qual vai ser o Nome do nosso filho?
E o Mineiro, triunfante, tira devagar o preservativo, levanta para o alto, dá um nó firme e diz:
-Se ele conseguir sair daqui vai se chamar Magaiver!!!
Hinos e canções: Brasília
HINO DO DISTRITO FEDERAL ( Brasília )
Letra de Geir Campos
Música de Neusa Pinho França Almeida
Todo o Brasil vibrou,
E nova luz brilhou,
Quando Brasília fez maior a sua glória.
Com esperança e fé,
Era o gigante em pé,
Vendo raiar outra alvorada em sua História.
Com Brasília no coração,
Epopéia a surgir do chão,
O candango sorri feliz,
Símbolo da força de um país.
Capital de um Brasil audaz,
Bom na luta e melhor na paz,
Salve, ó povo que assim te quis,
Símbolo da força de um país!
Fonte: http://www.brasilrepublica.com
Artigo publicado: Threat, Evolutionary Psychology, and the Will to Power
Título: The Role of Threat, Evolutionary Psychology, and the Will to Power
Autores: Brad M. Hastings and Barbara Shaffer
Periódico: Theory & Psychology, 18, 423-440, 2008
Resumo: clique aqui para obter
Resenha: A expressão das formas indiretas de racismo na infância
Judson Rocha Jr.
Vários estudos realizados com adultos têm mostrado que as expressões de racismo estão cada vez mais sutis, indiretas e menos negativas abertamente (Racismo ambivalente, Racismo simbólico, preconceito sutil, Racismo aversivo). Contudo, há uma carência de estudos que analisem as formas mais sutis e indiretas de racismo na infância. A tradicional explicação dada pelos psicólogos desenvolvimentistas cognitivos é que as crianças tornam-se menos preconceituosas após os sete anos de idade, graças a aquisição de novas estruturas cognitivas por parte da criança e pelo amadurecimento das já existentes (vale salientar que tais estudos analisam mais a expressão do preconceito – atitude – do que a discriminação e o racismo – comportamento) . Mas então isso não explicaria presença de atitudes preconceituosas nos adultos.
A pesquisa tem como objetivo demonstrar que, a partir de certa idade, as crianças não reduzem o a expressão do preconceito, mas esta apenas muda em certos contextos a expressão desse preconceito, tornando-se mais indiretas.
Uma explicação alternativa é a de que as crianças não deixariam de exprimir preconceito, mas, graças à interiorização das normas sociais dos adultos em relação à não discriminação aberta dos Negros ou de outras minorias estigmatizadas, se tornariam mais sutis ou veladas na expressão de seu racismo.
Realizaram-se então três estudos com o objetivo de verificar o efeito da idade na expressão das formas indiretas de racismo em crianças brancas. Os resultados então confirmaram a hipótese das autoras: o responsável direto pela mudança no modo de expressão do racismo – e não a sua eliminação – parece ser o processo de interiorização de normas sociais e a capacidade de geri-las em função dos contextos, processos e capacidades já presentes nas crianças mais velhas – a partir dos oito anos – como demonstrado em um dos estudos.
Referência: França, D. e Monteiro, B. A expressão das formas indirectas de racismo na infância. Análise Psicológica, 22, 4, 705-720, 2004
O trabalho e os dias (27)
Resenha: Os estereótipos e o viés lingüístico intergrupal
Diogo Araújo
Muitos estudos revelam que o tipo de linguagem utilizada para descrever o comportamento de membros do ingroup e do outgroup contribui para a transmissão e persistência dos estereótipos. Pereira e cols. (2003) conduziram um estudo experimental que buscou verificar os efeitos do viés lingüístico intergrupal nas avaliações realizadas por participantes de etnias branca e negra, na cidade de Salvador, Bahia.
Viés Lingüístico Intergrupal
A hipótese do viés lingüístico intergrupal é de que uma mesma ação pode ser codificada em diferentes níveis de abstração, variando de acordo da pertença do protagonista da ação ao in ou ao outgroup de quem julga, e da dimensão axiológica da ação, sendo ela considerada desejável ou indesejável. Semin e Fiedler (1988 ) desenvolveram um modelo de categorias lingüísticas que distinguem quatro níveis de abstração:
1) os verbos descritivos;
2) os verbos interpretativos;
3) os verbos referentes a estados duradouros;
4) os adjetivos.
Os verbos descritivos referem-se objetivamente ao comportamento observado, delimitando claramente o inicio e o fim da ação, não dando espaço para avaliações de positividade ou negatividade (ex: correr, fechar, pegar). Os verbos interpretativos já trazem um componente semântico positivo ou negativo na avaliação do comportamento, mas também delimitam temporalmente a ação (ex: ofender, matar, aplaudir). Os verbos de estado duradouro atribuem estados internos bastante permanentes, sendo muito difícil visualizar um início e um fim deste estado (ex: desejar, amar, odiar). Os adjetivos se caracterizam pela forte atribuição disposicional dos comportamentos, e que estas tendências são de grande estabilidade, pouco sensíveis às contingências externas.
O viés lingüístico intergrupal possui atualmente duas explicações: uma baseada em aspectos motivacionais e outra em aspectos cognitivos. Na perspectiva motivacional, o viés contribui para a proteção do ingroup, avaliando de forma abstrata os comportamentos positivos do ingroup e de forma concreta os comportamentos negativos, elevando a auto-estima em relação ao outgroup. Na perspectiva cognitiva, o que influencia nas respostas são as expectativas do individuo sobre a ação executada, avaliando abstratamente o que é esperado e concretamente a ação que contraria as expectativas.
O estudo realizado por Pereira e cols. (2003) baseou-se na perspectiva motivacional do viés lingüístico intergrupal, realizando quatro experimentos.
Experimento 1
Participaram deste experimento 87 pessoas, escolhidas por critério de conveniência em locais de grande circulação. Foram aproveitados 83 questionários. A avaliação da etnia dos participantes foi realizada pelas quatro entrevistadoras. 59,0% dos participantes foram do sexo masculino, 39,8% do sexo feminino e não foi possível identificar o sexo de um dos participantes. 21,7% dos participantes possuíam o primeiro grau, 47,0% o segundo grau e 33,8% o terceiro grau.
As entrevistadoras apresentaram um caderno com o desenho de seis cenas, representando uma criança realizando ações socialmente positivas (devolver a carteira perdida de um transeunte; participar de uma roda de capoeira; ajudar uma senhora idosa a atravessar a rua) e negativas (dirigir-se a um grupo sentado em uma mesa de bar; ficar à espreita em uma praia, esperando uma oportunidade para cometer um furto; atingir com um tapa uma outra criança de menor estatura e idade), para serem avaliados de acordo com as quatro categorias lingüísticas integrupais propostas por Semin e Fiedler (1988 ) selecionando uma entre quatro frases relacionadas com a cena observada. Dois conjuntos de desenhos foram utilizados, um com a criança de etnia branca e outro com a criança de etnia negra. Foram formados, então, quatro grupos experimentais:
1) participantes de etnia branca, avaliando personagens de etnia branca, em cenas socialmente positivas e negativas;
2) participantes de etnia branca, avaliando personagens de etnia negra, em cenas socialmente positivas e negativas;
3) participantes de etnia negra, avaliando personagens de etnia branca, em cenas socialmente positivas e negativas;
4) participantes de etnia negra, avaliando personagens de etnia negra, em cenas socialmente positivas e negativas.
Neste experimento, os resultados não condizeram com o que se encontra na literatura, pois não foi alcançada uma significância estatística suficiente para se afirmar o efeito da etnia na avaliação das cenas negativas ou positivas. Porém, se observarmos apenas as médias, vemos que os brancos avaliaram positivamente sua etnia de forma mais abstrata (dentro do que se espera na literatura), enquanto os negros não fizeram distinção de etnia nas cenas positivas. Nas cenas negativas, os brancos que não apresentaram diferença de avaliação entre as etnias, e os negros, contrariando totalmente o esperado, avaliaram as cenas negativas com a criança negra de forma mais abstrata do que as cenas com a criança branca.
Experimento 2
A amostra consistiu em 88 participantes. 47,4% homens e 52,3% mulheres. Média de idade de 29,6 anos. 11,4% com o primeiro grau, 46,5% com o segundo grau, e 42,1% com o terceiro grau. Os critérios de seleção e categorização da amostra foram os mesmos utilizados no experimento 1.
O procedimento utilizado foi semelhante ao do experimento 1, diferindo em que a avaliação foi feita por frases formuladas pelos próprios participantes. As frases foram codificadas por três juízes de acordo com os graus de abstração do modelo de categorização lingüística de Semin e Fiedler, e avaliadas quanto ao grau de positividade e negatividade das frases, considerando-se também frases neutras.
Como no primeiro experimento, não se estabeleceu significância estatística que corroborasem completamente as hipóteses, mas grosso modo, analisando apenas as médias, tanto brancos e negros fizeram avaliações positivas condizentes com a literatura: mais abstratas para o ingroup e menos para o outgroup. Porém, nas avaliações negativas, houve uma total inversão em relação ao esperado, pois tanto brancos como negros avaliaram o ingroup de forma mais abstrata e o outgroup de forma menos abstrata.
Experimento 3
Este experimento difere dos anteriores quanto a amostra, pois os participantes são crianças de uma escola particular. Também houve mudanças no procedimento, sendo utilizado um instrumento computadorizado para a exibição das cenas e coleta de dados. Participaram do experimento 40 crianças. 52,5% participantes do sexo masculino, 47,5% do sexo feminino. A média de idade foi de 9,9 anos.
Novamente não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as médias das avaliações. Deixando de lado este critério, as médias mostraram uma avaliação positiva mais abstrata do ingroup por parte dos brancos, acontecendo o contrário na avaliação feita pelos participantes de etnia negra. Na avaliação das cenas negativas, a avaliação dos brancos que contrariou a hipótese, sendo mais abstrata para o ingroup, enquanto os negros avaliaram o outgroup de forma mais abstrata.
Experimento 4
Neste experimento, participaram 21 crianças com média de idade de 10,8 anos, sendo selecionados e categorizados da mesma forma que no experimento 3. Os equipamentos e procedimentos utilizados foram semelhantes ao do experimento 3, diferindo na forma de coleta da avaliação das cenas, sendo através de um relato livre.
Observou-se neste experimento uma diferença significativa na avaliação das cenas positivas, havendo interação entre a etnia do participante e do personagem. Nas cenas negativas, a influencia da etnia foi apenas marginal. A análise das médias revela que a avaliação feita por brancos e negros a esperada pela hipótese do viés lingüístico intergrupal. Na avaliação negativa, só os participantes de etnia negra avaliaram de forma congruente à hipótese.
Conclusão
Apesar deste estudo não ter encontrado resultados compatíveis com a hipótese do viés lingüístico intergrupal, ele permite algumas reflexões, principalmente quanto as peculiaridades da população brasileira e baiana. Além de possíveis problemas metodológicos na condução do estudo, deve-se também esclarecer se a população investigada difere de forma saliente quanto aos valores considerados importantes e identidade social e étnica em relação a populações de outros países onde foram realizadas outras pesquisas. Estudos sobre a linguagem e as relações intergrupais são de grande relevância, porém devem contemplar a grande complexidade do fenômeno, acentuando-se ainda mais a importância do acumulo de conhecimento pela comunidade cientifica.
Referência: Pereira, M. E. ; Fagundes, A. ; Silva, J. e Takei, R. Os estereótipos] e o viés lingüístico intergrupal. Interação (Curitiba), 7, 1, 127-140, 2003.
Placas e cartazes: o invasor

Fonte: Radio Interferencia
Estereótipos e música: Sigur Rós
Contribuição: Leandro Rocha
Notícia do dia: Ministério Público do RS é tendencioso e preconceituoso, diz advogado do MST
Matéria publicada no Portal UOL reproduz as posições do advogado do MST, Jacques Távora Alfonsin, para quem a atuação do Ministério Público no caso é tendenciosa e preconceituosa. Clique aqui para ler a matéria
Resenha: A imagem da enfermagem frente aos estereótipos: uma revisão bibliográfica
Leandro Rocha
O texto aborda a problemática dos entraves criados na relação enfermeira-paciente em função dos estereótipos negativos que os cliente podem vir a assumir em relação à enfermagem. A pesquisa bibliográfica realizada pelo autor remete ás origens históricas de preconceitos referentes à categoria profissional. Principalmente pelo fato de a profissão ter sido exercida durante uma grande parte da história por mulheres e, ainda, por tratar-se de um trabalho manual, foi sendo considerada como ofício de menor valor pela sociedade.
Nota-se que a atribuição da profissão a mulher antecede uma abordagem estritamente científica a respeito do tema. A concepção predominante, principalmente durante a idade média (1979 apud Paixão) era a de que a própria natureza estabelecia a separação entre a enfermagem como uma atividade feminina e a medicina como masculina. A atribuição dos créditos pela cura à figura do médico relegava as enfermeiras uma posição menor, pois seus cuidados com o paciente não conduziriam à cura do mesmo. No período medieval, em função da reforma protestante, países que adotaram o protestantismo como religião dispensaram as freiras católicas que exerciam às funções de cuidados características das enfermeiras. A ausência de pessoas para desempenhar essa função coube então a mulheres mal remuneradas, mal preparadas e de moral duvidosa, que não tinham outra opção como meio de vida, que não fosse a de tomar o lugar das freiras. A população começou a evitar os hospitais por causa disso, preferindo, muitas vezes, ficar doente em casa.
Com o passar do tempo a enfermagem foi ganhando uma nova perspectiva à medida que o trabalho das enfermeiras foi sendo remunerado. A aderência simbólica da imagem de quem antes cuidava diretamente dos doentes sem receber nada em troca à imagem do dinheiro não foi bem recebida pela população. A soma desses fatores levou a enfermagem a ser vista como uma atividade essencialmente feminina – há referência no texto de que até a década de 1970 as enfermeiras eram selecionadas diretamente nas escolas e a convocação priorizava pessoas do sexo feminino ( 1997 apud BATISTA; BARREIRA).
A pesquisa bibliográfica revela, ainda, que a atividade da enfermeira, apesar de essencial, estaria sempre subordinada à do médico. Consequentemente, quanto maior a disponibilidade da enfermeira para seguir ordens, melhores profissionais estas seriam. Por esta mesma interpretação chega-se à dedução de que quanto menor a autoridade das enfermeiras, mais sobressalente se tornaria o ato médico. A veiculação de uma imagem estereotipada da categoria na mídia, apelando para o erotismo alocou por muito tempo as profissionais da área na categoria de símbolos sexuais, mas de forma depreciativa, induzindo a uma desconsideração da atividade realizada.
Conclusão
Estudo e identificação dos estereótipos negativos presentes no imaginário popular a respeito das enfermeiras parecem ser as principais ferramentas para alterar esse quadro e combater o preconceito vigente delineando estratégias para a valorização e afirmação do trabalho da categoria. Simultaneamente, o adequado tratamento da imagem desta levará à uma maior credibilidade junto à sociedade e ao merecido prestígio.
Referência: Santos, C. e Luchesi, L. A imagem das enfermeiras frente aos estereótipos: uma revisão bibliográfica.Proceedings of the Brazilian Nursing Communication Symposium, 2002, São Paulo, Brasil
