Artigo publicado: Development of Child Abuse Scale

Título: Development of Child Abuse Scale: Reliability and Validity Analyses

Autores: Farah D. Malik e Ashiq A. Shah

Periódico: Psychology & Developing Societies, 19,161-178, 2007

Resumo: clique aqui para obter

Notícia do dia: protestos em frente ao Daily Express

O website rinf.com, Progressive Media Activism, informa que cerca de cinquenta ativistas porotestaram em frente ao prédio do tablóide sensasionalista inglês Daily Express, acusando o tablóide de publicar diariamente manchetes que promovem estereótipos e incitam o ódio racial. Clique aqui para ler a matéria

Eventos socialmente construídos: flash mob na tv japonesa

Carnaval, Bahia: instantâneos (4)

Mudança do Garcia

Conceitos fundamentais: atribuição da causalidade

chamada

A teoria da atribuição da causalidade, cujos princípios foram postulados inicialmente por Fritz Heider (1970) nos anos 60, sugere que o ser humano envida todos os esforços necessários para explicar os acontecimentos aos quais presencia e para tal estabelece uma diferenciação entre as causas que podem ser atribuídas à pessoa, as chamadas causas disposicionais, como por exemplo, aos fatores de personalidade, a motivação para realizar alguma coisa, os esforço despendido em uma tarefa, e aquelas que podem ser imputadas à situação, como, por exemplo, o impacto de normas e das expectativas sociais.
A teoria da atribuição da causalidade sustenta-se no entendimento de que as pessoas usam os objetos e eventos presentes no seu universo psicológico para construírem modelos causais, indutivos ou dedutivos, nos quais são estabelecidos relacionamentos entre causas e efeitos.

Fontes:
Marcos E. Pereira. Introdução à Cognição social. Manuscrito não publicado.
Heider, Fritz (1970). Psicologia das relações interpessoais. São Paulo: Pioneira

Artigo publicado: Attribution of Blame for Riots

Título: Ingroup Bias, Intergroup Contact and the Attribution of Blame for Riots

Autores: R. Barry Ruback e Purnima Singh

Periódico: Psychology & Developing Societies , 19, 249-265, 2007

Resumo: clique aqui para obter

Notícia do dia: e quando acordei estava em uma banheira de gelo, sem os rins….

Matéria publicada por Cíntia Acayaba e Matheus Pichonelli, da Agência Folha, discute, usando como referência a tese de doutorado defendida cor Carlos Renato Lopes, na USP, como a internet favorece a expansão das lendas e dos mitos urbanos. Clique aqui para ler a matéria.

Carnaval, Bahia: instantâneos (3)

Mudança do Garcia

O romantismo naturalista e a origem dos estereótipos sobre os brasileiros

Artigo publicado no website Ciência Hoje, Portugal, por Edson Struminski, aponta a origem dos estereótipos sobre os brasileiros e chama a atenção para o papel desempenhado pelo movimento do romantismo naturalista, adotado como política de estado, no reinado de D. Pedro II. Clique aqui para ler a matéria.

Ciência Hoje, Portugal

Conceitos fundamentais: processos automáticos e controlados

chamada

Estudos desenvolvidos entre as décadas de 70 e 80 (Anderson, 1985; Bargh, 1984; Posner & Snyder, 1975; Shiffrin & Schneider, 1977) permitiram estabelecer as principais diferenças entre os processos automáticos e os controlados. Como o auto-monitoramento é um elemento definidor do processamento controlado, o agente cognitivo deve está sempre procurando ajustar o andamento do processo, comparando-o com o estado final almejado, algo que não ocorre no caso dos processos automáticos, pois estes, uma vez disparados, geralmente por um ato consciente, permanecem ativos mesmo sem qualquer tipo de interferência por parte do agente. Como envolve o monitoramento conscientemente, os processos controlados requerem muito mais tempo para serem completados que os processos mentais automáticos. Em relação ao manuseio do fluxo da informação, presume-se que os processos controlados estejam subordinados a um tratamento serial, em que os elementos são processados um a um, enquanto os processos automáticos podem processar várias unidades de informação em paralelo. Para serem capazes de tratar várias informações ao mesmo tempo, os processos automáticos devem se manifestar nas circunstâncias em que a tarefa a ser realizada não apresenta um grau de dificuldade muito grande ou que o agente possui um domínio tal da tarefa, que pode se desvencilhar dela de uma forma habitual e rotineira. Os processos controlados são mais apropriados para lidar com as coisas que exigem alguma dificuldade para serem realizadas ou quando se está a aprender uma determinada tarefa. De acordo com Posner e Snyder, a principal diferença entre os dois processos depende da aceitação da função geral cumprida pelos mesmos na adaptação do organismo humano ao ambiente: os processos automáticos se encarregam de realizar um mapeamento das regularidades de longo prazo encontradas no ambiente, sendo incapazes de se adaptar às flutuações que se manifestariam em curto espaço de tempo, enquanto os processos controlados seriam mais flexíveis, sendo capazes de se adaptar às mudanças mais sutis que se manifestam em curto espaço de tempo.

Fontes:
Anderson, J. (1985). The cognitive psychology and its implications. Chicago: Worth Publishing.
Bargh, J. (1984). Automatic and conscious processing of social information. Em R. S. Wyer, Jr & T. Srull (Eds.). Handbook of Social Cognition.(Vol. 3, p.1-44). Hillsdale, NJ: Erlbaum.
Pereira, Marcos E. Psicologia Social dos Estereótipos. São Paulo: EPU, 2002
Pereira, Marcos E. Introdução à Cognição Social. Manuscrito não publicado
Posner, M. & Snyder, C. (1975). Attention and cognitive control. Em R. L. Solso (Ed.), Information processing and cognition: The Loyola symposium (pp. 55-85). Hillsdale, NJ: Erlbaum
Shiffrin, R.M. & Schneider, W. (1977) “Controlled and automatic information processing: II. Perception, learning, automatic attending and a general theory. Psychological Review, 84, 125 190.