Estereótipos e música: Brigitte Bardot

5 respostas para Estereótipos e música: Brigitte Bardot

  1. Marcus Vinicius C. Alves disse:

    Infinitamente bom.

  2. Ivanilde S. Cerqueira disse:

    Não gostei da letra da música… achei que ela deu um significado à velhice que só serve para reforçar, ainda mais, os estereótipos sociais negativos atribuídos aos idosos, os quais compreendem os nossos idosos como seres decrépitos, inválidos, senis, fracos; um verdadeiro estorvo para a sociedade e a família.
    Sem falar que a representação social que se tem de uma dada categoria diz muito sobre o tratamento que a ela é destinado. E nem é preciso dizer que tipo de tratamento a nossa sociedade destina aos nossos idosos, precipalmente àqueles de classe social mais disfavorecida.
    Faz sentido para uma sociedade capitalista como a nossa manter este discurso, pois o bem estar de uma categoria social que, segundo este sistema, não lhe dar nenhuma promessa de lucro, não é logicamente um objetivo a ser buscado.

  3. Marcus Vinicius C. Alves disse:

    Acho que é aí que está exatamente a força desta música, a letra fantástica. Não creio que o discurso dela seja algo que preze o estereótipo, ao contrário, ela escancara o estereótipo, ela joga na cara a visão da sociedade, é como se ele falasse: a modelo linda está ficando velha, e agora? O que vocês vão fazer? Substituir, né? Eu já sabia.

    Tom Zé está longe de seguir qualquer regra capitalista. Tom Zé é de vanguarda, e esse álbum, Todos os Olhos, de 1973, tem essa intenção de chocar, de trazer o podre da sociedade pra fora, não como uma forma de escapismo, mas justamente pra mostrar “é isso que nós somos, é isso que vamos continuar a ser?”.
    Álbum chocante, tinha essa intenção, a capa não me deixa mentir, mostrava uma bola de gude dentro de um suposto ânus.
    Letras muito boas, complexas de tão simples.

    Era o início do tropicalismo e Tom Zé talvez tenha sido o mais verdadeiro tropicalista.

  4. Achei a música chata, da vontade de dormir. Fico na dúvida de quem é mais chato: Tom Zé ou Glauber Rocha. Os idosos não dão margem de lucro? Estou para ver. De bancos de previdência a bairros projetados, sem falar no viagra. Os velhinhos estão com tudo, estão na moda, estão vivendo mais. Os velhinhos são muito interessantes, com exeção de Tom Zé.

  5. Diogo Araújo disse:

    Não sei se essa música fala da velhice, mas talvez da velhice da Brigitte Bardot, do sonho que era a Brigitte Bardot, todo aquele imaginário… Peguei mais esse lance dos sonhos. Não esqueçamos como o pessoal naquela época sonhava. Hj a gente não sabe o que é isso, não entende como o chão de muita gente sumiu com o passar do tempo.

    Realmente Tom Zé usa a imagem negativa da velhice pra ilustrar a melancolia da decreptude, do esvaziamento. Até o tom arrastado da música ajuda no clima de decadência. Não acho que ele esteja ofendendo os velhos ou negando outras possibilidades de velhice, a música passa longe desses assuntos.

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