Notícia do dia: o dia em que os ricos não dormiram em paz

Para deleite dos tablóides populares, uma operação policial na Alemanha está tirando o sono dos ricos, envolvidos em fraudes fiscais de gigantescas proporções. Clique aqui para ler a matéria do diário espanhol El País

El Pas

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Categorização, essencialismo e estereótipos

O tópico da categorização tem sido objeto de interesse por parte dos psicólogos sociais há algum tempo, especialmente após Gordon Allport ter apontado o enorme impacto deste processo na expressão dos estereótipos e dos preconceitos. Um conjunto de teorias clássicas e contemporâneas tem acentuado algumas dimensões do fenômeno, embora nos últimos anos o papel das teorias implícitas disponíveis pelo agente cognitivo tenha passado a desempenhar um papel decisivo no estudo da categorização social.
A concepção essencialista da categorização tem se firmado, nos últimos anos, como uma das vertentes teóricas heuristicamente mais ricas neste campo de estudo e o interesse pelo estudo das diferentes formas de essencialismo no processo de ativação e aplicação dos rótulos verbais aos membros dos vários grupos sociais tem sido um objetivo constante de investigação entre muitos psicólogos sociais. Em suas linhas gerais, o essencialismo procura compreender como as pessoas habitualmente elaboram as suas percepções sobre os membros dos diversos grupos sociais, incluindo a si mesmo, aos membros do seu grupo e a dos outros grupos. O foco central de análise das teorias essencialistas da categorização reside no entendimento de que a categorização social depende tanto das similaridades que se manifestam no plano das aparências, quanto na crença, expressa por quem categoriza, de que os membros de um mesmo grupo compartilham uma estrutura profunda que permite que sejam diferenciados dos membros dos outros grupos.

Fonte: M. E. Pereira. El esencialismo y las explicaciones de los estereotipos. Manuscrito não-publicado.

Quão inevitável é categorizar?

Fazer julgamentos estereotipados não é prerrogativa de nenhum tipo de pessoa. Não é necessário ser insano, reacionário ou um hipócrita empedernido para categorizar as pessoas. Como diria um velho filósofo, julgar os outros mediante o uso de categorias é uma coisa humana, demasiadamente humana.