Estereótipos e turismo: praia do amor

outubro 5, 2011
Contribuição: Zélia Fernandes

O prefeito lançou a campanha de verão para Guaibim, município que fica a 17 Km de Valença.Haverá a inauguração de uma ciclovia  e o lançamento da idéia : Guaibim , praia do amor para isso foram feitas algumas estátuas, entre elas essas que mostram um mulata e um homem branco representando Adão e Eva.

guaibim

Fonte: http://riounafm.blogspot.com/2011/10/praia-de-guaibim-agora-e-praia-do-amor.html

Artigo publicado: The Hollow Legal Shell of European Race Discrimination Policy: The EC Race Directive

setembro 20, 2010

Título: The Hollow Legal Shell of European Race Discrimination Policy: The EC Race Directive

Autores: Luke Mason

Periódico: American Behavioral Scientist 2010;53 1731-1748

Resumo: http://abs.sagepub.com/cgi/content/abstract/53/12/1731


Estereótipos e anedotas étnicas: numa ilha deserta

agosto 23, 2010

Contribuição: Vanda M. dos Santos

Um negro, um judeu e um branco estão perdidos numa ilha deserta e acham uma garrafa mágica que abrem. De dentro dela sai um gênio, q diz q, em agradecimento, realizará um pedido de cada.
O negro diz que deseja que todos os seus irmãos de raça, que foram tão perseguidos durante toda a história, voltem para a África, e que esta se transforme em um continente rico e pacífico, onde possam viver felizes para sempre.
“PRONTO!”, diz o gênio. E o negão desaparece!
O judeu diz que quer algo parecido, mas com a perseguida raça judia: que todos voltem para Israel, a Terra Prometida, e possam lá viver em paz até o fim dos tempos.
O gênio estala os dedos: – JÁ FOI!!!
E desaparece Isaac.
Fica só o branco junto com o gênio, que lhe pergunta:
- Bem, só falta vc… Qual seu pedido???
- Vc quer dizer que todos os negros voltaram para a África, e todos os judeus foram prá Israel, e não vão mais sair de lá???
- Exatamente! Agora falta seu pedido. O q vc vai querer?
- Materialize aí um Martini para eu comemorar!!!


Estereótipos e anedotas: dois amigos sem preconceitos

maio 18, 2010

Contribuição: Vanda M. dos Santos

- Vc se acha preconceituoso?
- Eu? Claro que não!
- Nem um pouquinho???
- Nadinha…
- Nada, nada, nada??? Não tem nenhum preconceito por nenhuma raça, religião ou povo???
- Bem… Pensando bem, eu só não sou muito chegado nos alemães…
- Por quê???
- Porque deviam ter acabado de vez com os judeus, mas fizeram um trabalho de preto retado e não conseguiram…


Estereótipos nos desenhos infantis

maio 18, 2010

Contribuição: Zélia Quadros



Estereótipos e a luta contra os preconceitos

maio 16, 2010

Contribuição: Mariana Barreto

” Enquanto a cor da pele dos homens for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra…”

Fonte: Blog Mãe Favero

Estereótipos e celebridades: Tiger Wood

janeiro 12, 2010

Em que medida o interesse da mídia pelos eventos nos quais estiveram envolvido Tiger Wood e o seu batalhão de amantes reforça os estereótipos dos homens negros?


Artigo publicado: Is Love Colorblind?

agosto 9, 2009

Título: Is Love Colorblind? Political Orientation and Interracial Romantic Desire

Autores: Paul W. Eastwick, Jennifer A. Richeson, Deborah Son, and Eli J. Finkel

Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin 2009;35 1258-1268

Resumo: clique aqui para obter


Artigo publicado: When Race Matters

agosto 7, 2009

Título: When Race Matters: Racially Stigmatized Others and Perceiving Race as a Biological Construction Affect Biracial People’s Daily Well-Being

Autores: Diana T. Sanchez and Julie A. Garcia

Periódico: Personality and Social Psychology Bulletin 2009;35 1154-1164

Resumo: clique aqui para obter


Resenha: a expressão das formas indiretas de racismo na infância

julho 7, 2009

Contribuição: Gilcimar Dantas

Estudos que analisam preconceitos em crianças afirmam que estas se tornam menos preconceituosas após os sete anos de idade a partir do amadurecimento de estruturas cognitivas já existentes. Entretanto, há uma contradição entre a diminuição do preconceito a partir do sete anos de idade e atitude preconceituosas dessas mesmas pessoas quando adultas. Sendo assim, em contraposição à abordagem cognitiva do desenvolvimento, França e Monteiro buscam demonstrar, por meio de uma pesquisa realizada em escolas públicas e privadas do Brasil, que a expressão do preconceito não diminui, mas apenas modifica a sua forma de se manifestar tornando-se menos direta. Para tanto, foram realizados três estudos no intuito de avaliar o efeito da saliência nas formas de expressão de racismo na infância e o processo de socialização da norma anti-racista em dois grupos de idade – crianças entre cinco e sete nãos e entre oito e dez anos. No primeiro estudo procurou-se investigar as formas indiretas de racismo em contextos aonde a discriminação poderia ser justificável e em outro no qual a discriminação não poderia ser justificável nos dois grupos de idade. As crianças foram entrevistadas individualmente, tendo como estímulo fotografias de crianças negras e brancas, e ainda quatro pequenos tijolos e seis doces de brinquedo. Durante a entrevista, era contada à criança uma história a qual ela estava querendo construir uma casa (para as meninas) ou uma garagem de brinquedo (para os meninos) e que seria necessária a ajuda de crianças que ganhariam doces como recompensas. Os tijolos eram usados para representar o quanto cada criança da fotografia, branca ou negra, havia carregado. Numa situação o alvo branco carregava mais que o alvo negro e numa outra o alvo negro carregava mais que o alvo branco, sendo que após o somatório final, ambos tinham carregado a mesma quantidade de tijolos. Os resultados indicaram que no contexto em que se justificava a discriminação as crianças mais novas recompensavam mais o branco, ao passo que as mais velhas eram igualitárias. Já no contexto em que a discriminação não era justificada ambos os grupos recompensavam mais o branco. No segundo estudo foi utilizada uma entrevistadora negra a fim de manipular um contexto onde uma norma anti-racista estivesse muito ou pouco saliente. Este estudo teve como objetivo verificar se a presença da entrevistadora negra influenciaria na expressão do racismo entre os dois grupos de idade. As crianças foram abordadas em sala de aula tendo sido entrevistadas individualmente. A entrevistadora contava uma história de duas crianças, uma negra e uma branca, que precisavam de contribuições para comprar bicicletas. Havia diante dos entrevistados dois mealheiros, trancados com cadeado, um com a foto da criança negra e outro com a da criança branca, aonde os entrevistados colocariam as suas contribuições (cédulas de brinquedo de um real) na quantia que desejassem. Os resultados desse estudo indicaram que houve discriminação do alvo negro por parte das crianças, sendo que quando a entrevistadora estava presente as crianças entre dez e oito anos contribuíam de maneira igualitária ao contrário do que faziam quando a entrevistadora não estava. Por outro lado, as crianças entre cinco e sete anos contribuíam menos à criança negra estando a entrevistadora na sala de aula ou não. Partindo do pressuposto de que a prática do racismo sutil está ligada às pressões da norma anti-racista, o terceiro estudo teve como objetivo verificar a partir de que idade as crianças interiorizavam essa norma através dos adultos. Participaram dessa pesquisa quinze crianças brancas e quinze mães também brancas. Neste trabalho foi utilizada uma lista com onze grupos (negros, pessoas racistas, homossexuais, índios, portadores do vírus da AIDS, motoristas barbeiros, cegos, pessoas feias, racistas, gordas, sujas e políticos) sobre os quais as crianças eram solicitadas a dizerem através de uma escala, que variava entre 1 (muito), 2 (talvez) e 3 (nada) o quanto gostavam de cada pessoa pertencente aos grupos listados. Lembrando que as escalas só foram aplicadas em crianças que foi verificado o seu conhecimento sobre o significado de cada um dos grupos listados. As mães, por sua vez, respondiam a uma escala que se referiam a esses mesmos onze grupos, que variava entre 1 (não está certo ter sentimentos negativos em relação a esse grupo), 2 (talvez esteja certo) e 3 (está certo ter sentimentos negativos em relação a esse grupo). Os resultados deste estudo demonstraram que os grupos alvo de preconceito por parte das mães foram políticos, pessoas racistas e homossexuais. As crianças entre cinco e sete anos se diferenciaram de suas mães apresentando preconceito relativo ao grupo dos negros enquanto que entre as crianças de dez a oito anos não houve essa diferenciação. Ou seja, elas não apresentaram preconceito contra negros, assim como fizeram as suas mães. Os resultados dessa pesquisa põem em questão a afirmação meramente cognitivista de que as crianças, ao se tornarem mais velhas, por já terem atingido a fase da descentração, seriam capazes de perceber a diferenciação no interior de cada categoria levando-as a agirem de maneira menos estereotipada. Para as autoras, a grande causa para esse tipo de comportamento seria a interiorização das normas sociais do racismo sutil e a capacidade de geri-las de acordo com o contexto. Não se pode esquecer também, que como se trata de uma pesquisa realizada em escolas brasileiras, não se deve perder de vista, também, os efeitos da democracia racial na qual a expressão do racismo se dá de maneira velada e cordial indo para além da interiorização de normas sociais anti-racistas por questões politicamente corretas. No Brasil, a expressão do racismo se torna sutil no intuito de “demonstrar” que todos os brasileiros são iguais racialmente e de que não há necessidade de se buscar mudanças sociais nesse campo. Referência França, D. X. e Monteiro, M. B. (2004). A expressão das formas indiretas de racismo na infância. Análise Psicológica. Vol. 4 (22): 705-720.


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