Notícia do dia: o homem que comia demais

Discriminar, ou seja, tratar aos outros de forma desigual, não escolhe lugar, hora e nem poupa ninguém. A notícia que pode ser lida no link abaixo relata a constrangedora situação de um comensal, proibido de frequentar o restaurante ao qual distinguia com a sua preferência, pelo simples fato de comer demais.

Clique aqui para ler a notícia
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Post atualizado para a aula do dia 21/05/2009 (PSI684)

Notícia do dia: violência anti-imigrantes na África do Sul

Imigrantes originário de países como Zimbabwe e Moçambique estão sendo atacados por manifestantes xenófobos, nas imediações de Johannesburgo, com o saldo de dezenas de mortos, muitos deles queimados vivos. Clique aqui para ler a notícia publicada em El País.

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O estrangeiro: a um passo da humanidade

Embora as pessoas disponham de rotinas automáticas que as habilitam a se relacionar socialmente de forma tranqüila, elas usualmente encontram dificuldades durante a interação com indivíduos de outros grupos ou de outras culturas. Tais dificuldades são tão generalizadas que não podem ser inteiramente atribuídas ao efeito de diferenças de ordem lingüística ou cultural. As pessoas estranhas ao grupo social tendem a ser tratadas com indiferença ou menosprezo. Parece existir um certo acordo na admissão de que esta tendência a tratar de forma depreciativa aos indivíduos do grupo externo reveste-se de um certo grau de universalidade. A listagem abaixo representa um breve apanhado de algumas referências encontradas na literatura psicossocial a respeito das crenças compartilhadas sobre os  estrangeiros.

Biesanz & Biesanz (1972) relembra a advertência de Cícero a Ático:

– “Não consigas os teus escravos na Bretanha, pois eles são tão estúpidos e tão absolutamente incapazes de aprender que não estão aptos a fazer parte do lar ateniense”.

Comentário de um intelectual árabe do século XI:

– “As raças ao norte dos Pirineus são de temperamento frio e nunca atingem a maturidade, são de grande estatura e de cor branca, mas não possuem agudeza de espírito e de penetração intelectual” .

Algumas características dos povos que habitavam a Germânia, de acordo com o historiador Cornélio Tácito (1952):

– os catos chamavam a atenção pelo costume de deixar crescer a barba e os cabelos até que tivessem matado a um inimigo;

– os cheruscos seriam covardes e estultos; os suevos, sujos e preguiçosos;

– os fenos, salteadores, selvagens e miseráveis,

– os helúsios e oxiômes eram portadores da estranha característica de terem a cabeça e o rosto humanos e o corpo e os membros de feras.

No século XVI, o poeta e filósofo escocês James Beattie (1735-1803) ao comentar a situação política de sua época, sustentou que todas as nações européias, e talvez do mundo, seja nas questões de traje ou de conduta, ridicularizavam-se mutuamente.

– Em pleno século XVII, no início da idade moderna, os escoceses eram tidos na Inglaterra como grosseiros, cruéis e brutais, embora esses mesmos traços, já no século XIX, fossem atribuídos aos irlandeses.

– Segundo Rose (1972), os alemães representam outros povos de uma maneira bastante estereotipada:

– os franceses seriam imorais e degenerados;

– os britânicos, estúpidos e pretensiosos; os americanos, dissipadores e limitados;

– os russos, ignorantes, pesados e estúpidos;

– os judeus, pervertidos e intrigantes.

Ainda de acordo com Rose, até 1940, a imagem dos japoneses presentes na cultura ocidental era a de um povo astuto, mas fraco, inflexível e desprovido de imaginação.

– durante a Segunda Guerra permaneceu a astúcia, mas os outros estereótipos foram substituídos pela tenacidade e pela engenhosidade;

– após o término das beligerâncias, o estereótipo astúcia foi finalmente substituído pelo da credulidade.

Concepções de alguns grupos sobre os seus vizinhos nacionais, de acordo com Gordon Allport (1962)

– Os poloneses retratavam os ucranianos como répteis, acusando-os de serem ingratos, vingativos, astutos e traiçoeiros

– Os ingleses durante a Segunda Grande Guerra acusavam os americanos de ganharem e fornicarem demais.

– Na África do Sul colonial os ingleses menosprezavam os africanos brancos

– Os africanos brancos menosprezavam os judeus

– Os judeus menosprezavam os hindus

– E todos estes grupos desdenhavam dos negros nativos

Fonte: Marcos E. Pereira. Psicologia Social dos Estereótipos. São Paulo: EPU Editora Pedagógica e Universitária, 2002

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Anedota: a desumanização do grupo alvo

Origem:Estados Unidos
Grupo alvo: árabes

– Você sabe por que no Iraque não se ensina educação para o trânsito e educação sexual em um mesmo dia ?
– Porque eles não querem gastar o camelo.

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Anedotas: o alvo como avarento

Origem: Estados Unidos
Grupo alvo: Judeus

Um judeu, próspero empresário do ramo de confecções, ao se queixar com um amigo com quem conversava sobre as noites de insônias que estava passando, ouve o batido conselho de contar carneirinhos. Alguns dias mais tarde, mais exausto e deprimido do que nunca, reencontra o amigo que admirado lhe pergunta:
– Alguma coisa deu errada ?
– Estou com um problema com esta história de contar carneirinhos. Na noite passada cheguei a contar dois mil deles. Então eu pensei em tirar a lã dos mesmos e fazer vinte mil casacos. Daí passei o resto da noite preocupado como iria conseguir vinte mil forros para os casacos.

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Anedota: o alvo como estúpido

Origem: Polônia
Grupo alvo: Policiais

Por que os carros de polícia têm listas desenhadas na parte externa da porta ?
– Para os policiais abrirem a porta com facilidade.
– E por que tem um policial sentado dentro do carro com um olhar tão triste ?
– Porque o carro não tem listas pintadas do lado de dentro e ele não sabe como sair do carro.

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Estereótipos e games: A escolha do alvo

Post publicado no Denver Westworld relata uma pesquisa conduzida no CU Stereotyping and Prejudice Lab (CUSP) sobre o papel dos estereótipos na decisão do jogador a respeito da escolha do alvo em um jogo do tipo apontar e atirar. Leia a matéria aqui

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