Matéria publicada no The New Zealand Herald relata uma pesquisa feita pela firma de consultoria SHL na qual foram analisadas as respostas de testes de personalidades aplicados a 6215 pessoas que estavam a procura de emprego entre os anos de 2001 e 2005. Os resultados não evidenciaram qualquer diferença nas respostas de homens e mulheres, o que pode sugerir que os estereótipos de gênero são cada vez menos prevalentes. Clique aqui para ler a matéria
Dia: 10 de janeiro, 2008
O trabalho e os dias (11)

O essencialismo e a categorização social
O essencialismo psicológico, definido por Medin (1989) como a tendência das pessoas a atuarem como se houvesse essências nas coisas, ou seja, como se existissem estruturas subjacentes que tornam as coisas o que elas em definitivo são, impõe uma diferença fundamental em relação às teorias clássicas da categorização, pois enquanto o essencialismo postula que a semelhança entre os objetos é uma conseqüência da categorização, as teorias clássicas sinalizam que a semelhança é a causa da categorização. Para os essencialistas, tanto as teorias implícitas quanto as semelhanças podem ser considerados guias para a categorização, sendo absolutamente necessário postular o impacto conjunto dos fatores superficiais e profundos durante o processo de categorização, justificando assim tese de que a inclusão de uma pessoa em uma categoria social depende tanto das semelhanças na aparência quanto das conjecturas disponíveis sobre a propriedade profunda das coisas percebidas. Em geral, são as coisas e não os humanos que são essencializados. O que faz, então, com que as pessoas e os grupos humanos também sejam essencializadas?
Fonte: Pereira, Marcos E. O essencialismo e a explicação dos estereótipos. Manuscrito não publicado.
Inclusão de link
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