Diluindo estereótipos de gênero

Contribuição: Camila Leão

Fonte: Labrys, Estudos feministas

Autor: Marcos E. Pereira

Professor do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal da Bahia. O currículo Lattes pode ser acessado no site http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4799492A6

2 comentários em “Diluindo estereótipos de gênero”

  1. Achei muito interessante essa foto que postei pois retrata uma mudança que está acontecendo explicitamente na sociedade atual. As mulheres estão rompendo com os estereótipos de que “mulher faz amor e homem faz sexo”. Elas estão cada dia mais sexuais, isso é fato. Acho importante as mulheres conquistarem espaço em todos os âmbitos da sociedade, inclusive no que diz respeito à expressão de comportamentos antes reprimidos. Algumas atitudes sexuais eram exclusivamente atribuídas aos homens, afinal, eles eram os seres providos de alto nível de testosterona. Hoje, as mulheres têm liberdade para expor seus desejos sexuais, beijar em público, apertar o bumbum de um homem, elogiar um rapaz bonito… Enfim, direitos iguais, pelo menos nesse aspecto. Mas deve-se atentar para que a ruptura desse estereótipo de “amor e sexo” que separava com um abismo homens e mulheres, não se torne alicerce para a consolidação de estereótipos degradantes para com as mulheres. O poder de “poder fazer algo” deve ser usado de forma inteligente e moderada.

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  2. A posição da mulher ao longo da história vem demonstrando que sua trajetória tem sido marcada por intensas submissões, desvalorização e negação em vários âmbitos que abarcam desde o microssistema (relações pessoais face a face) ao macrossistema (relações globais que envolve os meios de comunicação em massa), bem como o âmbito cultural. Os argumentos desvalorativos, vez por outra, eram intercaladas por tímida movimentação do grupo estereotipado que, paulatinamente se tornaram mais freqüntes. Contudo, a imagem frágil, negativa, limitada da mulher é de tal forma enraigada que, nos dias atuais ainda paira como uma sombra no consciente popular e direciona muitos comportamentos. Por conta disso, ainda se vê olhos arregalados, queixo caído e expressão de espanto quando se observam mulheres totalmente independentes sexualemnte, que fala o que pensa, expõe e impõe seus pontos de vista e, acima de tudo, decide o que é melhor para si. Assim, a revolução sexual feminina expressa mais do que uma atitude em prol das necessidades do seu grupo, mais que isso, revela uma intolerância selvagem à enorme incompreensão demonstrada há séculos pelo corpo valorativo das diversas instituições sócio-culturais.

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