Os estereótipos e o viés linguístico intergrupal

Um programa sistemático de investigação das relações entre os estereótipos e a linguagem se fundamenta no modelo das categorias lingüísticas intergrupais de G. Semin e K. Fiedler. Tais estudos diferenciam quatro categorias lingüísticas predominantemente utilizadas na descrição de pessoas e eventos: 1) os verbos que descrevem ações; 2) os verbos que interpretam ação; 3) os verbos que fazem referências a estados duradouros, e 4) os adjetivos.
Os verbos descritivos, como o próprio termo indica, descrevem objetivamente comportamentos específicos e observáveis com começo e fim claro delimitados, referindo-se a situações e objetos específicos, sendo muito difícil atribuir qualquer conotação positiva ou negativa. Verbos, como, por exemplo, beijar, olhar ou chutar, geralmente indicam ações com um nível de abstração muito baixa, sendo utilizados para fazer referências a eventos e situações que se manifestam em uma dimensão concreta. No plano fenomenológico, um forte indicador de um uso adequado dessa categoria lingüística é a presença de pelo menos uma característica física invariante (chutar, por exemplo, envolve necessariamente a utilização dos pés que atinge, com uma certa intensidade, a um outro objeto).
Os verbos que interpretam uma ação vão além da mera descrição do evento ou da situação, pois neles se encontra subjacente uma interpretação, que, por sua vez, introduz um certo componente semântico negativo ou positivo em relação à situação que está sendo submetida à avaliação. De forma semelhante aos verbos descritivos, os verbos interpretativos também podem fazer referências a ações específicas, que temporalmente diferenciam o início e o fim do evento. Alguns verbos característicos dessa categoria incluem aqueles como ajudar, ofender, inibir ou ameaçar.
Os verbos que se referem a estados duradouros indicam a existência de estados emocionais, afetivos ou mentais relativamente permanentes e claramente discerníveis. Podemos assinalar, também, que embora eles se refiram a comportamentos, situações ou objetos claramente especificados, é impossível identificar, no plano temporal, o início ou fim daquele estado. Verbos tais como acreditar, odiar, admirar ou desejar podem ser incluídos nessa categoria.
Os adjetivos, por sua vez, podem ser considerados como a categoria que proporciona o grau mais alto de abstração. O seu aspecto mais característico é que eles se referem às características disposicionais do indivíduo, o que, em certa medida, impõe uma certa interpretação de estabilidade do padrão de comportamento, que se manifestaria de forma independente dos contextos históricos, geográficos e culturais no qual ele se manifesta.
O argumento central da hipótese do viés lingüístico intergrupal é a de que um mesmo comportamento pode ser codificado de acordo com diferentes níveis de abstração, a depender da dimensão axiológica, dado que ele pode ser positiva ou negativamente avaliado, e a depender da afiliação do protagonista da ação, pois ele pode pertencer ao in ou ao outgroup. Os psicólogos sociais certamente reconhecem que tal linha de argumentação se assemelha aos arrazoados apresentados pelos teóricos atribuicionais, pois parecem evidentes as semelhanças entre o viés lingüístico intergrupal e o conceito de erro atribuicional fundamental, característico das teorias atribuicionais da causalidade. Esta última noção sugere uma tendência a avaliar ao comportamento dos outros de uma forma diferenciada, pois se a ação for uma ação positiva dos membros do próprio grupo, a causa do comportamento é a atribuída a fatores de natureza pessoal ou interna, enquanto o mesmo tipo de ação, quando encetada por membros do outgroup, tende a ser interpretada como produzida por fatores de natureza externa ou situacional. No caso dos comportamentos negativos observa-se o oposto, uma vez que as ações negativas dos membros do ingroup tendem a ser explicados por meio de referências a causas externas, enquanto o mesmo tipo de ação, quando se trata dos membros do ingroup tendem a ser explicados através de referências características situacionais.
Ampliando o alcance do modelo do viés lingüístico intergrupal, podemos dizer que a linguagem pode ser utilizada como meio de facilitar ou dificultar as confirmações das idéias previamente existentes a respeito do in e do outgroup. A linguagem abstrata, evidentemente, oferece mais informações sobre o protagonista, dado que os elementos retratados indicam características inerentes ao indivíduo, denotando algo que é estável e típico do ator (ele é honesto ou ele é agressivo). Pode-se esperar, portanto, que ela seja tipicamente utilizada para descrever comportamentos negativos dos membros do outgroup e comportamentos desejáveis dos membros do ingroup. Quanto menos abstrata for a linguagem, mais se manifesta uma certa dissociação entre o ator a e cena, pois o foco passa a ser, evidentemente, a situação na qual a ação se manifesta. Esta modalidade de linguagem, conseqüentemente, deve ser prioritariamente utilizada para comunicar os comportamentos negativos, inesperados ou indesejáveis dos membros do ingroup e positivos ou desejáveis dos membros do outgroup. Nesse sentido, pode-se afirmar que o viés lingüístico intergrupal ajuda a promover o próprio grupo, retratando-o de forma favorável, o que, em certo sentido, contribui para que o indivíduo, concomitantemente, desenvolva ou mantenha uma imagem favorável de si mesmo.
Afora isso, o viés lingüístico intergrupal pode ser interpretado como um indicador implícito de preconceito . As conseqüências práticas do viés lingüístico intergrupal são bastante evidentes, pois, se os comportamentos estereotipados dos membros do outgroup são geralmente retratados como negativos, eles tendem a ser codificados de uma forma mais abstrata, o que certamente torna a mudança ou mesmo a supressão dos estereótipos e preconceitos uma tarefa bastante difícil.

Fontes:
Maass, A. Salvi, D. Arcuri, L. e Semin, G. (1989) Language use in intergroup contexts: The linguistic intergroup bias. Journal of Personality and Social Psychology, 57, 981-993.
Pereira, M., Fagundes, A. e Takei, R. (2003). os estereótipos e o viés linguístico intergrupal. Interação em Psicologia, 7, (1),127-140
Semin, G.R. e Fiedler, K. (1988) The cognitive functions of linguistic categories in describing persons: social cognition and language. Journal of Personality and Social Psychology, 54, 558-568.
Von Hippel, W., Sekaquaptewa, D. e Vargas, P. (1997). The linguistic intergroup bias as an implicit indicator of prejudice. Journal of Experimental Social Psychology. 33, 490-509

 

Estereótipos e publicidade

O cinema faz a festa com os estereótipos. Como contar uma história em uma hora e meia sem fazer apelo a clichês, cenas obrigatórias e personagens estereotipados? Se com quase duas horas a disposição é praticamente impossível fugir dos estereótipos, imagine a farra quando se dispõe de apenas 30 segundos para dar conta do recado? Os estereótipos se manifestam com toda força na publicidade. Como se diz por aí, quem já viu propaganda de cerveja sem loira gostosa? E de fraldinhas do neném sem a feliz e carinhosa mamãe? Esta situação, suponho, não deve agradar aos publicitários. Pelo menos a alguns, a se considerar, por exemplo, o recém lançado concurso cujo objetivo é premiar peças publicitárias criadas sem o apelo ao uso de estereótipos. Pode até ser que surjam soluções criativas, mas suponho que o uso de estereótipos e clichês irá perdurar enquanto existir a publicidade tal como a conhecemos. O que imagino que os publicitários possam fazer é desistir de acerditar na possibilidade de fazer publicidade sem o uso dos estereótipos e procurar a entender melhor como a publicidade se apropria e passa a se utilizar dos estereótipos e dos contra-estereótipos. E claro, seria bom que isto fosse feito com uma certa sutileza, para evitar certos exageros.

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Preconceito e discriminação

A noção de preconceito se refere a uma atitude injusta e negativa em relação a um grupo ou a uma pessoa que se supõe ser membro do grupo. Ainda que literalmente possa significar ‘tratar alguém de uma forma diferente’, o conceito de discriminação tem por referente um comportamento manifesto, geralmente apresentado por uma pessoa preconceituosa, que se exprime por uma atitude de favorecimento aos membros do próprio grupo e/ou pela adoção de um atitude explícita ou implícita de rejeição dos membros dos grupos externos.

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. São Paulo: EPU, 2002

 

O trabalho e os dias (1)

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Terça-feira, 04 de dezembro de 2007, 16:04

Sighele e os estereótipos sobre as multidões

De forma compatível com a tese predominante à época em que viveu, Scipio Sighele acreditava que, em reunião, os seres humanos suprimiam e não somavam as suas forças. Ele defendeu o argumento de que em um hipotético colóquio de vinte ou trinta homens da estirpe de Goethe, Kant, Helmholtz, Shakespeare ou Newton, ao tomar qualquer tipo de decisão, esta não se diferenciaria daquelas tomadas por uma assembléia qualquer. Tal suposição se mantinha de acordo com a interpretação de que um axioma atribuído a Herbert Spencer e muito influente na época – os caracteres dos agregados são determinados pelas características das unidades que os compõem – só seria aplicável nas circunstâncias em que se referissem a agregados compostos por unidades homogêneas e organicamente unidas entre si, situação nitidamente diferente dos comportamentos das multidões, cujas principais propriedades seriam a heterogeneidade e a inorganicidade. Assim, diante da impossibilidade da aplicação das leis da sociologia – restritas aos conjuntos homogêneos e orgânicos – seria pertinente a sua substituição pelas leis da psicologia coletiva, que por sua vez, seriam também distintas daquelas da psicologia individual.
No conjunto dos fenômenos coletivos, aqueles que melhor atenderiam aos requisitos de heterogeneidade e inorganicidade, e que, conseqüentemente, permitiriam melhor desvendar as leis que dominariam a psicologia coletiva, seriam os fenômenos multitudinários. Se as multidões pareciam ser a melhor alternativa para a investigação sistemática dos fenômenos coletivos, nada a estranhar que um criminalista se dedicasse ao estudo das multidões criminosas. O interesse de Sighele limitava-se, contudo, a encontrar uma alternativa aceitável para responsabilizar criminalmente os autores de crimes coletivos. Como cultor de uma ciência positiva, parecia-lhe insensato simplesmente abater as cabeças mais altas ou prender aqueles que não conseguiam se evadir a tempo para um sítio seguro. Assim, ao procurar atender às exigências de uma ciência penal positiva, apresenta um esboço de classificação para os crimes coletivos, assentado na distinção entre os crimes cometidos por tendências co-naturais da sociedade (o banditismo ou a máfia, por exemplo) daqueles cometidos devido à paixão da coletividade, que seriam os crimes cometidos pelas pessoas que se deixariam induzir emocionalmente pelos fervores multitudinários. No primeiro caso exigir-se-ia da sociedade uma responsabilização clara dos seus autores; no segundo caso o importante seria aceder a uma alternativa em que a sociedade pudesse se proteger dos crimes cometidos pela multidão. Nesse sentido, parece compreensível que o primeiro capítulo do livro A multidão criminosa ostente o título de Psicofisiologia das multidões. De acordo com as teses predominantes na época, os crimes multitudinais seriam explicados através da imitação ou em grau extremo pela epidemia, que por sua vez seria explicada pela sugestão. A imitação e a sugestão pareciam ser fenômenos disseminados em todas as sociedades, mas para Sighele o imitado não representava os traços que deveriam ser mais valorizado ma vida social e em decorrência da teoria dos grandes números, a multidão parece muito mais disposta a imitar atos socialmente reprováveis que aqueles valorizados pela sociedade.
Ao examinar os crimes cometidos pela multidão, Sighele acentua a presença de uma certa predisposição do povo em reagir de uma forma desmesuradamente violenta, talvez em razão da sua revolta face às condições que lhes eram impostas. Se a esta revolta latente fossem acrescentados outros fatores – a influência dos “loucos”, dos “depravados”, enfim da “lama social” onde impera a “embriaguez física”, o “vinho bebido em profusão”, a “orgia sobre os cadáveres” – amalgamar-se-iam todos os requisitos necessários para que a multidão fosse repentinamente lançada em uma vertiginosa carreira rumo a novos e novos crimes. Assim, o problema central do pensamento de Sighele – em que medida a multidão seria capaz de transformar um cidadão pacato, honesto e piedoso em um criminoso incontrolável e cruel – pode ser melhor discutido à luz de considerações de natureza axiológica.

Fontes: Sighele, Scipio. A multidão criminosa. Rio: Simões, 1954
Pereira, Marcos E. Humor e estereótipos no ciberespaço. Tese de doutorado. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituto de Psicologia, 1996.

Em torno de um mesmo ideal

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O gato e seu dono

John. Simplesmente John. Decerto você lembra que o sobrenome de John é Arbuckle, não? Claro que não. Um camarada que arruma um gato não pode bater bem. Lembra-se do Garfield? Claro. E o que pensa do terno gatinho da animação de Simon Tofield? Simpático, não? E o John, afinal, representa bem o estereótipo do dono de gato?

Crenças e estereótipos: critérios para a classificação

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Os estereótipos são crenças. As crenças se organizam sob a forma de sistemas. Cada indivíduo adere a um número bastante substancial de crenças. Uma forma de impor uma organização a esta enorme diversidade é mediante a adoção de um esforço taxionômico, como o conduzido pelo professor Helmuth Krüger, que identifica as dimensões fundamentais a partir das quais é possível classificar e oferecer inteligibilidade a um conjunto heteróclito e disparado de crenças ordenadas sob a forma de sistemas:

a) o nível de consciência, uma vez que algumas crenças são resultantes de um esforço apurado de reflexão e crítica, enquanto outras são adotadas sem que seja possível identificar qualquer esforço sistemático de reflexão;

o grau de consciência da crença estereotipada é baixo, pois se trata de uma crença generalizada e não submetida a um esforço reflexivo sistemático;

b) o objeto da crença, pois as crenças podem ter por referente pessoas, o mundo objetivo, o si mesmo e entidades ideais ou abstratas;

as crenças estereotipadas se referem a grupos e categorias sociais humanas. É inadmissível fazer alusões a estereótipos de animais, objetos, coisas e demais entes inanimados;

c) o modo, desde que algumas crenças podem ser afirmativas, enquanto outras tendem a ser negativas;

usualmente as crenças estereotipadas são expressas sob forma afirmativa, embora seja possível a expressão dos estereótipos mediante o uso de asserções de caráter negativo;

d) a aceitação pessoal, pois algumas crenças são acompanhadas por um forte sentimento de certeza, enquanto outras são expressas sem qualquer convicção;

os estereótipos são crenças a respeito de grupos sociais, cujo grau de certeza pode ser variável, a depender de quem crê e do conhecimento sobre o grupo alvo;

e) a importância atribuída, uma vez que os indivíduos não atribuem a mesma importância ou não aderem com o mesmo fervor a todas as classes de crenças;

estereótipos são crenças a respeito de grupos sociais, cujo grau de importância é variável e depende daquele que crê;

f) a congruência entre crenças e ações, dado que algumas crenças são acompanhadas por ações congruentes, enquanto em outras circunstâncias não ocorre qualquer congruência entre a crença e a ação;

O mais usual é que as crenças estereotipadas sejam acompanhadas por ações consistente com o que se acredita.

g) perspectiva temporal, pois umas crenças podem se referir ao passado, ao presente ou ao futuro;

as crenças estereotipadas geralmente se referem ao presente, embora nada impeça que elas possam fazer alusão ao passado ou mesmo a uma certa perspectiva futura.

h) consenso ou concordância social, pois algumas crenças obtém um alto grau de concordância social, enquanto outras encontram apoio, quando o encontram, apenas em grupos minoritários;

uma crença estereotipada depende de um forte grau de compartilhamento social, senão estaríamos a falar de crenças idiossincráticas e não de crenças estereotípicas;

i) a necessidade lógica, dado que é justificado estabelecer uma distinção entre as crenças que são capazes de se exprimir sob a forma de verdades necessárias e outras que exprimem apenas afirmações contingenciais.

as crenças estereotipadas devem ser entendidas como explicações ou teorias a respeito dos atributos ou das ações de outras pessoas.

Fontes: Krüger, Helmuth. Psicologia das Crenças: perspectivas teóricas. Tese de concurso para professor titular do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1995
Pereira, Marcos E. Humor e estereótipos no ciberespaço. Tese de doutorado. Instituto de Psicologia. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1996

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Endogrupo e exogrupo

Estereótipos e categorias sociais

Estereótipos: noções fundamentais
Estereótipos e estereotipização
Estereótipos e racionalização

A baianidade e seus subterfúgios

Salvador, Bahia, segunda-feira, oito horas da noite. Peguei um táxi para ir ao supermercado. O motorista, claro, com o rádio ligado. Um radialista , famoso por sua alacridade, passou a desancar, ao vivo e sem subterfúgios, a (falta) de educação do povo baiano. Não ficou pedra sobre pedra. Mijar em qualquer canto, parar o carro no meio da rua e atrapalhar o trânsito na maior desfaçatez, tratar qualquer um, independente de idade, sexo ou religião, de forma descortês, enfim, uma série de mazelas que quem vive na cidade de todos os santos conhece bem e de tão acostumado nem leva mais a sério. Claro que os comentários demandariam uma reflexão mais aprofundada a respeito dos muitos anos de desgoverno de um certo partido que tinha vergonha do próprio nome, da herança maldita deixada pelo império despótico do “senador do povo”, assim como da completa ausência de valores que parece imperar na nossa terra de ninguém. Não foi bem isto que se viu em seguida. Imediatamente o radialista mudou de assunto e passou a fazer troça, junto a um colega, de um habitual comentarista da rádio, que felizmente para o radialista e os seus colegas de batente, e infelizmente, ou não, para o alvo das gracinhas, não se encontrava presente. O teor dos comentários do radialista, assim como os termos e as expressões utilizadas, foram absolutamente impróprios para menores, e constrangedores, para não dizer outra coisa, para um ouvinte que não comunga com a esculhambação que se apossou da terra de Gregório de Matos. Longe deste que escreve ironizar ou mesmo desancar o radialista. Ele apenas reproduziu o que anteriormente criticara. Isto apenas demonstra quão fácil é ver os defeitos dos outros e como estes mesmos predicados podem ser interpretados como uma coisa positiva, a depender do alvo, da boa vontade e do estado de espírito de quem está julgando.

Cartoons racistas

Durante muitos anos as minorias foram retratados de forma estereotipada no rádio, na televisão, no cinema e nas histórias em quadrinhos. Este filme é uma compilação de cenas nas quais os negros são retratados de forma estereotipada na cultura americana no primeira metade do século XX. Vale o exercício de identificar a expressão dos diversos estereótipos e avaliar em que medida eles ainda permanecem vivos.

Fonte: CineGraphic