Notícia do dia: estereótipos no sistema judicial

Maio 8, 2008

Matéria publicado no jornal The Tenessean, de Nashville, registra o impacto dos estereótipos na decisão judicial a respeito da partilha de bens de um casal que acabara de se divorciar. Clique aqui para ler.


Estereótipos, preconceitos e o exercício do jornalismo: exercício de preconceito implícito na Folha de São Paulo

Maio 7, 2008

A Folha é um veículo de comunicação que a cada dia se identifica e é identificado com este país dentro do Brasil chamado São Paulo. Quando um editor deste jornal destila preconceitos por todos os poros, ninguém parece perceber. Clique aqui e leia o artigo publicado por um famoso jornalista e note quão preconceituosa uma pessoa pode ser, mesmo querendo pousar de avançada e politicamente correta, algo ainda mais grave quando se trata de um de jornalista que tenta aparentar uma enorme vocação para a defesa das causas educacionais. O título do artigo já diz tudo: deficit de QI baiano é verdade. Temos, no caso, um excelente exercício de como é possível ser ambíguo, irônico e não dizer nada … ou melhor, de como deixar as coisas claras, mesmo que aparentemente nada seja afirmado. Desde o começo, o artigo explicita que o déficit dos baianos é a contrapartida exata e simétrica do superavit do QI do paulista. Afinal, quem não tem QI é obrigado, por falta de oportunidades, ou porque o QI não é lá estas coisas mesmo, a ficar na Bahia. Ele provavelmente conhece bastante bem a Bahia, os baianos e sabe que o principal indicador de inteligência do baiano é se mudar para São Paulo, pois a criatividade do parco QI baiano sem a disciplina do superavitário QI paulistano não significa absolutamente nada. E claro, o exemplo mais marcante que o jornalista encontra para exemplificar o QI dos baianos é um famoso publicitário. O exemplo é perfeito, ilustra bem o que ele entende ser uma pessoa inteligente e indica, afinal, que o decisivo para a definição da inteligência de qualquer um, baiano ou paulista, é que a pessoa seja uma reluzente estrela de uma constelação (provavelmente uma constelação de publicitários e, claro, jornalistas).
O jornalista é ainda mais feliz ao aludir que São Paulo, o grande importador de cérebros, é o lugar onde se encontra a inovação e que esta anda lado a lado com a prosperidade. Fora desta ilha enorme de prosperidade e inovação sobraria apenas repetição e a mediocridade. Para o jornalista, portanto, o que divide o Brasil não é a desconcertante riqueza de uns poucos e injustificada miséria de uns tantos. Para ele temos dois Brasis, um das pessoas criativas e de alto QI que estão em São Paulo e os outros medíocres e repetitivos, que não conseguem nem mesmo pensar na hipótese de viver no Eldorado. Certamente ele deve ter dados que oferecam suporte a esta certeza, afinal, um jornalista/educador deve estar a par dos principais indicadores educacionais. Ou talvez, os índices, exemplos ou outros dados mais objetivos não sirvam para nada. Afinal, ele é membro do Conselho Editorial da Folha de Sâo Paulo ou seja, é uma reluzente estrela de uma brilhante constelação. E para o resto, para todos nós que não escolhemos, podemos ou queremos viver em São Paulo, sobra a mediocridade e a repetição à qual fomos condenados pelo nosso déficit de QI e pelo reluzente  jornalista.


Notícia do dia: estereótipos, cultura de massa e verdade

Maio 6, 2008

Matéria publicada no website Hardnews, de Nova Delhi, discute o imapcto da mídia na expressão dos estereótipos e como isto interfere na maneira pela qual as pessoas definem alguns argumentos como verdeiros ou falsos. Clique aqui para ler o conteúdo do artigo


Estereótipos e linguagem

Maio 5, 2008

Uma vez que a transmissão dos estereótipos envolve algum tipo de comunicação, a linguagem ocupa um papel fundamental na representação dos estereótipos, pois não só é impossível transmitir um estereótipo sem usar a linguagem, como também não se pode pensar na criação e mudança dos estereótipos sem levar em conta o papel desempenhado pela comunicação verbal. Além do mais, é importante assinalar que uma das características mais instigantes dos estereótipos é o uso de recursos lingüísticos especializados com a finalidade avaliar os grupos, como se observa quando, por exemplo, utiliza-se em algumas situações a palavra homossexual para se referir a um dado grupo social e em outras os termos viado, boiola ou bicha, uma vez que nestes últimos exemplos a utilização do estereótipo é muito mais poderosa, ocupando uma posição decisiva no sistema de armazenamento transpessoal da linguagem.

Fonte: Marcos Emanoel Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002


Biblioteca: inclusão de artigo

Maio 5, 2008

Conceitos básicos: falsas memórias

Maio 4, 2008

Um dos aspectos mais estudados pelos investigadores da memória é a questão das falsas lembranças. Lenton, Blair e Hastie investigaram experimentalmente, utilizando o paradigma de Deese-Roedinger-McDermott, a maneira pela qual associações estereotipadas indiretas produzem lembranças falsas. Fundamentalmente, este procedimento experimental consiste na apresentação de várias listas de palavras, cada uma composta por termos associados a uma palavra crítica não apresentada, avaliando-se posteriormente as diferenças na evocação através da rememoração ou do reconhecimento das palavras críticas quando comparadas com outras palavras não críticas. Resultados obtidos em vários estudos evidenciaram que os participantes “lembram” com muita freqüência as palavras críticas, embora elas não tivessem sido apresentadas de fato. Na tentativa de ampliar estas descobertas, os autores desenvolveram dois experimentos. No primeiro deles, era mostrado aos participantes uma lista de palavras constituída por uma série de papéis estereotipados, alguns tipicamente masculinos (soldados, advogados etc), outros claramente femininos (secretária, enfermeira etc). Posteriormente, foi realizado um teste de reconhecimento, na qual foram apresentadas palavras ausentes na lista anterior, especialmente termos que eram centrais aos papéis estereotipados. Os resultados do primeiro experimento demonstraram que independente de serem submetidos a uma condição experimental em que eram apresentados termos tipicamente relacionados a papéis masculinos ou femininos, os participantes apresentaram falsas lembranças mais freqüentes relativas aos papéis estereotipadamente consistentes, o que parece favorecer à hipótese de falsas lembranças podem ser produzidas por associações estereotipadas indiretas.

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002


Conceitos fundamentais: estereótipos e racionalização

Maio 2, 2008

Jost e Banaji consideram duas possibilidades dos estereótipos servirem como instrumentos para a racionalização. Em um nível mais individual, os estereótipos servem como justificativas para o próprio eu, permitindo que o indivíduo lide melhor e de uma forma mais confortável com as suas próprias atitudes preconceituosas e excludentes. Em um nível mais contextual, os estereótipos também cumpririam uma função de justificar as ações grupais, enquanto em um plano mais geral os estereótipos cumpririam a função de justificar o sistema, oferecendo os recursos cognitivos que permitam a manutenção da estrutura atual da sociedade em que os percebedores se situam

Fonte: Marcos Emanoel Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002


Notícia do dia: web site desafia estereótipos sobre HIV/AIDS

Maio 2, 2008

Matéria da Agência Reuters indica um web site no qual os criadores desafiam os usuários a identificarem as pessoas infectadas com o vírus HIV. Clique aqui para ler a matéria e aqui para acessar o site e se submeter ao teste.


Conceitos básicos: teoria realista do conflito

Abril 28, 2008

Desenvolvida inicialmente por Muzafer Sherif, defendia o argumento de que a competição por recursos escassos pode levar à discriminação e favorecer o desenvolvimento de relações de natureza antagônica entre os grupos. Acentuava, no entanto, que se fossem criadas condições capazes de propiciar a interdependência positiva entre os grupos, poder-se-ia esperar a formação de atitudes mais positivas, assim como comportamentos menos discriminatórios entre os membros dos vários grupos. Desde a sua origem, a teoria realista do conflito, apesar de ter obtido um amplo suporte empírico, parece falhar em um ponto essencial: não se pode admitir que o conflito de interesses entre os grupos deve ser uma condição absolutamente necessária e indispensável para o surgimento dos preconceitos e da discriminação intergrupal

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. SP: EPU, 2002


Artigo publicado: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces

Abril 28, 2008

Título: A Foot in Both Worlds: Asian Americans’ Perceptions of Asian, White, and Racially Ambiguous Faces

Autores: Eve C. Willadsen-Jensen e Tiffany A. Ito

Periódico: Group Processes & Intergroup Relations, 11, 182-200, 2008

Resumo: clique aqui para obter