Artigo publicado: exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

Título: Exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

Autores: Brigitte Vittrup and George W. Holden

Periódico: Analyses of Social Issues and Public Policy, 9, 1

Abstract: clique aqui
The purpose of this study was to test the potential of educational television and parent–child discussions about race to change White children’s attitudes toward Blacks. Ninety-three White children ages 5–7 and their parents participated. Families were randomly assigned into three experimental groups and one control group. Those in the experimental groups were asked either to show their children five educational videos, with or without additional discussions, or to have race-related discussions with their children without the videos. Improvements were seen in children’s out-group attitudes in both the video and discussion groups, whereas in-group attitudes decreased for those who watched videos and had discussions with their parents. Results revealed lack of parental compliance. Even when instructed to do so, only 10% of parents reported having in-depth race-related discussions with their children. Children’s racial attitudes were not significantly correlated with those of their parents, but children’s perceptions of their parents’ attitudes were positively correlated with their own. Reasons for parents’ reticence about race discussions, their outcome implications, and directions for future research and intervention are discussed.

Artigo publicado: Decreasing Gender Prejudice Among Children

Título: Teaching Children Fairness: Decreasing Gender Prejudice Among Children

Autores: Britney G. Brinkman, Allison Jedinak, Lee A. Rosen and Toni S. Zimmerman

Periódico: Analyses of Social Issues and Public Policy, 9, 1

Abstract: clique aqui
Elementary school children (66 girls and 55 boys, aged 10–13 years) in the Western United States participated in a program designed to teach them about fairness and to decrease their engagement in gender-prejudice behaviors. The study utilized a pretest/posttest design comparing students in the treatment group to students in a control group. Children and teachers completed measures regarding the children’s engagement of gender prejudice among their classmates, and students participated in focus groups after completing the program. At posttest, students in the treatment group reported experiencing less gender-prejudice by their classmates than students in the control group. Teachers also reported fewer gender-prejudice behaviors by the students in the treatment group. Qualitative analyses of the focus groups revealed that the students reported learning to challenge gender role stereotypes and endorsed a commitment to treating boys and girls fairly.

Grupo jovem de um cursinho pré-vestibular

Autoras: Agda Mariana Andrande, Ana Carolina de Oliveira, Carolina Sulz, Olga Amazonas e Rosilene Silva

Sabendo-se que as principais atividades cotidianas são feitas em grupos, e ressaltando-se a percepção do grupo como uma entidade e não como um conjunto de indivíduos, tem-se a idéia da importância destes na vida dos indivíduos e da sociedade. Deste modo, os grupos se mostram de extrema relevância na formação da identidade psicossocial dos indivíduos à medida que são responsáveis pela concretização das idéias e valores de justiça; bem como proporcionam um espaço para a comparação do comportamento da própria pessoa em relação ao comportamento de um outro membro, possibilitando, assim, um julgamento das suas condutas.

Há uma dificuldade em definir o que é grupo, pois existe ausência de uma posição conceitual no mínimo heterogênica. Todavia a fator que mais caracteriza os grupos é que, em todos eles, duas ou mais pessoas se relacionam para uma finalidade e estas consideram essa relação significativa.

Esta dificuldade encontrada na formulação de uma definição para o conceito de grupo reflete, de certo modo, as distintas acepções que se tem acerca desse termo. Desta forma, o conceito de grupo não deve ser entendido de forma genérica, uma vez que o termo engloba diversos tipos de grupos específicos, percebidos e compreendidos de divergentes formas.

O grupo selecionado para a realização do estudo em questão mantém uma interação diária desde que as aulas do cursinho pré-vestibular começaram. Ao decorrer do convívio em sala, os integrantes foram aos poucos descobrindo os interesses e pontos de vista de seus colegas e, dessa maneira, criando laços e afinidades uns com os outros, consequentemente formando grupos.

Através do convívio diário no cursinho, os integrantes vão se expondo ao contato maior uns com os outros, já que eles não interagem apenas durante as aulas, mas também durante os intervalos, durante o horário do lanche e assim vão conhecendo melhor uns aos outros, seus objetivos pessoais e suas características próprias.

Considerando a estrutura do grupo em questão, quanto ao tamanho, grau de intimidade e função, pode-se inferir que se trata de uma galera: grupo pequeno, primário e com função sócio-emocional.

O grupo constitui-se pequeno, pois é formado com menos de 30 integrantes. O grupo também possui a característica de ser sócio-emocional, pois a maioria de suas atividades ocorre, por parte dos membros, em busca de um afeto, de interação social e afiliação e não para a realização de tarefas.

O referido grupo é composto por 6 pessoas e possui um alto grau de interação, com contato face à face entre os membros (característica de grupos primários); havendo aceitação e colaboração íntima, sendo fundamental para a formação da natureza e os ideais sociais dos indivíduos. Apesar de ser predominantemente sócio-emocional, em algumas situações são orientados pela tarefa, já que muitas vezes os integrantes se reúnem com o objetivo de formar grupos de estudo.

As fotos revelam um local de descontração durante o intervalo entre as aulas do cursinho. Trata-se da ala de alimentação de um shoping certer que se localiza ao lado do cursinho, onde o grupo lancha, conversa e interage.

De acordo com o que relata uma das integrantes do grupo, as duas fotos parecem ter sido escolhidas porque revelam um momento e um ambiente de descontração, que possibilita aos membros descansar e, sobretudo aliviarem a pressão causada pelo vestibular. Desta forma o grupo da importância a esse ambiente a medida que nele os membros encontram-se relaxados, podendo aliviar o stresse da sala de aula, e conversar sobre outros assuntos que não os referentes ao cursinho ou as provas de vestibulares.

Os significados atribuídos a esse contexto aparecem como os opostos aos atribuídos a sala de aula. “O horário do lanche no intervalo é o horário em que a gente conversa sobre nossos objetivos, sobre a vida pessoal, sobre os relacionamentos, o que é muito diferente do que a gente vê dentro da sala de aula ou dentro do ambiente de cursinho”, “As meninas ao saírem da sala… vão ter uma vida social”.

Os significados atribuídos refletem desta forma, a descontração proporcionada pelo ambiente menos tenso que a sala e a possibilidade de se trocar experiências pessoais.

O local onde a foto foi tirada é o shopping ao lado do cursinho. Desta vez o grupo procurou focar a relação deles com integrantes de outros grupos (exogrupo). A importância dada ao contexto reside justamente no fato de este possibilitar o gesto de amizade. Vemos assim o significado positivo que o grupo atribui ao contexto que permite a aproximação entre pessoas de distintos grupos.

As fotos  revelam ambientes distintos, mas que guardam importância e significados muito próximos. A primeira foto  foi tirada no corredor do cursinho, enquanto o grupo aguardava o professor. Os integrantes que contem a prova de vestibular na mão estão discutindo sobre alguma questão entre si, ou tirando alguma dúvida. Só na segunda foto  observamos a interação entre os integrantes na sala de aula. As importâncias dadas aos contextos são semelhantes à medida que revelam a interação, a troca de idéias e a possibilidade de se aumentar o aprendizado do grupo. Neste caso observamos no grupo uma função mais orientada para uma tarefa, apesar da sua função ser predominantemente sócio-emocional. Os significados atribuídos perpassam não apenas pela questão do rumo do grupo para um objetivo específico, a possibilidade de interação com outros grupos ressalta nestes contextos objetivo de um grupo maior (todo o cursinho), que é ser aprovado no vestibular.

Nesta foto os membros do grupo estão na sala esperando o professor dar início a aula. A importância e o significado dessa fotos estão atrelados a questão das conversas curtas, pois o foco principal no momento é a aula – neste momento pode-se inferir que estão voltados pra tarefa .

Espiritismo, Juventude e Amizade: uma tarde com um grupo de jovens espíritas.

Autores: Fabiana Bispo, Felipe Guedes, Guilherme Paim e Pedro Henrique

São inúmeros os grupos dos quais participamos durante a nossa vida e cada um deles contribui de maneiras e em graus diferentes para o nosso processo de socialização. Por isso, principalmente durante a juventude – fase reconhecidamente marcada pela adesão a diferentes tipos de grupos – a nossa vida encontra-se estreitamente ligada às formações grupais a que participamos, sendo fundamental para a formação da nossa identidade.

Para que uma unidade social seja definida como um grupo em sua totalidade, ela deve ser constituída por duas ou mais pessoas, que se reconheçam e sejam reconhecidas como parte desse grupo (filiação), que se comuniquem e se influenciem, que tenham objetivos compartilhados e que compartilhem normas ou regras referentes aos limites dos seus comportamentos e aos modelos de ação.

Apesar da diversidade das formações grupais, todas elas admitem na sua estruturação a formação de um dilema entre a tentativa de que os seus participantes possuam características em comum e a necessidade de não sufocar a liberdade individual deles o que poderia levar à estagnação. Por isso, para que um grupo se mantenha “saudável”, deve aprender a conciliar a homogeneidade e a heterogeneidade dos seus membros. No caso do grupo em análise, nota-se que há uma pressão no sentido da homogeneidade de seus integrantes. Ora essa pressão aparece explicitamente quando, por exemplo, eles se utilizam da educação para propagação de um conhecimento que deve ser compartilhado por todos:

“O principal objetivo é passar a mensagem pro grupo“ ou “Os princípios da educação espírita no sentido de formação de um ser integral.”

Ora ela aparece de forma implícita quando fazem referência ao comportamento da fundadora da casa espírita que deve ser seguido.

“Um exemplo a ser seguido.”

Ainda levando em consideração a diversidade, utilizamos alguns critérios para categorizar e diferenciar os vários tipos de grupo, são eles: tamanho, grau de intimidade  (ou tipo de contato entre os membros) e função.

Baseado nos elementos apresentados anteriormente sobre as formações grupais, podemos caracterizar o grupo em questão como pequeno, pois possui uma média de dez participantes e cada indivíduo tem contato com os outros membros. Com relação ao grau de intimidade, seria caracterizado como primário, por apresentar laços estreitos e comunicação direta entre os membros (isso permite uma formação de valores e atitudes comuns e o compartilhamento dos mesmos). Enquanto à função, o grupo possui um caráter duplo: em certas situações se apresenta como “orientado para tarefa”, quando, por exemplo, desempenha atitudes relacionadas a caridade, grupos de estudo com o objetivo de aumentarem o conhecimento sobre a própria doutrina e quando exercem o papel de evangelizadores, propagando esse conhecimento; em outros momentos fica evidente o caráter sócio-emocional existente na relação entre os membros, quando, por exemplo, estes enfocam a amizade que os une e também quando compartilham outros espaços para se confraternizarem.

“Cumprir um compromisso que foi feito no mundo espiritual de estar trabalhando junto…e a gente tá cumprindo esse compromisso, e, além disso, estreitando laços”

Todas essas características fazem com que o grupo apresente um certo grau de entitatividade, ou seja, não seria apenas um conjunto de indivíduos, mas sim um “elemento” que teria características e atributos próprios; um ente propriamente dito.

Na saúde e na doença: grupo unido, da escola à bolsa de valores

Autores: Amanda Baptista, Carolina Abreu, Eliana Almeida, Rebeca Martins e Rodrigo Rodrigues.

Definição de Grupo
São nos grupos que as relações entre os indivíduos são estruturadas e padronizadas, eles são de extrema importância porque dão apoio social, um modelo cultural em que se pode guiar o desempenho além de todos os tipos de recompensas e recursos adicionais.
O termo grupo refere-se a uma unidade social que envolve duas ou mais pessoas e que possui todos os seguintes atributos:
1.Filiação: As pessoas que constituem o grupo são “integrantes” do mesmo. Para tal, é necessário que haja um sentimento de pertença por parte de cada um dos integrantes, de modo a se reconhecer e ser reconhecido, pelos demais membros, como parte dele.
2.Interação entre os integrantes: Indica que os membros do grupo interagem entre si, em outras palavras, se comunicam e influenciam.
3.Objetivos compartilhados pelos integrantes: Aponta para a interdependência dos integrantes em relação a realização de um objetivo.
4.Normas mantidas pelos grupos: As normas estabelecem limites ao comportamento e fornecem um modelo de ação comum ao grupo.
Grupo Selecionado
O grupo selecionado exemplifica um grupo de intimidade cuja relação é baseada em vínculos de amizade. O grupo é pequeno, formado apenas por quatro integrantes, cujo maior interesse funcional são as relações sócio-emocionais. Contudo, em momentos específicos, quando os membros se reúnem para falar de negócios, o grupo assume uma função orientadora para uma tarefa.
O grau de intimidade existente entre seus integrantes os classifica em um grupo primário, esse tipo de grupo é considerado básico para o desenvolvimento de valores e atitudes. As pessoas que estabelecem vínculos nesse tipo de grupo, freqüentemente compartilham valores e atitudes semelhantes. A interação entre os integrantes se dá tipicamente de forma espontânea, informal e pessoal de modo a ser comum a existência de fortes vínculos emocionais entre os envolvidos, em geral, seus integrantes se conhecem muito bem e se admiram, entre eles dá-se vital importância à amizade mútua.
Historia do Grupo
Os quatro integrantes do grupo em questão se conheceram no CPM (Colégio da Polícia Militar). Dois deles foram colegas ainda na alfabetização, nessa época eles eram “inimigos” chegando até a brigar em sala; os outros dois integrantes vieram estudar na mesma escola tempos depois, um deles, na primeira série e o outro apenas na oitava. Foi somente em 1998, quando cursavam a oitava série que o grupo se constituiu e solidificou. Eles começaram a encontrar afinidades e se associar com mais freqüência. Essa situação pode ser confirmada diante de teorias sobre coesão grupal:
A similaridade aumenta a afeição; portanto, grupos cujos integrantes têm escolaridade, etnia e status similares e tomam atitudes semelhantes têm coesão social maior.
A coesão de tarefas é outra forma importante de coesão grupal, geralmente, eles mantêm a união por estarem muitos envolvidos nas atividades do grupo. Os membros do grupo se caracterizam por ser brincalhões, gostarem de se divertir e de jogos que aticem a competição intragrupal, o que confirma as palavras de Raven e Rietsema (1957) “a coesão de tarefas é maior se os integrantes consideram as tarefas do grupo intrinsecamente valiosas, interessantes e desafiadoras.”
O grupo permaneceu mesmo após o término da escola “um dos méritos do nosso grupo foi não ter perdido essa essência, essa amizade”, disse um dos membros. O vínculo foi mantido e fortalecido devido ao interesse dos integrantes do grupo de sempre estar se comunicando e saindo juntos. Com o passar do tempo, outros objetivos foram agregados aos interesses do grupo, o que é muito importante para o funcionamento do mesmo.
A maior parte dos grupos funciona melhor quando há semelhança ou isomorfismo entre os objetivos de grupo e os objetivos individuais de seus integrantes. A expressão isomorfismo dos objetivos refere-se a um estado em que os objetivos de grupo e os objetivos individuais são semelhantes no sentido de que as ações que levam à realização dos objetivos do grupo também beneficiam o grupo, pois os integrantes são motivados a buscar atingir os objetivos do grupo e a contribuir com recursos e esforços (Sniezek e May, 1990)
Além da mudança de interesses, observamos que continua a haver convergência entre objetivos individuais e coletivos, isso pode ser exemplificado com a seguinte fala: “pra você ver como as brincadeiras evoluíram, hoje a gente brinca de bolsa de valores”.

Foto 1: pose para o clique

A primeira foto retrata o hobby do grupo: boliche. Por ser uma atividade que todos os integrantes gostam desde o tempo de faculdade e ser o local onde costumavam se encontrar para se divertir, o contexto passou a ter um significado na história do grupo assumindo um papel importante na solidificação dos laços de amizade. Além disso, o jogo estimula o lado competitivo dos integrantes do grupo, característica essa que sempre moveu muito a equipe; segundo eles, ‘sempre tiveram essa questão de concorrer, de apostar’.

Foto 2: Cores diferentes para pesos diferentes

Nessa foto, os integrantes do grupo pensaram em deixar a foto proporcional, por colocar duas pessoas de cada lado, e mostrar, ao fundo, os pinos do boliche. Segundo eles, mostrar os pinos foi uma forma de representar o local que quiseram retratar. O grupo também citou o motivo de cada bola que seguravam ser de uma cor diferente: “cada bola tem um peso diferente, e ai cada pessoa se adéqua mais a determinado peso… a gente escolheu as bolas que a gente costuma jogar de acordo com o peso”.

Foto 3: Pagando as contas

A pessoa que tirou a foto fez um registro espontâneo de um dos momentos da reunião social: pagar a conta. Os gestos, segundo os membros, representam um desconforto em relação ao pagamento ao mesmo tempo em que se torna mais uma oportunidade de descontração, característica marcante do grupo.

Foto 4: Tudo legal?

A configuração da foto (a ordem e a pose) não foi previamente determinada, não havia nenhum motivo específico. Contudo, o momento foi intencionalmente escolhido pelo grupo para representar a transição entre o jogo de boliche e os jogos de ficha.

Foto 5: Descontração na sinuca

A foto representa outro jogo praticado pelo grupo, a sinuca. A escolha dos elementos da foto indicam a intencionalidade de representar a atividade que o grupo estava desempenhando no momento. Um dos integrantes se destaca pela forma não-convencional em que posiciona o taco, segundo ele, lembrou dos tempos do colégio militar e tentou representar uma arma, o que se tornou motivo de piada e de interpretações dúbias. Ao fundo, percebe-se um quadro em branco, que anteriormente havia sido preenchido com os apelidos dos integrantes do grupo e que por motivos internos à sua dinâmica, foram ocultados. Para eles, os apelidos são uma forma divertida de identificação – geralmente se referem à características físicas e de personalidade – ao mesmo tempo em que se tornam moeda de troca frente à ameaça de revelá-los, momentos estes que geram descontração e diversão.

Foto 6: Momento da resenha

A situação retratada nessa foto é muito comum nas atividades do grupo. “Essa foto foi representando o grupo conversando, como normalmente fazemos. Sentamos no bar e começamos a falar besteira” – diz um dos integrantes do grupo. Eles decidiram que a foto deveria parecer espontânea, mas um dos integrantes olhou para a câmera no momento da foto. Diante da situação descrita, os demais aproveitaram para expressar o contexto lúdico do grupo “A gente estava tentando fazer com que parecesse que o que a gente estava conversando ali fosse a respeito de Marcus (o único que olhou para a foto)”.