Estereótipos e esportes: mulher piloto de Fórmula 1

Contribuição: Clara Vasconcelos, Daiana Nogueira e Gilcimar Dantas

Ainda nos dias de hoje, observa-se que a fórmula 1 é um esporte eminentemente machista. Em pleno século XXI alguns esportes ainda são concebidos como unicamente masculinos ou femininos. Mulheres ou homens que quebram este paradigma sofrem discriminação e são alvo de preconceito inclusive por parte de colegas de profissão. Leia reportagem sobre última mulher que tentou participar da Fórmula 1 e foi vítima da frase: “mulher no volante, perigo constante”; enunciada pelo ídolo nacional neste esporte: Ayrton Senna:

2 comentários sobre “Estereótipos e esportes: mulher piloto de Fórmula 1

  1. Muito interessante o post.
    Eu me interesso timidamente pelo automobilismo, e quando me deparo com uma questão como essa, fico pensando em até onde a culpa do fracasso das mulheres na F1 (e em outras categorias, como a Indy, que tem ainda hoje uma piloto, se não me engano, também inexpressiva) vem da falta de talento das próprias, ou de um desestímulo geral da sociedade quanto à dobradinha mulheres + carros (isto, claro, tirando os eventos como o Salão do Automóvel, onde elas são badulaques a mais, acessórios de um brinquedo para homens, mas isso é outra discussão…).
    Esclarecendo: não bastando a falta de confiança, que com certeza existe, por parte das escuderias quanto às mulheres, a escassez de mulheres talentosas no esporte se deveria também a uma base cultural. Desde pequenos, meninos são estimulados para brincar de carrinho, colecionar modelos etc., e um pai mais empolgado (e abastado) vai e leva o menino pra fazer kart. O molequinho vai tomando gosto pela coisa, e isso só deixa a família, amigos do papai etc. mais felizes com o rebento. E vai se formando um novo talento nesse âmbito. E as meninas? Será que são assim tratadas quanto ao esporte?
    Com certeza, já as mais inocentes brincadeiras com carrinhos que as meninas possam vir a promover serão vistas com desconfiança e “nariz torto”. Daí, não há talento que floresça. Giovanna Amati é um caso extremamente sui generis, que fugiu a esse círculo vicioso… mas o mais fácil é resolver a questão com chavões como o emitido por Ayrton Senna, sem pensar muito no assunto.

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