O goleiro e o absoluto


Fonte: Terra magazine

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Autor: Marcos E. Pereira

Professor do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (Mestrado e Doutorado) da Universidade Federal da Bahia. O currículo Lattes pode ser acessado no site http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4799492A6

9 comentários em “O goleiro e o absoluto”

  1. Quem é ou já foi goleiro sabe. Fechar um gol é uma sensação de onipotência absoluta! Vc barra, numa ação individual, toda uma construção coletiva. É algo que realmente infla o ego de qualquer sujeito.

    Vai ver que é por isso que os goleiros são figuras meio diferentes do resto do time, um tanto exóticas. Não só pela roupa diferente ou por pegar a bola com as mãos. É como disse a tirinha: é estar na beira do abismo, sempre no fio da navalha.

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  2. Ser goleiro é semtir-se dono de uma situação, como se todo o time dependesse só de você, porque os outros jogadores podem fazer gols belos, feios e até por acaso, mas mesmo assim não garantem a vitória, caso o goleiro de seu tme não tenham uma atuação brilhante, sim porque toda vez que um time ganha, independente dos acontecimentos o goleiro teve uma atuação brilhante. Alguns podem até me questionar que durante o jogo ele sofreu um “frango”, é mas e as outras bolas que ele buscou, agarrou, iniciou o ataque, por isto reafirmo teve vitória, teve goleiro brilhante.

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  3. Próxima vez que eu tiver um “baba” quero convidar a todos vocês. Sempre que rola uma bola, em todos os lugares, ninguém nunca quer ser o goleiro! É incrível, é clássico e é esperado.

    Desde a infância sempre foi assim. O dono da bola é o primeiro a ser escolhido e não vai pro gol. Os menos detentores de habilidades “futebolísticas” pra jogar de primeira tinham que calçar as luvas da desolação e pegar pelo menos um gol, no sentido metafórico, claro, pois nunca tinha luva.
    Ou então rola aquela velha escolha de números entre os jogadores do time e aí “de um a cinco?” alguém pergunta pro outro time, e a resposta, sempre “TRÊS!”, o escolhido ouve as risadas e depois um “vai pro gol!”.
    Quem usa óculos (como eu) sempre diz inultimente “não posso agarrar, pode quebrar o óculos” pra ouvir um “então tira!”. E as velhas frases “tá cansado, vai pro gol!”, “pega só essa aí, vai…”.

    Ah, o baba.

    Bom, ainda que ser goleiro seja ser único, ainda sou do grupo dos que gostam mesmo é de fazer gol! (apesar de não ser muito bom nisso… he)

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  4. Goleiro filosofando em campo… É CAIXA! Não preste atenção, fique aí fazendo conjecturas rapá, tu levas no ângulo!

    Veja só que maldade: o goleiro não tem espaço no campo, aliás o único espaço é entre a rede e a última linha do gol que defende, quando a bola entra e ele vai lá buscar. Ora, se até a pequena área é de Romário; o resto do campo é do atacante, do meia, do zagueiro. Que maldade!

    Gosto muito desses caras, ou são do tipo “cabeça” ou do “po…ra louca”.

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  5. Marcus,

    Hahahaha! Pode me chamar pro gol pq eu amo essa parada! Modestamente, eu fechava, e sei que isso vira vício hehehehe. Até que eu dava meus lançamentos como segundo volante, mas a minha cachaça mesmo era pegar no gol!

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  6. Sempre joguei futsal, quando havia recreação eu ficava no gol, numa boa mas sem maiores pretenções, um dia, ainda no fraldinha, os 2 goleiros faltaram e o jogo era “importante”, fui parar no gol. Lembro que as 2 primeiras bolas que chegaram eu nem vi, mas bateram na trave, goleiro bom tem sorte, salvei outras 2 que bateram em cima de mim. O jogo acabou 4X4, o time “sem goleiro” segurou o resultado. Eu fui embora com um sentimento diferente, depois daquele dia voltei a jogar na linha, mas sempre que podia treinava com os goleiros, virou vício. Nunca mais precisou alguém pedir, sempre me ofereci a ser o primeiro no gol e poucas vezes pedi para sair.
    Não sei o que é melhor, marcar ou evitar o gol. Mas pessoalmente acho que o sentimento de superioridade é muito maior quando se evita um gol certo, quando ninguém mais acredita, o goleiro salva o mundo de milhares de torcedores.
    É impossível assistir ao Marcos, Dida ou o Rogério e não ver a posição como absoluta, o dono do jogo.

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  7. Hauhauh. Temos de fazer uma pesquisa. Todos os psicólogos já foram goleiros? Realmente é linda a emoção de não deixar nenhuma bola entrar no gol. Ainda mais em algum campeonato. Só aquele momento basta. Rs.

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