Notícia do dia: testes de personalidade oferecem uma nova visão sobre os estereótipos de gênero

Matéria publicada no The New Zealand Herald relata uma pesquisa feita pela firma de consultoria SHL na qual foram analisadas as respostas de testes de personalidades aplicados a 6215 pessoas que estavam a procura de emprego entre os anos de 2001 e 2005. Os resultados não evidenciaram qualquer diferença nas respostas de homens e mulheres, o que pode sugerir que os estereótipos de gênero são cada vez menos prevalentes. Clique aqui para ler a matéria

O trabalho e os dias (11)

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O essencialismo e a categorização social

O essencialismo psicológico, definido por Medin (1989) como a tendência das pessoas a atuarem como se houvesse essências nas coisas, ou seja, como se existissem estruturas subjacentes que tornam as coisas o que elas em definitivo são, impõe uma diferença fundamental em relação às teorias clássicas da categorização, pois enquanto o essencialismo postula que a semelhança entre os objetos é uma conseqüência da categorização, as teorias clássicas sinalizam que a semelhança é a causa da categorização. Para os essencialistas, tanto as teorias implícitas quanto as semelhanças podem ser considerados guias para a categorização, sendo absolutamente necessário postular o impacto conjunto dos fatores superficiais e profundos durante o processo de categorização, justificando assim tese de que a inclusão de uma pessoa em uma categoria social depende tanto das semelhanças na aparência quanto das conjecturas disponíveis sobre a propriedade profunda das coisas percebidas. Em geral, são as coisas e não os humanos que são essencializados. O que faz, então, com que as pessoas e os grupos humanos também sejam essencializadas?

Fonte: Pereira, Marcos E.  O essencialismo e a explicação dos estereótipos. Manuscrito não publicado.

Inclusão de link

Acrescentamos à seção de links do blog um enlace com a versão em português do IAT, um teste de atitudes implícitas. Clique aqui.