Resenha: Estilo de vida como indicador de saúde na velhice

Pérola Cavalcante Dourado

O artigo em questão retrata o quanto o estilo de vida influencia na saúde e qualidade de vida na velhice. Para além dos aspectos comumente enfocados como providenciais para uma velhice tranquila, como a manutenção de uma condição física favorável, e ações de previdência para uma vida financeira confortável, o texto enfoca o estilo de vida no tocante às ações mentais, estímulos à cognição, e ações como abrir-se a novos conhecimentos e práticas.
Embora hoje percebamos o advento de trabalhadores em idade de aposentar-se que optam por manter-se na ativa, percebe-se como tendência natural que a aposentadoria coincida cronologicamente com a entrada na velhice. Normalmente atribui-se ao aposentado e idoso características como obsolescência mental, desestímulo social e ausência de estímulos cognitivos, fatores que aliados a uma sensação de inabilidade social, por ter pertencido a gerações anteriores e por possivelmente não abrir-se a novos aprendizados, o que consequentemente trariam a situação de isolamento social.
O cenário atual nos impele cada vez mais a pensar em políticas de valorização da população de idosos, pois o aumento da expectativa de vida, aliada a baixas taxas de natalidade em muitos países, especialmente na Europa, fazem com que propiciar um envelhecimento com saúde tenha se tornado um dos desafios do século XXI. É importante ressaltar a importância do que representam as diferenças entre as áreas médicas destinadas tanto a pesquisar e curar; patologias atribuídas à senilidade, a Geriatria, e acompanhar e assistir o envelhecimento natural, proposta da Gerontologia de propiciar qualidade de vida nessa etapa da vida. É também importante ressaltar a importância de pesquisar o fenômeno do envelhecimento, e também as características individuais, resultantes de caracteres genéticos, socioculturais, históricos e psicológicos, o que traz uma miscelânea de padrões que não podem ser igualados.
Diferenciando a senescência, ato natural de envelhecer, de senilidade, que concerne às patologias que incapacitam ou cerceiam a autonomia do idoso, há de se atentar para que sejam propostos instrumentos que preservem tanto quanto possível a capacidade funcional do idoso, ou seja, sua autonomia e independência.
São dados como deteriorantes do estímulo à cognição o desuso, desestímulo de novos aprendizados, e o desengajamento social. É determinada a estrita relação entre a cognição e a qualidade de vida buscada, no sentido de que a primeira fará com que os idosos permaneçam abertos a mudanças e mentalmente ativos e produtivos, fazendo uso de suas habilidades pré-existentes, e até as que ainda não foram descobertas e utilizadas, a fim de manter um estilo de vida saudável.

Referência bibliográfica: Figuereido, V. L. M. Estilo de vida como indicador de saúde na velhice. Ciência & Cognição, 04, 12, 156-164, 2007

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