Resenha: Estereótipos sobre idosos: uma representação social gerontofóbica

dezembro 20, 2011
Cecília Spínla

As autoras iniciam o texto incentivando uma reflexão sobre estereótipos e trazem alguns conceitos que clarificam o tema para os leitores. Entendido por Ayesteran e Pãez (1987) como “uma representação social sobre os traços típicos de um grupo, categoria ou classe social”, atualmente os estereótipos mais estudados são os étnicos, sendo também muito presente em nosso convívio social os estereótipos de gênero, profissão, classe social e o de ciclo de vida, objeto deste artigo.

As autoras alertam para a complexidade da literatura sobre o tema já que se trata de um “conceito multiunívoco – constructo categorial, generalizador, estável e definidor de um grupo social”.

No caso dos idosos, preconceito oriundo do ciclo de vida do indivíduo, a autora defende que este se caracteriza como uma representação social da gerontofobia, que se define como o “processo de estereotipia e de discriminação sistemática, contra as pessoas porque são velhas” (Staab e Hodges, 1998).

Neste processo se associam ao idoso conceitos e traços negativos associados à incapacidade, fraqueza e inutilidade, percepções pejorativas do fenômeno de envelhecer.

Vale ressaltar que o estereótipo sofre influência direta do contexto cultural em que está inserido, e na nossa atual sociedade vemos reforçado a visão da “velhice como uma doença incurável, como um declínio inevitável, que está votado ao fracasso”.

As autoras apresentam no artigo um estudo realizado na Université de Montreal por Champagne e Frennet que identifica catorze estereótipos mais frequentes em idosos, são eles:

* Os idosos não são sociáveis e não gostam de se reunir;
* Divertem-se e gostam de rir;
* Temem o futuro;
* Gostam de jogar às cartas e outros jogos;
* Gostam de conversar e contar as suas recordações;
* Gostam do apoio dos filhos;
* São pessoas doentes que tomam muita medicação;
* Fazem raciocínios senis;
* Não se preocupam com a sua aparência;
* São muito religiosos e praticantes;
* São muito sensíveis e inseguros;
* Não se interessam pela sexualidade;
* São frágeis para fazer exercício físico;
* São na grande maioria pobres.

A análise da pesquisa chama a atenção para a confusão de conceitos existentes que faz com que os pesquisados destaquem como características da velhice traços de personalidade e fatores socioeconômicos ao invés de características específicas do envelhecimento.

A partir deste ponto podemos refletir sobre a possível existência de mitos sobre o envelhecimento que impedem o estabelecimento de contatos e conhecimento verdadeiros sobre os idosos.

E com base nessa análise a autora conclui o artigo alertando aos leitores a necessidade de atentarmos para os mitos e estereótipos criados sobre a velhice, pois eles estão muitas vezes ligados ao desconhecimento do processo de envelhecimento mas mesmo assim geram enorme sofrimento nos idosos e influenciam fortemente na nossa interação com os idosos.

Referência: Martins, R. M. e Rodrigues, M. L. Estereótipos sobre idosos: uma representação social gerontofóbica. Millenium. Revista do ISPV, 29, 249-254, 2004


Estereótipos, adolescentes e a biebermania

novembro 29, 2011

Estereótipos e publicidade: children see, children do

dezembro 30, 2010

Artigo publicado: exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

dezembro 21, 2010

Título: Exploring the Impact of Educational Television and Parent–Child Discussions on Children’s Racial Attitudes

Autores: Brigitte Vittrup and George W. Holden

Periódico: Analyses of Social Issues and Public Policy, 9, 1

Abstract: clique aqui
The purpose of this study was to test the potential of educational television and parent–child discussions about race to change White children’s attitudes toward Blacks. Ninety-three White children ages 5–7 and their parents participated. Families were randomly assigned into three experimental groups and one control group. Those in the experimental groups were asked either to show their children five educational videos, with or without additional discussions, or to have race-related discussions with their children without the videos. Improvements were seen in children’s out-group attitudes in both the video and discussion groups, whereas in-group attitudes decreased for those who watched videos and had discussions with their parents. Results revealed lack of parental compliance. Even when instructed to do so, only 10% of parents reported having in-depth race-related discussions with their children. Children’s racial attitudes were not significantly correlated with those of their parents, but children’s perceptions of their parents’ attitudes were positively correlated with their own. Reasons for parents’ reticence about race discussions, their outcome implications, and directions for future research and intervention are discussed.


Artigo publicado: Decreasing Gender Prejudice Among Children

dezembro 19, 2010

Título: Teaching Children Fairness: Decreasing Gender Prejudice Among Children

Autores: Britney G. Brinkman, Allison Jedinak, Lee A. Rosen and Toni S. Zimmerman

Periódico: Analyses of Social Issues and Public Policy, 9, 1

Abstract: clique aqui
Elementary school children (66 girls and 55 boys, aged 10–13 years) in the Western United States participated in a program designed to teach them about fairness and to decrease their engagement in gender-prejudice behaviors. The study utilized a pretest/posttest design comparing students in the treatment group to students in a control group. Children and teachers completed measures regarding the children’s engagement of gender prejudice among their classmates, and students participated in focus groups after completing the program. At posttest, students in the treatment group reported experiencing less gender-prejudice by their classmates than students in the control group. Teachers also reported fewer gender-prejudice behaviors by the students in the treatment group. Qualitative analyses of the focus groups revealed that the students reported learning to challenge gender role stereotypes and endorsed a commitment to treating boys and girls fairly.


Artigo publicado: influence of social environment on learning by older adults

outubro 1, 2010

Título: Is learning a family matter?: Experimental study of the influence of social environment on learning by older adults in the use of mobile phones

Autores: Kenji Mori and Etsuko T. Harada

Periódico: Japanese Psychological Research, 52, 3, 244-255

Resumo: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1468-5884.2010.00434.x/abstract


Estereótipos e publicidade: jovens não são estúpidos

setembro 22, 2010

Fonte:  Lá Fora


Estereótipos e publicidade: chocolate

setembro 15, 2010

Fonte: Lá Fora


Estereótipos e publicidade: tecendo a própria sorte

setembro 13, 2010

Fonte: Lá Fora


Artigo publicado: Use of Self-Esteem Between Black and White Adolescent Girls

setembro 7, 2010

Título: Understanding the Different Realities, Experience, and Use of Self-Esteem Between Black and White Adolescent Girls

Autores: Portia E. Adams

Periódico: Journal of Black Psychology 2010;36 255-276

Resumo: http://jbp.sagepub.com/cgi/content/abstract/36/3/255


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