Notícia do dia: professor recusa-se a pedir perdão por frase racista

Matéria do jornal Correio da Manhã, de Lisboa, relata o impasse que está ocorrendo em Santarém, onde um professor acusado de proferir uma frase racista se recusa a pedir desculpas. Clique aqui para ler a matéria e preste uma atenção especial ao comentários dos leitores

4 Replies to “Notícia do dia: professor recusa-se a pedir perdão por frase racista”

  1. Diogo Araújo disse:

    O professor pode ter sido apenas infeliz ao tartar o menino daquela forma, a investigação vai revelar (ou não). Porém, os comentários dos leitores realmente revelam um problema mais profundo. Um dos comentários chega a sugerir que as pessoas vitimas de discriminação fazem “tempestade em copo d água” e deveriam apenas ignorar as ofensas recebidas, como se bastasse fechar os olhos pra se evitar levar um murro na cara. Aqui no Brasil, muitos defendem que o racismo esta presente em grande escala dentro da sociedade, outros dizem que não é bem assim, que vivemos sim no paraíso da tolerância racial. Mas creio que antes desta discussão, deve-se deixar bem claro que, muito ou pouco presente, o racismo é sempre abominável, e que fazer vista grossa diante de manifestações racistas se não é leviandade trata-se de pura adesão mesmo.

  2. O que me chama atenção é:
    1- A justiça não condenou o professor mesmo adimitindo que ele chamou o menino de preto.
    2-O professor nega a desculpa pois não reconhece ter chamado o menino de preto.
    O professor também delcara ser contra o uso dessas expresões, inclusive alertando seus alunos quanto a questão.

    Então, a desculpa da Juíza para a não-condenação é de que foi um ato isolado do professor.
    Me parece que a Juíza, não tendo provas, não condenou o professor e para não ficar mal diante da mídia politicamente correta exigiu um pedido de desculpas.

    Os comentários deveriam, portanto, ser sobre a lei e não sobre um caso particular que pelo jeito não condena o professor.

    A lei é que tem que ser esclarecida. Chamar uma pessoa que tem pele escura de preto é crime? porque? onde esta o racismo ai?

    Dai você vai ter um monte de gente explicando porque é racismo, e um monte explicando porque não é racista.

    É ou não é?

    O que não pode acontecer é estereoptipar os que digam que não é racismo como racistas que acham que o racismo não existe. São coisas bem diferentes
    Proponho esse debate.

  3. Diogo Araújo disse:

    Me parece claro que as leis devem estar em consonância e dialogando com os usos e costumes da sociedade de cada tempo. Existe um espaço interpretativo para se avaliar se uma dada situação configura-se como infração ou não. Evidentemente, não se poderá fazer uma lista de palavras proibidas no tratamento a pessoas de diferentes etnias. Chamar alguém de “preto”, “nêgo”, “neguinha”, “pretinha”, “macaco”, “cabelo-ruim”, etc. pode ou não se tratar de manifestação racista, dependendo do contexto, já que comunicação entre as pessoas vai muito além do mero símbolo verbal. Cabe as autoridades estarem preparadas para lidar com esta realidade (até pra saber se esse exame da OAB vale mesmo alguma coisa). Alias, eu diria que todo cidadão deveria se preocupar em entender como se deu e como se dá o racismo no Brasil.

  4. Leiam na integra aqui a lei de racismo de 1989: http://209.85.165.104/search?q=cache:9Ii-ZKmKAbUJ:www.amperj.org.br/store/legislacao/leis/L7716_racismo.doc+lei+de+racismo&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br

    A lei inclui também discriminação religiosa.
    Concordo com Diogo, acredito que devemos estudar o racismo no Brasil, principalmente para não transpormos modelos de racismo de outros países para cá, o que geralmente acontece propositalmente ou não.
    Um ponto que eu gostaria de colocar é que o Brasil não é um país racista, mas um país que tem pessoas racistas.
    A diferença é que um país racista implica necessariamente, organizações racistas, partidos politicos racistas ou associações racistas como já ocorreu nos EUA e ocorre ainda hoje em muitos países da europa. O Brasil nunca teve esse tipo de coisa, apesar de sempre ter tido pessoas racistas.

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