Estereótipos e música: vaza canhão

6 respostas para Estereótipos e música: vaza canhão

  1. Rafael Oliveira disse:

    Uma característica marcante do pagode baiano é o humor. E essa música é uma comédia. E outra coisa, tem conteúdo. Fala de um problema da atualiadade, relacionamentos virtuais e as mentiras que as pessoas vivem na internet. E claro duas girias tipicamente baianas: Vaza canhão!

  2. Valter da Mata disse:

    Esse arremedo de música atinge diretamente a auto-estima da mulher negra. Desqualifica seus atributos físicos (cabelo e nariz), além de associa-la a um animal (urubu). Ainda a contrapõe contra a loura (ideal de beleza na letra). Incrível é a alienação popular que ainda consome uma psudo-música que desqualificam suas mães, irmãs, tias, amigas e namoradas. Isso sem falar nos próprios alvos. Lamentável!

  3. Diogo Araújo disse:

    É… Loira x Cabelo de assolam rementem a estereótipos raciais de um jeito bem preconceituoso mesmo…

    Muito já foi dito sobre essas discriminações absurdas. No momento, prefiro ressaltar que tem muita gata por ai de cabelo duro e muita baranga de cabelo escorrido.

  4. Vanessa Carvalho disse:

    Concordo com Valter, é curioso como as pessoas além de consumirem sua auto-depreciação, também defendem esse tipo de produção como algo genuino da própria cultura…
    Olhando os comentários no YouTube achei interessante um que dizia dentre outras coisas:
    “A música é voltada pra o povão e nós brasileiros somos, então eu acho idiotice comparar a letra da música e ficar escaldando. se for pra escaldar vamos nos escaldar pois somos descendentes de portuguese e vc sabe o pq portugal colonicou o brazil? VAZA CANHAO!”

  5. sheila disse:

    acho que ao contrário da musica “vaza canhão” a musica MULHER BRASILEIRA, valoriza (em certa medida) a mulher brasileira em sua diversidade, entretanto, tb apresenta o estereotipo da “mulher brasileira”: “Pele bronzeada mulher brasileira a coisa mais linda, chamada de avião corpo de violão a maior obra prima (…)”. Poderia se tratar de uma propaganda, uma vez que a musica, se não me engano, foi lançada no período do carnaval?

  6. Nilldinha Débora disse:

    É interessante e ao mesmo tempo lastimável analisar como o processo de discriminção no Brasil é tão forte e maquiado ao ver que um grupo por pseudonimo é chamado de “BLACKSTILE” e faz uma letra de música tão racista, degradante e alienante.
    O pior de tudo isso é constatar que o racismo em nossa sociedade está tão imbricado em nossa cultura que várias(os) afrodescendentes vem cantando esta aberração como se fosse uma sinfonia que engrandecesse o intelecto e torna-se o indíviduo ainda mais cognitivo, sem eles sequer se dar conta de que estão difamando e depedrando todas àquelas mulheres que não seguem o padrão de beleza eurocêntrico.

    O nome deste grupo e desta música mostram que a negritude é muito mais que cor da pele, cabelo crespo, membros avantajados ou lábios grossos.
    Ser negro é questão de identidade afirmada na auto-estia doque nossos ancestrais representam para nós!

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