O Terra Magazine reproduz uma entrevista na qual Antonio Risério se posiciona frente ao problema das cotas e das ações afirmativas no contexto universitário brasileiro. Clique aqui para ler a entrevista
O Terra Magazine reproduz uma entrevista na qual Antonio Risério se posiciona frente ao problema das cotas e das ações afirmativas no contexto universitário brasileiro. Clique aqui para ler a entrevista
Esta entrada foi publicada em Março 21, 2008 às 9:35 am e é arquivado em Categorias e categorização social, Crenças, Educação, Estereótipos, Etnia, Notícias, Relações intergrupais, Textos. Tagged: ações afirmativas, cotas, movimento negro, risério, universidade. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
Estereótipos, preconceitos e discriminação (2004)
Marcus Eugênio de Oliveira Lima e Marcos Emanoel Pereira (Organizadores)
Salvador: EDUFBa
Tema: Criado por Vault9.
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Março 23, 2008 às 12:27 pm
Li e reli esta entrevista do Antonio Riserio e conclui que, apesar de ser bem articulada, não traz nada de novo aos argumentos que minimizam a importância de políticas especificas contra a desigualdade racial no Brasil. Alem de não ser novidade, a fala de Riserio me espanta em alguns pontos. Ele diz: “O pessoal dos movimentos negros argumenta que, se os intelectuais não sabem distinguir (um de negro de um branco), a polícia sabe. Não é um bom argumento. Uma polícia racista, criminosa e corrupta não pode ser critério para nortear projetos sociais para o país”.
COMO É QUE A AÇÃO DE UMA POLÍCIA RACISTA, CRIMINOSA, CORRUPTA, ARMADA, SÁDICA, GENOCIDA E AUTORIZADA PARA BARBARIZAR NÃO É CRITÉRIO??? Alem disso tudo, com amplo respaldo das camadas sociais que se julgam desprotegidas contra a criminalidade. O fenômeno “Capitão Nascimento” no ano passado foi profundamente revelador de como existe apoio a pratica de extermínio como solução.
Daí eu me pergunto se nossa querida nação realmente desfruta de um panorama mais ameno do que um Estado formalmente segregador. Sabemos muito bem que o Brasil é o país da informalidade, seja nas relações pessoais, nas relações de trabalho, nas relações com as leis. O que está no papel tem relativamente pouca força de influenciar os comportamentos, tanto pessoais quanto institucionais. Aqui, a gente só descobre a real situação olhando para os eventos concretos, e, concretamente, aqui no Brasil existe sim a discriminação pela cor da pele das pessoas.
Riserio afirma que o brasileiro considera o racismo nefasto. Porem, me baseando em coisas que eu li e em coisas que eu vi, inclusive no seio familiar, prefiro acreditar que o brasileiro não tem nojo do racismo, muitas vezes ele é simples e estupidamente hipócrita, figurando de bom-moço e “antenado” na frente dos outros, mas, sempre que tem alguma justificativa que encoberte, a variável cor-da-pele influencia diretamente no comportamento, servindo de catalisador para julgamentos diversos.
Recomendo a leitura de dois artigos que estão na seção “Biblioteca”, neste blog. São eles: “As novas formas de expressão do preconceito e do racismo”, de Marcos Eugenio O. Lima e Jorge Vala, e “Normas Sociais e Preconceito: O Impacto da Igualdade e da Competição no Preconceito Automático Contra os Negros”, dos mesmos autores mais Caliandra Machado, Josele Ávila e Carolina Lima.
Março 24, 2008 às 11:12 pm
Quando eu cheguei na parte que ele cita o governo de Marta Suplicy ( a do relaxa e goza, e do recente caso de furar fila no aeroporto) vi que não merecia o credito de ser lido até o final.