Notícia do dia: orixás deixam de ser nome de ruas de Feira de Santana

Contribuição: Andréia Oliveira

Sai Xangô, entra São Lucas; sai Oxumarê, entra Rosa de Saron; sai Ogun Sete Linhas entra Maranata. Partece que a intolerância religiosa está ganhando terreno na Câmara Municipal de Feira de Santana. Clique aqui para ler a matéria publicada no Correio da Bahia.

Seminários abertos sobre estereótipos, preconceitos e exclusão social, Tolerância e intolerância religiosa, Pastor Adilson Lordelo

Pastor Adilson Lordelo

Igreja Presbiteriana do Brasil

Tolerância e intolerância religiosa

Seminários abertos sobre estereótipos, preconceitos e exclusão social.

Salvador, Bahia, 18 de fevereiro de 2008

Universidade Federal da Bahia

Seminários abertos sobre estereótipos, preconceitos e exclusão social: Makota Vildina Pinto, Tolerância e intolerância religiosa

Makota Valdina Pinto

Terreiro Tamari Junsara

Tolerância e intolerância religiosa

Seminários abertos sobre estereótipos, preconceitos e exclusão social

Salvador, Bahia, 18 de fevereiro de 2008

Universidade Federal da Bahia

Seminários abertos sobre estereótipos, preconceitos e exclusão social: 18 de setembro

Pelo fim da perseguição

PELO FIM DA PERSEGUIÇÃO AO TERREIRO DA CASA BRANCA DO ENGENHO VELHO

O Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho, Ilê Axé Iyá Nassô Oká, é uma das Casas de Culto mais antigas e respeitadas da religião dos Orixás, conhecida e venerada em todo o país. Foi o primeiro templo religioso afro-brasileiro a ser tombado como patrimônio histórico do Brasil. Foi também reconhecido como patrimônio cultural da Cidade do Salvador pela PMS, que primeiro o tombou e depois o tornou Área de Preservação Cultural e Paisagística deste município. O terreno que encerra os seus principais templos foi desapropriado pela PMS e doado à associação civil que representa sua comunidade religiosa. Posteriormente, o Governo do Estado desapropriou também, para o mesmo efeito, a chamada Praça de Oxum, que integra o conjunto monumental deste famoso Terreiro. Tudo isso está bem documentado, é de conhecimento público e matéria de lei que não pode ser ignorada.

Como todos sabem, a Constituição Brasileira, no seu artigo 150, considera imunes de taxas os templos religiosos. Não cabe dúvida de que o Terreiro da Casa Branca é um templo religioso. Como tal, aliás, foi tombado pela União e pelo Município. Podem testemunhá-lo o Ministério da Cultura e a própria Prefeitura Municipal do Salvador. Documentos etnográficos e laudos periciais o atestam abundantemente. Não se compreende, portanto, porque motivo, ou com que propósito, a Prefeitura Municipal do Salvador insisiste em cobrar imaginário débito de IPTU ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho e ameaça levar a leilão seus monumentos, seu território sagrado. Por acaso cobra-se IPTU da Igreja do Bonfim, do grande templo da Igreja Universal, dos lugares sagrados de outros credos e denominações religiosas em Salvador? Porque com as religiões do povo negro é diferente? Porque os templos afro-brasileiros são tratados de forma discriminatória? Não estão as autoridades do município conscientes de que o povo o da Bahia merece respeito e suas tradições de origem africana devem ser valorizadas? As ameaças que acompanham a insistente, impertinente, importuna e desrespeitosa cobrança de um imposto indevido têm levado o desassossego a veneráveis e idosas sacerdotizas, ao povo-de-santo da Casa Branca e de toda a Bahia. É preciso pôr fim a esta ofensa ao sentimento democrático dos baianos, fazer cessar este insulto à cultura, esta agressão ao direito. A intolerância religiosa e o racismo institucional devem ser combatidos. O povo baiano não aceitará esse vexame, essa vergonha. O Grupo Hermes de Cultura e Promoção Social, o Espaço Cultural Vovó Conceição e o Projeto Egbé denunciam esse descalabro e conclamam todos a lutar para que os direitos das comunidades afro-brasileiras não sejam pisoteados. PELO FIM DA PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA! PELO FIM DO RACISMO!

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