Contribuição: Ivanilde Souza Cerqueira


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Estereótipos, preconceitos e discriminação (2004)
Marcus Eugênio de Oliveira Lima e Marcos Emanoel Pereira (Organizadores)
Salvador: EDUFBa
Tema: Contempt por Vault9 .
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Ora, essa pesquisa só revelou a opinião das pessoas sobre o assunto, e não prova realmente que as mulheres sejam menos suscetíveis a corrupção. Mesmo um levantamento de casos de mulheres envolvidas com a corrupção não seria por si só um indicador desta referida tendência feminina. Creio que seria necessário um estudo que realmente isolasse a relação entre as tentações corruptivas e a resposta das mulheres diante desses estímulos para podermos afirmar ou não o que a manchete está dizendo.
Creio que esse resultado apenas revela que as mulheres ocupam em menor número os cargos de chefia, e por isso estão em menor número no ranking dos “corruptos”. Acho que a questão de gênero não seria responsável pela atitude corrupta, mas sim fatores de conduta, que são construídas ao longo da vida da pessoa.
Esta é a parte virtuosa dos estereótipos femininos. No entanto, ai reside um perigo:que é generalisação que está subjacente nas construções dos estereotipos, e que está sempre procurando respaldo científico para legitimar estereotipos e justificar as relaçôes de poder.
Acho precipitada a conclusão deste artigo. Pois inferir que, caso as mulheres tivessem a equivalência de poder dos homens não haveria tanta corrupção. Já que alguns estereótipos negativos são associados às mulheres no poder. Por exemplo, as mulheres só galgarem poder a partir do momento que se submete a alguns favores aos homens, como favores sexuais.
Também pelo fato das mulheres ocuparem menos cargos políticos, as pessoas presenciam menos exemplos reais de mulheres envolvidas com corrupção que homens. Talvez por isso tenha se criado essa crença, associando-a com características presentes nos estereótipos femininos.