Origem: Salvador
Piriguete: do latim, peiculum. Significa garota perigosa, frequentemente vestida com uma saia menor que a sandália, cabelo cheirando a shampoo e muito freqüentada pelos putões.
Origem: Salvador
Piriguete: do latim, peiculum. Significa garota perigosa, frequentemente vestida com uma saia menor que a sandália, cabelo cheirando a shampoo e muito freqüentada pelos putões.
Esta entrada foi publicada em Março 9, 2008 às 8:36 am e é arquivado em Categorias e categorização social, Estereótipos, Locais, Textos. Tagged: linguagem, categorias sociais, rótulos, Expressões populares, piriguete. Você pode seguir qualquer respostas para esta entrada através de RSS 2.0 feed. Você pode deixe uma resposta, ou trackback do seu próprio site.
Estereótipos, preconceitos e discriminação (2004)
Marcus Eugênio de Oliveira Lima e Marcos Emanoel Pereira (Organizadores)
Salvador: EDUFBa
Tema: Criado por Vault9.
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Março 9, 2008 às 10:26 pm
Tem cada vez mais deixado de ser um estereótipo negativo (opinião). Talvez seja um rótulo que está mais comum e mais dissemminado entre classes sociais mais abastadas (mera conjectura).
Março 10, 2008 às 2:51 pm
Na minha opinião quando se diz piriguete é o mesmo que mulher fácil, galinha, que fica com qualquer um, enfim um novo rotulo verbal para um velho conceito.
Março 10, 2008 às 3:44 pm
Concordo com o Rafa quanto ao termo se referir a um conceito antigo de “mulher-galinha”. Mas me parece que existe uma especificidade de cunho regional. Por exemplo: as semelhanças entre uma “cachorra” carioca e uma piriguete de Salvador sao apenas parciais. A primeira evoca imediatamente a fala chiada e o apreço pelo funk de lá, enquanto a piriguete lembra o sotaque arrastado do soteropolitano, o aroma de cosméticos de baixo preço e a assiduidade em shows do nosso pagodão.
Março 10, 2008 às 3:48 pm
Risos. De fato Diogo, piriguete mesmo só por essas bandas.
Março 10, 2008 às 7:29 pm
Sem querer entrar no discurso feminista, com relação ao que Judson falou, eu acho que o fato de parecer que o termo piriguete perdeu sua conotação negativa tem a ver com o fato de muitas mulheres ainda aceitarem o rótulo de mero objeto sexual.
Já observei que algumas garotas têm até orgulho quando recebem o título.
Por mais que se use o termo como uma brincadeira, acho que ainda assim, é uma continuidade de uma forma visão.
Março 10, 2008 às 8:59 pm
Também tem isso. Uma normalização desse tipo de conduta, outrora considerada inadequada. Mas eu acredito que o movimento feminista é bastante responsável por isso, afinal as mulheres vem copiando o comportamento dos homens justamente onde ele não é referência para nada. Então raciocinam da seguinte forma: “se os homens são putões e isso é valorizado, vamos valorizar a promiscuidade feminina também, direitos iguais”. Um erro absurdo. Quer dizer ao invés de lutarmos contra um erro de conduta condenável na maioria dos homens, estendemos o erro também as mulheres e, num passe de mágica, o erro, agora generalizado, deixa de existir.
Março 10, 2008 às 9:03 pm
Antes que possa haver algum manifesto relativista(aqueles que acreditam que tudo pode ser qualquer coisa e que certo ou errado é uma questão de ponto de vista) estou patindo do pressuposto de que a promiscuidade é um grave erro.
Março 10, 2008 às 10:12 pm
Concordo com o que Rafa diz à respeito dos movimentos feministas que muitas vezes levam as mulheres à mirar-se em características lamentáveis masculinas, mas acho que ao mesmo tempo as mulheres também vêm ocupando espaços bastante invejáveis.
Quanto à naturalização da promiscuidade, concordo que seja algo condenável, mas ainda acho que haja uma valorização da mesma quando ligada ao sexo masculino , e mesmo diante da tentativa de naturalização para as mulheres, as piriquetes, galinhas ou seja lá qual for o rótulo, continuam sendo vistas como “mulheres descartáveis”, ao contrário dos homens, que como “putões”, muitas vezes tornam-se “exemplos” pra classe masculina.
Como Rafa disse, o erro se generaliza, mas não acredito que ainda seja visto da mesma forma para ambos os sexos.
Março 24, 2008 às 9:49 am
Ora, ora, elas apresentam uma extra rota para o ‘zignow’(escapadela). E isso é bom ou ruim? Um erro ou um acerto? Hum…
Outubro 24, 2008 às 9:46 am
E a AIDS comendo solta….
Outubro 27, 2008 às 6:52 pm
Apenas mais um rótulo para uma parte do povo baiano, tornando dessa forma as festas mais atrativas para o “pessoal de fora”… Sim, com certeza a definição que se dá para piriguete hoje, se aproxima com as definições dadas pelas pessoas para o jeito jeito de ser escolhido por algumas mulheres a pouco tempo atrás, os quais eram (e às vezes asinda são) chamadas de “galinha”, mulher fácil, “bandida” etc, etc, etc… e que a pouco tempo (”hodiernamente” falando) tornaram-se piriguetes. No entanto, o pior de tudo é saber que, infelizmente, tem um monte de mulher que interioriza tal rótulo e acaba servindo de produto (como por exemplo, a imagem atrativa da piriguete para o turista que vai “se da de bem”), concomitante com a cultura baiana.
Lembremo-nos sempre: o governo é para o povo, não o povo para coverno. Chega de inversão.
Outubro 28, 2008 às 11:41 pm
Levando em consideração que ser piriguete é caracterizado pelo fato de agir de forma promiscua, usar roupas minusculas, estar em todas as festas… o que antes era chamado de descaração ganhou nome novo piriguetagem. O fato é que cada vez mais as mulheres se auto-desvalorizam e são rotuladas de piriguetes por suas atitudes depravadas.